06/FEV: São Paulo Miki SJ (1564-1597), Diogo Kisai SJ, João Gotó SJ e outros 23 companheiros, Mártires no Japão...


Paulo era membro da família Miki, nobres Samurais do Japão. Educado pelos Jesuítas, entrou aos 16 anos no noviciado da Companhia de Jesus e logo se destacou como pregador e evangelista. Presos pelos oficiais do Shogun local, foram levados para a colina chamada Nishizaki, Nagasaki, onde foram crucificados e furados com lanças. O martírio foi testemunhado por centenas de pagãos japoneses e alguns cristãos que ficaram horrorizados.

Lembremos os nomes desses mártires, religiosos e leigos, jovens e idosos: Francisco, Takeya, Pedro Sukejiro, Miguel Kozaki, Diogo Kisai SJ, João Gotó, Paulo Ibachi e seu irmão Leo, Antônio, Pedro Batista, Martinho Assunção, Felipe de Jesus, Gonçalves Garcia (português), Francisco Blanco (espanhol), Francisco de São Miguel, Mathias Boaventura, Tomas Kozaki, Joaquim Sakakibara, Francisco  Kichi,  João Kinuya, Gabriel Jusuke, Paulo Suzuki... Que os seus nomes fiquem registrados para a posteridade!

A colina onde Paulo e seus companheiros foram martirizados é chamada atualmente de “A Colina dos Mártires”. Uma grande cruz de pedra e 26 arvores foram plantadas para lembrar o acontecido.

Os mártires japoneses foram canonizados em 1862, pelo Papa Pio IX .

Nesta mesma cidade de Nagasaki, outros muitos cristãos foram massacrados em 1637. Três séculos depois, a Fortaleza Voadora B29 despejou sua bomba atômica nesta cidade, 9/AGO/1945, matando mais de 70.000 pessoas.

Mártires de Nagasaki, rogai a Deus pelo Japão e pela paz mundial!

Uma pergunta: o que você faz pela paz entre as pessoas?


PALAVRAS DO PAPA J. PAULO II, POR OCASIÃO DA VISITA À COLINA DOS MÁRTIRES DE NAGASAQUI (26/FEV/1981)
Caros amigos
1. Hoje quero ser um dos tantos peregrinos que vêm aqui à colina dos Mártires em Nagasaqui, ao lugar onde os cristãos, com o sacrifício da vida, selaram a sua fidelidade a Cristo. Triunfaram sobre a morte com um ato insuperável de louvor ao Senhor. Em atitude de oração diante do monumento dos Mártires, quereria penetrar no mistério da sua vida, quereria que eles me falassem, e à Igreja inteira, quereria ouvir a sua mensagem ainda viva depois de centenas de anos. Como Cristo, foram levados para um lugar onde eram justiçados os criminais comuns. Como Cristo, ofereceram a própria vida para que todos nós pudéssemos crer no amor do Pai, na missão salvífica do Filho, e na guia infalível do Espírito Santo. Em Nishizaka, a 5 de Fevereiro de 1597, vinte e seis Mártires testemunharam o poder da Cruz; eram os primeiros de uma rica messe de Mártires, porque muitos, em seguida, teriam consagrado esta terra com o seu sofrimento e morte.
2. "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos amigos" (Jo 15, 13). "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto" (Jo 12, 24).
Morreram cristãos em Nagasaqui, mas a Igreja em Nagasaqui não morreu. Estava para ser subterrada, mas a mensagem cristã foi transmitida de pais a filhos, até a Igreja não voltar à luz. Radicada nesta colina dos Mártires, a Igreja de Nagasaqui cresceria e floresceria, até se tornar um exemplo de fé e de fidelidade para todos os cristãos, uma expressão de esperança fundada em Cristo Ressuscitado.
3. Hoje venho a este lugar como peregrino, para agradecer a Deus a vida e a morte dos Mártires de Nagasaqui — daqueles vinte e seis e de todos os outros que se lhes seguiram —, compreendidos os heróis da graça de Cristo recentemente beatificados. Agradeço a Deus pela vida de todos aqueles, onde quer que estejam, que sofrem pela sua fé em Deus, pela sua lealdade a Cristo Salvador e pela sua fidelidade à Igreja. Cada época — passada, presente e futura — produz, para a edificação de todos, brilhantes exemplos do poder que está em Jesus Cristo.
Hoje venho à colina dos Mártires para testemunhar o primado do amor no mundo. Neste santo lugar, pessoas de todas as condições deram prova de que o amor é mais forte que a morte. Encarnaram a essência da mensagem cristã, o espírito das Bem-aventuranças, a ponto de, quem quer que dirija os olhos para elas, poder ser inspirado a deixar modelar a própria vida pelo amor desinteressado de Deus e pelo amor do próximo.
Hoje, Eu, João Paulo II, Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, venho a Nishizaka para rezar por que este monumento possa falar ao homem moderno, como as cruzes no cimo desta colina falaram àqueles que, há séculos, foram testemunhas oculares.
Oxalá este monumento fale ao mundo, para sempre, do amor, fale de Cristo.


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