19/MAR/1534  Nascimento de são José de Anchieta

01/MAI/1551   Entrada no Noviciado da Companhia de Jesus em Coimbra/Portugal

13/JUL/1553   Chegada de Anchieta ao Brasil (Salvador/BA), quando tinha 19 anos de idade.

06/JUN/1566   Ordenado sacerdote na catedral de Salvador/BA, quando tinha 32 anos de idade.

09/JUN/1597   Morte de S. José de Anchieta em Reritiba (Anchieta/ES). Tinha 63 anos de
                         idade

1650                 Declarado servo de Deus pelo Papa Inocêncio X

1736                 Recebe o título de venerável pelo Papa Clemente XII

22/JUN/1980   Beatificação pelo Papa João Paulo II

03/ABR/2004   Canonização pelo Papa Francisco            

2014                  Declarado Padroeiro dos Catequistas




Hoje quero homenagear a tantos anónimos que ajudam os outros. Pessoas do setor da saúde, da limpeza, da educação; poetas, artistas, pintores e operários... São tantos os que embelezam a criação e nos encantam com seus gestos e obras!
Estamos acostumados às más noticias, e não percebemos que se estamos ainda vivos é porque muitas pessoas boas nos facilitam o viver e o conviver. Fico com pena quando vejo reinar a inveja e a prepotência.  
Há uma fraternidade cósmica, silenciosa de todas as criaturas, que devemos respeitar e valorizar. É evidente que o nosso planeta não sobrevive sem uma ideia de responsabilidade comum perante Deus, a humanidade e a criação.

O pluralismo e a diversidade de religião, cor, sexo, raça e língua são uma sábia vontade divina que nos convidam a uma sincera fraternidade humana, onde o diálogo e a tolerância predominem. As diversidades são uma riqueza. 

São tantos os gestos positivos e gratuitos que ficamos envergonhados pelas nossas pelejas e palavras grosseiras saídas com raiva de nossos lábios. 
Festejar a morte não é próprio de seres humanos, pois nossa vocação maior é o amor.  



A Igreja, como Maria, é feminina, e daí o perfume e as joias que ela usa, coisas mais destacadas nos ritos litúrgicos bizantinos.
No próximo setembro, dias 1 a 10, acontecerá em Roma o próximo Sínodo da Igreja Greco-Católica Ucraniana, com a presença provável de mais de 50 bispos. E logo a seguir, um encontro dos bispos católicos de rito oriental com o Papa (dias 11 a 14) tendo como tema: A dimensão ecumênica da Igreja
Enquanto a ortodoxia briga e se excomunga mutuamente (Moscou e a Sérvia contra Constantinopla) a Igreja de Roma reforça sua comunhão interna e externa, como mostrou a viagem do Papa Francisco à Romania, Bulgária e Macedônia, países de maioria  ortodoxa. Lembro que a Igreja de Constantinopla se separou de Roma no ano de 1054, com o seu Arcebispo Miguel Cerulário (1000-1059)... 
A Igreja, sendo eminentemente feminina, se enfeita e perfuma para o seu esposo, o Cristo glorioso. Se esquecer esta sua referência a Cristo, ela facilmente se prostitui e descampa... 

Jesus é fundamental na vida de Nossa Senhora e na vida da Igreja.



A todas as pessoas LGBT+, que sofreram e sentiram na pele a discriminação ou o ódio vindo de outros, propomos esta oração composta pelo escritor norte-americano Pe. James Martin  SJ.


ORAÇÃO PARA QUANDO ME SENTIR REJEITADO...

Deus amoroso, você me fez quem eu sou.
Eu o louvo e amo pois fui maravilhosamente feito à sua imagem.
Mas quando zombam de mim por ser quem eu sou, me sinto machucado e até envergonhado.
Então por favor, Deus, me ajude a lembrar do bem que há em mim vindo de você.

Ajude-me a lembrar da minha dignidade que você me deu quando fui concebido.
Ajude-me a lembrar que posso viver uma vida de amor, porque você criou meu coração.
Fique comigo quando alguém faz com que eu me sinta inferior.
ajude-me a responder com um amor que respeite o outro, mas também me respeite.

