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O discernimento é a capacidade de distinguir entre o bem e o melhor. Para o cristão é escolher o que Cristo escolheria. Contudo, é preciso discernir entre o bem e o falso bem, pois este pode disfarçar-se de verdadeiro bem. 

As moções, desejo de fazer algo movido, impulsionado pela experiência espiritual e do contato com Deus, são movidas pelo discernimento. É preciso compreender as origens das moções, pois podem surgir de Deus, do inimigo de Deus e de nós mesmos.



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O padre e poeta português José Tolentino Mendonça (*1965), vice-reitor da Universidade Católica de Lisboa e consultor do Conselho Pontifício para a Cultura (Santa Sé), vai orientar o retiro de Quaresma, para o Papa Francisco e seus colaboradores mais diretos. 

O Pe. Tolentino Mendonça nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) em 1965 e foi ordenado padre em 1990, e fez o doutorado em Teologia Bíblica, em Roma. 

Quando o Santo Padre quis falar comigo para que colaborasse nos Exercícios da Quaresma, disse-lhe que eu sou apenas um pobre padre, e é a verdade. Ele encorajou-me a partilhar da minha pobreza. Veio então à minha mente propor um ciclo de meditações muito simples sobre a sede, intitulado ‘Elogio da sede’”.

O tradicional retiro de Quaresma do Papa e da Cúria Romana decorre de 18 a 23/FEV, na Casa do Divino Mestre, em Ariccia/Itália.

A sede torna-se uma interpretação necessária não só para chegar ao coração humano, mas também para compreender o mistério de Deus”.

Eis o programa: 
07h30: Celebração da Missa
09h30: Primeira meditação; 
16h00: Segunda meditação
17h00: Vésperas e adoração eucarística.

Os temas escolhidos: “a ciência da sede”, “percebi que estava sedento”, “esta sede de nada”, “a sede de Jesus”, “as lágrimas contam uma sede”, “beber da própria sede”, “as formas do desejo”, “ouvir a sede das periferias”, e “a bem-aventurança da sede”.

Há muita sede no coração humano. O coração é um interminável reservatório de sede:  de amor, de verdade, de reconhecimento, de razões de viver... Sede de novas palavras e de novas formas. Sede de justiça. Sede de humanidade autêntica. Sede de infinito.

Rezemos... 


“O Espírito levou Jesus para o deserto” (Mc 1,12)

Ao iniciarmos a Quaresma, um lugar que continuamente será citado e que vai aparecer com frequência nos textos, reflexões e orações, é o “deserto”. Deserto que faz parte de nossas vidas: espaço de silêncio, de busca, de despojamento; lugar que nos faz tomar consciência das coisas essenciais que dão sentido à nossa existência; ambiente privilegiado para o encontro com o Deus.

Como humanos precisamos passar por experiências de despojamento, de esvaziamento, de vulnerabilidade, de crise para poder suavizar nosso coração e fazer-nos mais expansivos.

O “deserto” é o lugar das perguntas e do discernimento; ele nos sacode e nos desnuda, porque desmascara nossas falsas seguranças. O deserto nos conduz para o Fundo estável e sereno, nossa “casa” e verdadeira identidade. Quando o percurso é vivido adequadamente, é provável que no final possamos dizer como Kierkegaard, “eu teria me afundado se não tivesse ido ao Fundo”. Se somos sinceros, adentrar-nos em nosso “eu profundo” não é fácil e até sentimos medo.

A liturgia quaresmal revela-se como uma mediação privilegiada para potencializar nossa interioridade, para que a expansão da vida seja possível. Tal experiência oxigena a nossa mente e implode nosso conformismo e revela-se como fonte inspiradora que nos liberta da rotina. Somos peregrinos, deslocando-nos no traçado da existência em busca de respostas que deem sentido à existência.

O caminho para Deus passa pela experiência mais profunda e autêntica de si mesmo. Buscar o Deus que “está dentro de mim, enquanto eu estou fora” (S. Agostinho), significa entrar em relação direta com nosso interior; dissolver bloqueios afetivos já solidificados.

Foi no deserto onde Jesus descobriu o que move verdadeiramente o coração do ser humano. Jesus tomou consciência de duas forças ou dinamismos que atuam no coração humano: um de expansão, de saída de si, de vida aberta e em sintonia com o Pai e com os outros; outro, de retração, de auto-centração, de busca de poder, prestígio, vaidade...  

Jesus impulsionado pelo Espíritos sentiu as forças do mal: “foi tentado por satanás”, “o adversário”, a força hostil a Deus. Na tentação des-vela o que há em nós de verdade ou de mentira, de luz ou de trevas, de fidelidade a Deus ou de cumplicidade com a injustiça. Qual dos dois dinamismos internos alimentamos?

Em todo processo de crescimento vamos nos deparar com a presença dos “animais selvagens” e dos “anjos” em nosso eu profundo. É assim que vislumbramos quando nos adentramos em nosso mundo interior. “Animais selvagens”: material psíquico reprimido que não aceitamos em nosso interior: paixões, traumas, feridas, instintos, impotência e fragilidade... É a “sombra” que vamos arrastando, e que nos assusta enquanto não a reconhecemos em sua totalidade.

