Esta é uma atividade que reúne jovens vocacionados do Sul e do Sudeste, e que estão fazendo acompanhamento vocacional com os jesuítas.
Durante esse final de semana, eles estarão reunidos em Itaici para rezar, partilhar e conhecer mais sobre a vida e a história da Companhia de Jesus. 
Contamos com suas orações por nossos jovens e pelas vocações jesuítas!






Como me comporto com os migrantes? Trato todos do mesmo modo? Provavelmente não, se seguimos o modelo imposto pelo governo atual. Os estrangeiros ricos (Americanos, Japoneses, Australianos...) são bem-vindos ao país, e não precisam de visto de entrada. Os outros? Bem, os outros, aqueles que não tem dinheiro são recebidos com dificuldade. Hummm, esquecemos que a maioria de nós chegamos ao Brasil uns antes e outros depois, e provavelmente também sem muito dinheiro.

O que incomoda não são os turistas, mas os `migrantes pobres´, e isso acontece em todas as partes: Estados Unidos levanta um muro para os mexicanos não entrar, e alguns países de Europa fecham suas fronteiras aos africanos... 

Quando fui no México percebi que as pessoas que vinham da Europa entravam por portas diferentes dos que vínhamos da América Latina.

Isso é a `aporofobia´, aversão ao pobre, do grego áporos: pobre, e fobia: aversão, repugnância, ódio.

O Evangelho de Jesus diz que todos somos irmãos mas o pobre é o próprio Jesus. E a `aporofobia´, além de não ser humana, também não é evangélica.  


E você o que pensa?



 “Encontrei a minha ovelha perdida...”

As parábolas deste domingo, condensam toda a história de nossa salvação, pois elas contam a história do amor de Deus para com a humanidade. Estas parábolas devem ser incessantemente escutadas e contempladas por todos nós. Elas narram nossa vida, nossa história, nossos caminhos. São, na verdade, “parábolas dos perdidos”.

As três parábolas expressam dois temas vinculados entre si: a misericórdia e o perdão, e a alegria do encontro. Vivemos banhados pela misericórdia de Deus.

O Evangelho que Jesus proclama com palavras e ações é a Boa Nova da salvação para os perdidos. O que escandalizava os destinatários, não era a conduta dos pecadores, mas a conduta do próprio Jesus com relação a eles. O comportamento de Jesus é uma “parábola viva” do comportamento de Deus com os pecadores.

Os escribas e fariseus não suportavam que Jesus proclamasse o Deus que acolhe a todos, e tem um carinho especial pelos perdidos. Esse Deus “desconcertante” e “escandaloso” era totalmente incompatível com o “legalismo” dos escribas e fariseus.

As três parábolas revelam um Deus cheio de ternura e que vai ao encontro dos perdidos, libertando-os do seu isolamento, e que exulta de alegria ao reencontrá-los.

As parábolas permitem também fazer uma leitura em “chave de interioridade”: o que está perdido, rejeitado, escondido dentro de mim”?
O restaurador de obras de arte não volta a pintar de novo a obra em questão. Nem sequer refazê-la com outras cores. Ele limpa com delicadeza e paciência cada detalhe com a única pretensão de trazer de novo à luz o mais original da obra. Isto é o que Deus faz conosco, através de sua misericórdia. Deus age para que venha à luz o mais original que há em nós. Somos filhos(as) de um Deus que é todo bondade e amor.

O que considerávamos “perdido” (fragilidades, feridas, fracassos, crises...) tem algo a nos revelar. Nada deve ser rejeitado, mas acolhido na nossa história de vida. Acolher e integrar tudo o que é humano é a condição para a verdadeira experiência de Deus.

O encontro com o que está perdido é uma oportunidade para nos lançarmos nos braços de Deus. Ele nos procura através de nossos fracassos, de nossas feridas, de nossas limitações...

O caminho para a integração e alegria interior passa pela acolhida de aquilo que foi rejeitado, reprimido e excluído dentro de nós. Lucas nos mostra que é exatamente em nossas feridas onde Deus encontra mais facilidade para entrar em nossas vidas e reconstruir nossa identidade verdadeira. Lá onde fomos feridos e quebramos, aí sentimos mais o amor de Deus.

O que Deus deseja nos revelar por meio daquilo que está “perdido” em nós? Seu AMOR!



A partir do domingo, 1º/SET, “Dia Mundial de oração pelo Cuidado da Criação, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai desenvolver, em parceria com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), um conjunto de iniciativas de comunicação cujo objetivo é sensibilizar a Igreja e a sociedade sobre a importância do Sínodo para a Amazônia.

O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo explica que decidiram apoiar iniciativas que sensibilizem a Igreja e a sociedade para a proposta do sínodo. A Conferência deve acompanhar a partir de agora o caminho sinodal com uma programação e um planejamento de comunicação para abrir mais o coração da nossa própria Igreja e também repercutir estas informações no coração da sociedade.

Governo Bolsonaro olha para esse evento como hostil à soberania nacional e não percebe a incoerência social da sua política econômica que deixa milhões de brasileiros na insegurança social e em maior pobreza. O Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica vai ser realizada de 6 a 27/OUT/2019, no Vaticano.

Eu fico espantado de encontrar alguns `católicos´ e até padres que se posicionam publicamente contra a CNBB, e até o seu bispo local quando estes levantam a bandeira da justiça social. Ubi episcopus ibi ecclesia! Essas pessoas deveriam perguntar-se quando perderam sua fé católica... 

Queria ser banhado pelo amor...