Ajude-me a encontrar amigos que me amem por ser quem eu sou.
Ajude-me acima de tudo a ser uma pessoa amorosa.
E, Deus, ajude-me a lembrar que Jesus me ama, pois ele também foi visto como um pária.
Ele também foi incompreendido. Ele também foi espancado, escarrado.

Jesus me entende e me ama com um amor especial, pois você me fez desse jeito.
E, quando eu me sentir sozinho, ajude-me a lembrar que Jesus acolhia a cada um como amigo.
Jesus lembrava a todos que Deus os amava.
Jesus encorajava a cada um a abraçar a sua dignidade, mesmo quando todos estavam cegos para esta dignidade.

Jesus amava a todos com o amor que você deu a ele, e ele me ama também.
Mais uma coisa, Deus: me ajude a lembrar que nada é impossível para você,
Que você sabe como melhorar as coisas,
Que você pode encontrar um caminho de amor para mim,

Mesmo que eu não o veja agora.
Ajude-me a lembrar de tudo isso no coração,
Que você criou, Deus amoroso.
Amém.                                                                      (Revista Caminhando, julho 2019, p.19)


Todas as vezes que o fizestes, foi a Mim que o fizestes!... (Mt 25, 40)

São Alberto Hurtado nasceu no Chile e estudou no Colégio Santo Inácio, em Santiago. Após de se formar em Direito, pela PUC, entrou para a Companhia de Jesus. Cursou Teologia na Bélgica, onde se doutorou.

O Pe. Alberto Hurtado possuía um profundo zelo apostólico, trabalhando incansavelmente com os jovens e os mais pobres. Fundou o Lar de Cristo, para pessoa em situação de rua, a Ação Sindical, para operários, e a revista de opinião “Mensaje”. Homem incansável buscava fazer sempre o bem. 

Não podia ver a dor sem querer remediá-la... “Cristo vaga por nossas ruas na pessoa de tantos pobres, enfermos, desalojados do seu mísero cortiço. Cristo debaixo das pontes, na pessoa de tantos meninos... Cristo não tem um lar! Não queremos nós, os que temos a dita de ter um lar confortável e comida abundante, dar um pouco do que temos? O que fizerdes ao mais pequenino dos meus irmãos, foi a mim que fizestes, disse Jesus”. 

Assim falava o Pe. Hurtado, e desse modo acreditava. Mobilizou muitíssimas pessoas, e com a ajuda delas surgiu o Lar de Cristo, para acolher a população de rua... O Pe. Alberto Hurtado foi realmente um fogo que acendia muitos outros fogos.

Este homem igualmente incansável iniciou, com ajuda de jovens universitários, a obra Um Teto para o meu País; voluntários construindo casas populares nas favelas, e que agora está chegando também ao Brasil...

São Alberto Hurtado despertai em nós uma maior criatividade social.

  
Então Maria se levantou e se dirigiu apressadamente a um povoado da Judéia... (Lc 1, 39)


O mistério da Assunção desperta imagens de movimento, de impulso ascensional; nosso olhar é atraído para a altura e vemos Maria elevada para a plenitude que chamamos “céu”.

A proclamação do dogma da Assunção foi uma maneira de dizer que a salvação de Maria foi absoluta e total, ou seja, que alcançou sua plenitude. Porque “assumiu” Deus em sua vida, Maria foi “assumida” totalmente por Deus; ela deixou Deus ser grande na sua vida; por isso, Deus a engrandeceu plenamente. 

Para chegar à Assunção,Maria viveu um longo caminho de des-centramento, de “saída de si”, para que Deus “realizasse maravilhas nela”. Maria foi “assunta” porque “desceu” em direção aos outros, revelando-se como a mulher do serviço solidário.

O evangelho deste domingo nos apresenta Maria “caminhando depressa”, desde Nazaré da Galiléia até às montanhas da Judéia, para chegar à casa de sua prima Isabel; naquela primeira “meta” de sua corrida, recebeu dos lábios de Isabel a primeira bem-aventurança: “Feliz és tu que acreditaste...”Foi a antecipação da felicitação que vai receber no final de sua trajetória. 

