O ataque ao escritor Salman Rushdie foi uma covardia fanática e um ato desumano destemperado. A vingança além de estar fora de moda já não se vive entre humanos nos dias de hoje. 

E quem apoia esta barbarie deveria fazer um curso extensivo de direitos humanos. 

E voce o que pensa?

 


 Ir. Gloria Liliana Franco Echeverri, religiosa da Ordem da Companhía de María N.S., atual presidenta da CLAR, religiosas de américa latina, abriu as portas da historia na Arquidiocese de Bogotá, como a primeira mulher pregadora dos Exercícios espirituais anuais do clero, durante as duas primeiras semanas de este mês de agosto.

 

No Brasil, o mesmo vem acontecendo, na casa de Exercícios Espirituais de Itaici, onde é frequente ver leigos e leigas exercendo o ministério de propor a outros o caminho dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola.


 


Onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração... (Lc 12,34)


 

O evangelho deste domingo nos apresenta um texto cheio de mensagens importantes sobre o seguimento de Jesus. O contexto deste relato é a compreensão do Reinado de Deus e as atitudes favoráveis para percebê-lo e acolhê-lo. Encontramo-nos, junto com Jesus, subindo para Jerusalém. Por isso, a alegoria do “tesouro” revela a busca do essencial e não se perder no que é supérfluo e caduco.

 

Um antigo relato oriental nos ajuda a compreender a alegoria do tesouro, usada por Jesus: quando os deuses criaram o homem, puseram nele algo de sua divindade; mas o homem fez um mal uso dessa divindade e os deuses decidiram tirá-la. Reuniram-se em grande assembleia para ver onde podiam esconder esse tesouro que lhe haviam dado. Um disse: “vamos colocá-lo no pico da montanha mais alta”. Um outro, porém, retrucou: “não, o homem acabará escalando a montanha e encontrará o tesouro”. Um outro disse“vamos escondê-lo no fundo do oceano”. Mas, alguém respondeu: “Não, o homem poderá descer às profundezas e descobrir o tesouro”. Por fim, um terceiro disse: “Já sei onde vamos esconder esse tesouro: no mais profundo do coração do homem! Ali, ele nunca o buscará”.

 

A metáfora do tesouro, presente em diferentes tradições sapienciais, constitui um convite a encontrar ou descobrir aquilo que, mesmo sem saber, mais aspiramos: o que realmente somos, nossa identidade original.

 

Esta imagem contém várias indicações valiosas: o tesouro está aí, no nosso interior, todo o tempo; trata-se simplesmente de descobri-lo; não é algo separado de nós, nem algo daquilo que carecemos, mas justamente aquilo que somos. Quando o descobrimos, tudo o mais começa a ser visto como algo secundário; e essa descoberta se traduz em perene alegria.

 

Só podemos encontrar o tesouro dentro de nós se descermos ao chão de nossa vida. É normal que nós nos surpreendamos frente a frente com um “eu” desconhecido e pleno de recursos.

 

O caminho para o nosso tesouro passa pelo diálogo com as dimensões não integradas, com nossas paixões, com nossos problemas e fragilidades, nossas angústias e nossas feridas, com tudo quanto clama dentro de nós e consome nossa energia. A espiritualidade cristã nos mostra que exatamente nos “cascalhos” de nossa existência descobrimos o tesouro do nosso verdadeiro “eu”, escondido no fundo de nosso coração.

 

Podemos, então, afirmar que o verdadeiro “tesouro” é o que há de Deus em nós.

 

Isto é o que somos: plenitude à qual nada nos falta, como cantava S. Teresa de Jesus: “Quem a Deus tem, nada lhe falta; só Deus basta”. Deus não é uma Presença separada que nos completaria a partir de fora, mas o “estado de presença” que constitui nossa identidade. E quando descobrimos o tesouro que é Deus, não há lugar para o medo.