“Anjos”: forças internas positivas, consolos – externos e internos – que pacificam, animam, iluminam, fortalecem e unificam...

“Animais selvagens e anjos” nos “obrigam” avançar para nossa verdade profunda, tirando-nos da superfície de nós mesmos, ou da nossa “zona de conforto”.
O amadurecimento humano implica acolher nossa realidade, também aquela que aparece sob disfarces negativos. Lidar com tais “feras” requer dialogar com elas, para amansá-las.

A espiritualidade cristã mostra que em nossas feridas cicatrizadas encontramos a verdadeira vida. Tradicionalmente, fomos coagidos a viver uma espiritualidade que `matava´ ou prendia os “animais selvagens”, e a levantar junto deles um edifício instável de “grandes ideais”. Daí o medo das feras e a frustração com nossas misérias. Tudo quanto reprimimos explode. Os “animais selvagens” tem muita força, nos obrigam a fugir constantemente de nós.

Os “anjos” permitem acolher e domesticar os “animais selvagens”, tomando consciência de que o nosso interior é forte e se expande.


E assim, estaremos mais preparados para a “travessia” em direção à Páscoa.


Papa Francisco em Carta Apostólica, 15/FEV, convidou a todos os bispos e titulares das dioceses e da Cúria Romana a refletir sobre a importância de “aprender a se despedir”. E informou as novas orientações para as renuncias por motivo de idade.
Quem se prepara para apresentar a renúncia precisa se preparar adequadamente diante de Deus, despir-se dos desejos de poder e da pretensão de ser indispensável. Isto permitirá atravessar com paz e confiança tal momento, que poderia ser doloroso e de conflito. Ao mesmo tempo, quem assume na verdade esta necessidade de despedir-se, deve discernir na oração como viver a etapa que está por iniciar, elaborando um novo projeto de vida, marcado por quanto seja possível de austeridade, humildade, oração de intercessão, tempo dedicado a leitura e disponibilidade a fornecer simples serviços pastorais.
Despedir-se como pode ser também continuar o serviço por um período maior por um trabalho a ser completado. Esta decisão pontifícia não é um ato automático de governo, e implica a virtude da prudência que ajudará, através de um adequado discernimento, a tomar a decisão apropriada.

Quando um bispo titular, após completar 75 anos, apresentar a carta de renúncia, ela não perderá a validade se não for respondida em três meses, mas deverá aguardar a resposta do Santo Padre.ícios  

No caso dos bispos da Cúria Romana ou chefes de dicastérios, com a isenção dos cardeais, não será automática a renúncia, pois deverá esperar também a confirmação do Santo Padre. 

Isto pode servir para os que ocupam trabalhos apostólicos ou ofícios de grande envergadura em obras da igreja: Você deve pedir a dispensa, mas saiba que também poderá continuar pelo tempo que for necessário...

Na Igreja ninguém se aposenta compulsoriamente!



·  Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio...

·  O nervo ótico transmite idéias luminosas ao cérebro...

·  O vento é uma imensa quantidade de ar...

·  O terremoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas...

·  Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor...

·  Péricles foi o principal ditador da democracia grega...

·  O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de necessidades...

·  O petróleo apareceu ha séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d'água...

·  A principal função da raiz é se enterrar...

·  O sol nos dá luz, calor e turistas...

·  As aves tem na boca um dente chamado bico...

·  Lenda é toda narração em prosa de um tema confuso...

·  A harpa é uma asa que toca...

·  A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo...

·  Os ruminantes se distinguem dos outros animais porque o que comem, comem por duas vezes...

·  O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia...




Papa cumpre uma tradição de sua diocese, nesta quinta-feira, primeiro dia da Quaresma,  encontrando-se com todo o clero de Roma. O Papa Francisco irá até a Basílica de São João de Latrão, sua Sé episcopal, para tal evento.

O encontro será às 9h30, horário de Roma. O comunicado foi feito pelo arcebispo Angelo de Donatis, em carta enviada aos sacerdotes e diáconos de Roma: “Celebraremos uma liturgia penitencial comunitária, com a possibilidade de nos confessar. Em seguida, o Papa nos dirigirá a sua palavra”.

Na mesma carta, o arcebispo, que conduz a Diocese como vigário do Pontífice, convida “todas as comunidades, de modo especial as paróquias, a promover ocasiões de debate sobre as ‘enfermidades espirituais’ apontadas no discurso de encerramento do Congresso diocesano: economia da exclusão, preguiça egoísta, individualismo, conflitos internos, pessimismo estéril, mundanidade espiritual...

O texto escolhido para ajudar as comunidades a viver proficuamente este “tempo de verificação, compartilha e purificação”, é a exortação apostólica “Evangelii Gaudium”, a primeira do Papa Francisco, que toca no tema do anúncio do Evangelho no mundo atual, especialmente a leitura dos itens 52 a 101.


Os resultados deste discernimento serão enviados ao Vicariato através dos párocos até a primeira semana de abril, para fazer um “trabalho de síntese a ser apresentado ao Papa antes do próximo Congresso diocesano”.

Deus seja louvado.