Aconteceu em Iquique, Chile, 18/JAN, quando a comitiva papal passava pela avenida e o povo gritava vivas ao Papa. Foi então que o cavalo de uma policial se assustou e a tirou no chão, quase batendo no papamóvel. Francisco mandou parar o carro, desceu e se aproximou da policial caída, perguntou se estava ferida, e lhe agradeceu pelo serviço prestado. Chegada a ambulância, o Papa a despediu com um abraço...

São estes detalhes fora do protocolo que fazem deste Papa uma pessoa especial e muito querida.

Ah! Se todos fôssemos espontaneamente bons samaritanos...

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Arriscar, correr riscos. Sede corajosos, ide prontamente ao encontro dos vossos amigos, daqueles que não conheceis ou que atravessam um momento difícil. Foi a exortação do Papa Francisco no encontro com os jovens no “Santuário de Maipú”, em Santiago, no dia17/JAN, um dos eventos mais memoráveis desta visita.
Ser protagonistas é fazer o que Jesus fez
Um encontro de festa, com a alegria e o entusiasmo que os caracterizam, no qual o Papa sentiu o calor e o afeto dos jovens chilenos.

Já no início de seu discurso o Papa disse considerar muito importante poder estar com eles e “caminhar juntos por um pouco, ajudando-nos a olhar em frente!”, ressaltou.
A Virgem do Carmo acompanha-vos para poderdes ser os protagonistas do Chile que sonham os vossos corações. E sei que o coração dos jovens chilenos sonha, e sonha em grande.
Vós gostais de aventuras e desafios. Antes, aborreceis-vos quando não tendes desafios que vos estimulem
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O problema somos nós, os grandes, que muitas vezes, com cara de sabichões, dizemos: ‘Pensa assim porque é jovem, depressa amadurecerá’. Até parece que amadurecer seja aceitar a injustiça, pensar que nada se pode fazer, resignar-se porque tudo sempre foi assim.

Foi tendo em conta toda esta realidade dos jovens que o Papa disse querer realizar este ano o Sínodo e, antes do Sínodo, o Encontro de jovens, para que se sintam e sejam protagonistas no coração da Igreja; para nos ajudar a fazer com que a Igreja tenha um rosto jovem.
Quanta necessidade tem a Igreja chilena de vós, para nos ‘sacudirdes’ e ajudardes a estar mais perto de Jesus!

Tendo contado o caso do jovem que ao encontrar-se com seu celular com a bateria descarregada ou sem sinal da internet, disse-lhe que ficava aborrecido porque não podia acompanhar o que estava acontecendo, por ficar fora do mundo, Francisco afirmou que o mesmo pode nos acontecer com a fé.
Sem conexão, sem a conexão com Jesus, acabamos por afogar as nossas ideias, os nossos sonhos, a nossa fé e enchemo-nos de mau humor. E de protagonistas que somos e queremos ser, podemos chegar a pensar que tanto vale fazer algo como não o fazer. Ficamos desconectados do que está acontecendo no ‘mundo’. Começamos a sentir que ficamos ‘fora do mundo’, como me dizia aquele jovem.

Francisco apontou aos jovens a regra de ouro de Santo Alberto Hurtado, jesuíta chileno: Que faria Cristo no meu lugar?, qual palavra-chave, “a carga da bateria para acender o nosso coração, acender a nossa fé e a centelha nos nossos olhos. Isto é ser protagonistas da história”, afirmou.

Olhos cintilantes porque descobrimos que Jesus é fonte de vida e alegria. Ser protagonistas é fazer o que Jesus fez. Onde quer que estejas, com quem quer que te encontres e seja a hora que for: “Que faria Jesus no meu lugar?

Ide com a única promessa que temos: no meio do deserto, do caminho, da aventura, sempre haverá a ‘conexão’, sempre existirá um ‘carregador de baterias’. Não estaremos sozinhos. Sempre gozaremos da companhia de Jesus, de sua Mãe e duma comunidade. Uma comunidade que certamente não é perfeita, mas isso não significa que não tenha muito para amar e oferecer aos outros...


Sede vós os jovens samaritanos que nunca abandonam um homem caído no caminho. Sede vós os jovens cireneus que ajudam Cristo a levar a sua Cruz e compartilham o sofrimento dos irmãos. Sede como Zaqueu, que transforma o seu coração materialista num coração solidário. Sede como a jovem Madalena, buscando apaixonadamente o amor, que só em Jesus encontra as respostas de que necessita. Tende o coração de Pedro, para deixar as redes nas margens do lago. Tende o carinho de João, para repor n’Ele todos os vossos afetos. Tende a disponibilidade de Maria para cantar com alegria (ao Senhor) e fazer a sua vontade.

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Aconteceu no voo da LATAM de Santiago para Iquique. Eles tinham ideia de casar-se em uma igreja, mas não puderam fazê-lo. Então, pediram ao Papa uma bênção, e lhe disseram: como seria bonito que o senhor nos casasse... Vocês querem casar? Mesmo?... E assim o fizeram, depois de 10 anos  de casados no civil.

O Papa Francisco uniu em matrimônio os comissários de bordo Paula Podest Ruiz, 39 anos, e Carlos Ciuffardi Elorriaga, 41, pais de duas meninas, uma de 6 e outra de 3 anos.

Tudo válido, tudo lícito, e até com documento escrito assinado pelo casal, o Papa Francisco e o presidente da LATAM, numa folha com o timbre da Companhia aérea.

Uma celebração singela e aplaudida por todos.

O Papa, como bom pastor, sempre  atento às necessidades de suas ovelhas... 

Até num avião!


Ah! Se todos fôssemos assim!



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Após celebrar a Missa no  Aeródromo de Maquehue, no Sul do Chile, o Papa Francisco almoçou na Casa “Madre de la Santa Cruz” na presença do bispo de Temuco e representantes dos habitantes de Araucanía, dia 17/FEV.

Antes de deixar o local, o Papa foi até a Capela do Instituto onde estavam reunidas 40 Irmãs da Casa, alguns sacerdotes idosos e alguns Superiores de Congregações Religiosas presentes da Diocese.

Ao final do encontro, houve a troca de dons.

Além do Papa e do Bispo também participaram do almoço:
1) Representantes do Povo Mapuche: Sebastián Cayuleo (Comunidade de Boyeco), Rubén Nahuelpán (Buzo mariscador, Comunidade de Nehuentúe),  Teresa Hueche (Comunidade de Maquehue), Jaqueline Huircán (Comunidade de Nueva Imperial),  Juan Pailahueque (Pequeno agricultor em terras doadas pelo Estado, como reparação), Silvia Llanquileo (figura religiosa e de saúde ancestral de sua comunidade De Enoco), Rigoberto Queupul (2° Lonko, figura ancestral em sua Comunidade de Conoco, cultivador de hortaliças e frutas);  Patricia Panchillo (Tecelã artesanal e artesã da Comunidade de Cuyimko).
2) Jessica Bascur (Província de Malleco): vítima da violência rural 
3) Alex Hund Diethelm, colono (de família de suíço-alemães) e Garbens Saint Fort, recém imigrado vindo do Haiti.



Ah! Se essa moda pegasse em todas as dioceses do mundo...