 

Foi do agrado do Pai nos confiar o Reino”. Este é o ponto de partida. “Não tenhais medo, estai preparados, etc...” depende desta verdade. O Reino não é lugar ao qual iremos depois da morte; Jesus já havia dito em outro momento: O Reino está dentro de vós”; portanto, é um espaço que já trazemos em nossa identidade profunda. Sem acolher esta realidade, não é fácil dispor-nos para conectar com o nosso eu verdadeiro.


Se o Reino é o tesouro encontrado, nada e nem ninguém poderá nos afastar dele. O sentido da nossa existência está em descobrir o tesouro, tudo o mais virá espontaneamente. O Reino é o mesmo Deus escondido no mais profundo de nosso ser. Ele é a maior riqueza para todo ser humano. Todos os demais valores que podemos encontrar em nossa vida, devem estar subordinados ao valor supremo que é o Reino.

 

O caminho para um novo sentido na vida passa pelo acesso ao nosso próprio coração. Aqui está o desafio que nos assusta, pois vivemos mergulhados numa cultura da superficialidade e da exterioridade. 

 

“Descer” para as profundezas de nosso interior é a oportunidade para descobrir regiões novas e novos recursos, para ativar novas potencialidades, para encontrar aquele tesouro que facilitará uma contínua transformação na vida.

Isso requer coragem para passar por todas as regiões sombrias e chegar ao fundo

 

É “descendo” que poderemos revitalizar a vida que se tornara vazia e ressequida.

 

Não basta falar de “tesouro precioso”; é também necessário “escavar” nosso “chão interior”. Nosso interior é o campo que é preciso cavar para fazer vir à tona aquilo que é mais nobre em cada um de nós.

 

“tesouro no céu” não é algo que nós alcançamos graças ao esforço, nem é computado como mérito; é uma nova maneira de ser e de viver que emerge quando nos esvaziamos do “ego”, inflado e prepotente.

 

 E Jesus lhe dedicou uma bem-aventurança, uma afirmação chave para compreender este espaço de Deus: felizes os que tem um coração puro porque verão a Deus”.

 



Após 5 anos sem ver os meus irmãos me permitiram passar quase 2 meses para visitar os meus. Nesse tempo, minha irmã veio a obito, vítima do Covid 19. E eu já me encontrava fisicamente bastante deterioado, com dificuldade de locomoção, sem ajuda externa. Vendo minhas necessidades, começaram,  a chegar espontaneamente algumas soluções: Gabriela, filha da Améris, passou a usar um andador super moderno e me ofereceu seu bastão adquirido em luxenburgo. Vendo-me nesse estado, diversas pessoas começaram a me emprestar o braço como um elemento a mais de apoio.

Nessas circuntâncias viajei de São Paulo para Madri, com receio do que fazer no imenso aeroporto de Madri, e não perder o enlace para Vigo. Chegando em Guarulhos/SP, já tinha alguém me esperando para me introduzir rapidamente nos meandros da polícia federal e alfândega. Graças a Deus deu tudo certo. Como fazer a conexão  Madri-Vigo, no iempo estipulado sem conhecer o imenso aeroporto de Barajas e com a deficiência séria de mobilidade que venho sofrendo?

Não sabia da ajuda externa que as Companhias Aéreas ferecen grattuitamemte a pessoas idosas ou com necessitadas especiais. Eles ja sabem de ante mão quantos somos os que não vamos descer pelas escadas normais da aeronave e te convidam a se ditigir para o outro lado, onde espera um pequeno onibus que sobe até a altura do avião, te recolhe e te leva até a tua conexão.  Fui o último a entrar no aviao para Vigo. A vigem São Paulo-Madri foi pesada e sem poder dormir nada. Cheguei feito um trapo a Vigo, e lá me esperavam meus irmãos e uma cunhada. 

No dia de S. Ignacio, 31/JUL, veio o Sr. Bispo e o prefeito da cidade almoçar conosco na comunidade do Colégio. Na véspera celebramos num restaurante os 81 anos do meu irmao, e no dia 1º agosto o meu.

A missa diária, da comunidade, sempre antes do almoço é as 13h30, e faço questão de nao perde-la. 

