30/JAN: Mary Ward (1585-1645), mulher corajosa e encantadora...

Quem ganhou com a minha exclusão?

Mary Ward viveu há mais de 400 anos, mas ainda lembramos dela. Mulher encantadora, fundadora da Congregação de Jesus, teve uma vida marcada por perseguições religiosas em seu país natal, a Inglaterra e também por parte da Igreja católica.

Mary, mulher corajosa e santa, fundou um Instituto religioso avançado para seu tempo. Sabia que Deus a conduzia por caminhos novos, diferentes daqueles vividos pela vida religiosa de então. Ela fez o ramo feminino da Companhia de Jesus! O que os jesuítas faziam, estas mulheres quiseram fazer. Assim, pois, com um grupo de fiéis companheiras, Mary Ward deu início a um novo tipo de vida consagrada feminina na Igreja: Mulheres apostólicas! 

Num tempo de congregações enclausuradas, ela colocou suas religiosas em missão e na rua.

O que ela pretendia? Buscar a vontade de Deus, seguir Jesus Cristo e estar com a Igreja no serviço aos irmãos, principalmente aos mais necessitados.

Educadora da fé, preocupou-se com a formação da juventude e das crianças. Assistiu aos doentes, amou os pobres, sempre atenta a qualquer outra necessidade do próximo. Como projeto pioneiro, encontrou vários obstáculos que levaram sua obra à supressão por parte das autoridades da Igreja. Estas não podiam entender que uma mulher fosse responsável pela missão apostólica de muitas outras mulheres... 

Mary Ward morreu com 60 anos de idade, sem ver a esperada aprovação do seu Instituto que ela, inicialmente, chamava de Companhia de Jesus.

Para os cristãos, a cruz é entendida como o sinal supremo do amor e de vitória sobre o mal e a morte. A cruz tornou-se sinal de vida, coragem e resistência em toda a vida e missão de Mary Ward e de suas religiosas, companheiras de Jesus.

Hoje "convém lembrarmos de uma grande figura da história católica: Mary Ward, essa mulher incomparável que nas horas mais negras e sangrentas, a Inglaterra deu à Igreja” (Pio XII).

Mary Ward destaca na história da Igreja pela sua coragem apostólica. Ela foi uma mulher sonhadora e encantadora. Muitos de nos esperamos ansiosamente a sua canonização.

Uma sugestão: Conheça de perto a vida de esta mulher.   

Inscrição na pedra do seu túmulo:

“To love the poor


Persevere in the same,

Live, die and rise with them

Was all the aim of Mary Ward



Who having lived 60 years and 8 days


Died on 30th January 1645.”

3 comentários:

  1. Pe. J. Ramón
    Muito obrigada pela publicação do texto: Mary Ward (1585-1645), mulher corajosa e encantadora...”. Realmente, ela nos ensina que “[…] o caminho melhor para alcançar uma grande perfeição é o zelo nas coisas pequenas”. Em sua caminhada ela não desanimou, foi “[…] corajosa e encantadora” e sempre buscou viver o “MAGIS”. “Amai a verdade! Procurai a ciência e o conhecimento, não pelo que eles trazem em si, mas para que estes vos levem ao seu fim último que é Deus mesmo. Assim sendo, sereis felizes e úteis a nós e a todos” (Mary Ward). Como membro da Congregação de Jesus peço esta graça às pessoas que atuam em prol da evangelização.
    Ir. Terezinha Santana, CJ.

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  2. Por que as pessoas boas e significativas apanham tanto da Igreja?

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  3. Parabéns Pe Ramón pelo excelente artigo. Mary Ward nos deixou um inestimável legado de coragem, perseverança e amor ao próximo.
    Jorge Francisco Bonacif Junior.

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