 “Maria, a mãe que cuidou de Jesus, agora cuida ... deste mundo ferido. ... Se compadece do sofrimento dos pobres crucificados e das criaturas deste mundo exterminadas pelo poder humano. Ela vive, com Jesus, ... e todas as criaturas cantam a sua beleza. ... Elevada ao céu, é Mãe e Rainha de toda a criação. No seu corpo glorificado ... parte da criação alcançou toda a plenitude da sua beleza.  ... Por isso, podemos pedir-Lhe que nos ajude a contemplar este mundo com um olhar mais sapiente” (Laudato sii 241)

Maria revela, à Igreja e à humanidade, o final positivo da vida do ser humano. Este mistério da Assunção de Marianos abre a uma dimensão mais profunda da vida, e nos capacita a perceber um novo sentido sobre a nossa peregrinação terrestre. Convite a uma certeza e a uma visão mais otimista sobre a humanidade e seu futuro.

Estamos todos a caminho. A luz do mais além ilumina nossa atualidade; a certeza de futuro dá sentido e consistência ao presente. E nos abre a esperança de seguir seus passos. 

O texto de Lucas sobre a Visitação está carregado de símbolos. A primeira palavra em grego é anastasa”,que significa levantar-se”, “surgir. É o verbo que o mesmo Lucas emprega para indicar a ressurreição. Maria sobe à “montanha”, o espaço do divino. Maria foi “assunta” porque “subiu” em direção ao serviço.

Maria visita à sua prima como Deus visita a Israel. Tudo acontece fora da esfera da religião oficial. A partir de agora, devemos encontrar Deus no cotidianodas casas, onde se desenvolve a vida. 

Quando os seres humanos se encontram, acontece uma transformação. Os encontros mudam nossa vida, nos leva do “eu” ao “tu” esvaziando-nos de toda auto-referencialidade, e cria uma rede de solidariedade. A diversidade enriquece. 

“cultura do encontro” é nossa maneira de ser e fazer Igreja, de visibilizar a caridade e de exercer a misericórdia. Nos encontros,a vida é ativada, enriquecida, potencializada. Quem se experimenta a si mesmo como “vida” é já uma pessoa “assunta ao céu”. Por isso, Assunção é vida plena antecipada.

Nós nos “elevamos” quando “descemos” em direção à humanidade ferida e excluída. O “subir” até Deus passa pelo “descer” até às profundezas da realidade pessoal e social. “Viver a assunção” implica esvaziar-se do “ego” e deixar transparecer o que há de mais positivo em nós. Na medida que os aspectos que a limitam diminuem, aumenta o que há de plenitude.

“sair do próprio amor, querer e interesse” é o termômetro da vida espiritual, pois deixa transparecer o ser e o agir de Deus. 

“Sair do próprio amor” significa que o centro da vida seja ocupado não pelo ego, mas por Deus. Desse modo, em nossa peregrinação já temos o privilégio de “saborear” antecipadamente o dom da Assunção.

Responda: Que maravilhas o Senhor tem feito na sua vida?




Hoje há 118 Cardeais eleitores para um próximo Conclave. O Papa Francisco não é eterno, e os anos pesam já sobre ele. Daí que comecem a pensar na sua possível sucessão. 

Do Conclave participam os cardeais que não atingiram ainda os 80 anos. Encontramos, pois, 118 purpurados nessa situação, eleitores, sobre um total de 216 cardeais vivos. Lembro que o número de cardeais eleitores não deve ultrapassar os 120, estabelecido por Paulo VI. 

118 Cardeais eleitores: 
- 19 purpurados foram criados por João Paulo II (17%)
- 42 purpurados  foram criados por Benedetto XVI (35%)
- 57 purpurados  foram criados por Francisco (48%).

98 Cardeais não eleitores:
- 53 purpurados foram criados por João Paulo II (55%)
- 30 purpurados foram criados por Bento XVI (31%)
- 15 purpurdaos foram criados por Francisco (18%)

Assim pois, o total do Colégio Cardinalício, neste momento (16/AGO) está composto por 216 purpurados, divididos em partes iguais: 
72 purpurados foram criados por João Paulo II (33,3%)
72 purpurados foram criados por  Bento XVI (33,3%)
72 purpurados foram criados por Francisco (33,3%)

Até o final de 2019 outros 4 cardeais cumprirão seus 80 anos, e deixarão de ser eleitores...

Acompanhemos e rezemos...