Deus seja louvado agora e sempre. Amém.





         


                                          ...a vida não consiste na abundância de bens...(Lc 12,15)

 

Na sua itinerância, Jesus se depara com situações inesperadas e que não tem nada a ver com o sentido de sua missão. Mas, como bom pedagogo, Ele aproveita de todas elas para mover as pessoas na direção do verdadeiro sentido da existência. 

 

Como sabemos, as heranças quase sempre suscitam problemas e conflitos. E alguém, que devia se sentir prejudicado, pede a mediação de Jesus para conseguir uma melhor partilha dos bens.

Na sua resposta, a liberdade de Jesus frente a esse tipo de questões, não só porque corta a petição pela raiz, mas pela parábola que narra a seguir. Nem Ele se considera “árbitro” em questões de herança, nem está preso pela cobiça. O que escutamos d’Ele é o ensinamento de um mestre livre que quer mostrar o caminho da verdadeira “riqueza”.

 

Para Jesus Cristo, a primeira e maior tentação do coração humano é a “cobiça de riqueza”. Uma vez presos à cobiça, caminhamos, irremediavelmente, para a solidão, para o auto-centra-mento e desprezo dos outros.

 

Na parábola de hoje, o rico fazendeiro, em seu monólogo, revela o seu ideal de vida: acumular semptr mais, ter vida longa e assegurada... Em seu horizonte de vida há uma terrível solidão: parece não ter esposa, filhos ou amigos. Não pensa nos camponeses que trabalham em suas terras. Seus verbos preferidos: acumular, armazenar e aumentar seu bem-estar material. Só se preocupa em “amassar riquezas para si”; todo o relat

 

Aumenta seus celeiros, mas não o horizonte de sua vida. Aumenta sua riqueza, mas diminui e empobrece sua vida. Acumula bens, mas não conhece a amizade o amor gene a alegria e a solidariedade. Não sabe compartilhar, só monopolizar A vida deste rico é um fracasso e uma insensatez, pois sua falsa segurança na posse dos bens vem abaixo. Quem vive centrado em si mesmo, perde a vida.

 

Não fiz outra coisa do que viver para mim mesmo... Entesourou para si e, de repente percebe que essa forma de viver se revelou infecunda e sem sentido. Momento privilegiado que pode ser muito duro e, ao mesmo tempo, muito fecundo.

 

No evangelho deste domingo, Jesus usa a palavra “néscio” para referir-se a quem atua assim. Tal termo vem do verbo latino “nescio”, que significa literalmente “não sei”. “Néscio” é quem confunde o ter com o ser. “Néscio” é aquele que não sabe o que faz, e vive perdido na ignorância do tempo.

 

No fundo, o evangelho deste domingo nos situa diante do grande dilema do “sentido de nossa existência”: para quê vivemos? Sobre que valores queremos construir nossa vida?...

 

O ser humano não é só um “animal racional”, ou um “animal afetivo”, mas é também um “animal de sentido”, o que é uma definição muito mais profunda.

 

O ser humano tem necessidade de uma causa pela qual viver, de canalizar todas as suas forças, seus desejos, energias, impulsos vitais e recursos internos e externos em direção a um horizonte de sentido no qual acredita intensamente (“ser rico para Deus”) E nele investir tudo o que é e possui, com intensa paixão.

 

“Viver a fundo” é não passar pela superfície da vida, acumulando bens e permanecendo refém de uma triste mediocridade. Há fomes existenciais, desejos mobilizadores e sonhos originais querendo encontrar canais amplos para jorrar. É preciso reaprender o caminho da própria interioridade para ativar a capacidade de amar, de vibrar, de buscar...

 

Deixemo-nos inspirar pelo Mestre da Galiléia! 

 

 


 Aconteceu agora, na belíssima catedral de Santiago de Compostela, no dia do padroeiro, São Tiago. 25 de julho.

Na hora da santa Missa, o rei soube se santiaguar, as moças mais ou menos e a rainha, nada.

Deus nos salve desta mulher de história quebrada...