Não podemos tampar o sol com a peneira! Queiramos ou não há pessoas homo afetivas. Eu conheço um bocado delas. Até faz pouco tempo, permaneciam escondidas, e as Igrejas as condenavam ou faziam de conta ignorar. Mas, agora que tem nome e rosto surgem novas perguntas: A família acontece só entre pessoas heterossexuais? Os filhos é o único critério de associação? É evangélico excluir pessoas da bênção da Igreja?

Faz pouco tempo, namorados homo me disseram: Se casarmos gostaríamos que o senhor abençoasse nossas alianças... O quê fazer?

Há uma mentalidade legalista (canonista) e doutrinal (dogmatizadora) que não tem escrúpulo de excluir quem quer que seja sem ter em conta as caraterísticas próprias de cada pessoa. Conheço homossexuais que casaram com mulheres só para viver “aparentemente” conforme a Igreja e outras que não o fazem para não violentar sua estrutura interna. Ambas sofrem mais do que deveriam e chocam-se violentamente com o seu projeto vital.

Um novo horizonte historicamente se nos apresenta: Como acolher na vida eclesial pessoas divorciadas e casadas novamente e os casais não heterossexuais?

Há diversos posicionamentos. Uns dizem: A relação matrimonial é indiscutivelmente heterossexual e complementaria. E ponto. Se as coisas fossem tão simples esse primeiro tipo de casamento não teriam tantas crises. Mas há outras correntes e mentalidades.

Pensemos. A moral teológica da época post-conciliar desenvolvia o conceito de matrimonio como “comunidade íntima de vida e amor” (GS 48), mas os enfoques insistentes dos papas posteriores sufocaram este pensamento mais revisionista e que abria a porta à compreensão pessoal e humanizadora do casal. A aliança entre duas pessoas (sejam hétero ou homo) é um processo de amor e de fidelidade em contínua evolução.

A indissolubilidade é a meta de uns e de outros. Pode não acontecer, mas é o sonho dos que começaram a caminhar juntos.

Toda relação, seja ela hétero ou homo, possui formas específicas de complementariedade e reprodução (filhos, cultura...). Todos destacamos mais uma forma do que outra... Quando duas pessoas resolvem se relacionar não pensando apenas nelas próprias, mas naquilo que elas podem “criar" em prol dos demais - filhos, cultura, arte, reflexão, solidariedade… -, isso é evangélico e cristão. A pergunta fundamental é: Produzo algo em benefício de outros?... E isso, independente da natureza ou orientação dos parceiros que compõem uma relação. O amor verdadeiro transborda para além de si e permanece fiel.

É uma bobagem de mentalidade medieval dizer que os casais homo afetivos destroem a família cristã. A família cristã é diversa desde faz já algum tempo e ninguém destrói o que a gente ama.    

O critério para avaliar uma relação será sempre o amor.

E você o que acha desse assunto?





Hoje, no Brasil, o Governo Bolsonaro é a prova que os “demônios” existem. As falas e as atitudes do presidente são tão perversas, iníquas, arrogantes e cínicas - sobretudo em relação aos pobres - que só podem ser de um “demônio”, apoiado por outros “demônios” (ministros, familiares e outros).

Bolsonaro e membros de seu Governo são agentes do Mal (o Antirreino de Deus), que - hipócrita e oportunisticamente - pretendem institucionalizar e legitimar, usando o nome de Deus em vão e falsificando o sentido do Evangelho, inclusive com as “bênçãos” de alguns líderes religiosos (padres, pastores e outros) ingênuos ou interesseiros.
 
Um exemplo desse comportamento “demoníaco” (além de muitos outros: o incentivo ao porte de armas e à prática da violência; a exaltação da ditadura militar, chamando os torturadores de heróis; o aumento da desigualdade social; a destruição do meio ambiente, etc.) é a chamada Reforma (Antirreforma!) da Previdência.

Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil, “a Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à Saúde, à Previdência e à Assistência Social” (art. 194).

A Antirreforma da Previdência do Governo Bolsonaro é a destruição da Seguridade Social. Quem paga a conta dessa Antirreforma são os trabalhadores, sobretudo os que ganham menos. Os ricos tornam-se cada vez mais ricos às custas dos pobres cada vez mais pobres.

Temos muitos estudos e pesquisas científicas que - inquestionavelmente - mostram essa realidade “demoníaca”

Os deputados e senadores que - sabendo disso (e todos sabem!...) votaram a favor da Antirreforma, são também verdadeiros “demônios”, que matam os pobres (e Jesus de Nazaré na pessoa dos pobres!), mesmo quando - farisaicamente - se dizem cristãos, fazem parte da Frente Parlamentar Católica (ou Evangélica) e participam de Movimentos de Igreja como a Renovação Carismática Católica. Quanta hipocrisia! Quanto farisaísmo! Dá nojo!

Na “Mensagem da CNBB ao Povo Brasileiro” (7/5/19), os bispos - reunidos na 57ª Assembleia Geral (Aparecida - SP, 1-10/5/19) - declararam: “Nenhuma Reforma será eticamente aceitável se lesar os mais pobres” (premissa maior). Infelizmente, os bispos não completaram o raciocínio (o silogismo). Como profetas, deveriam ter acrescentado: “A Antirreforma da Previdência do Governo Bolsonaro lesa os mais pobres” (premissa menor). Portanto, ela não é eticamente aceitável” (conclusão). Quem sabe, um pouco de lógica aristotélico-tomista não poderia ajudar os bispos.

Como Igreja que - no Brasil e no mundo de hoje - tem uma missão profética - nunca esqueçamos as palavras de Santo Oscar Romero: “Num país de injustiças, se a Igreja não é perseguida, é porque é conivente com a injustiça”.

Parabéns à Arquidiocese de Londrina pelo testemunho profético que nos deu, posicionando-se de maneira clara - com coragem e sem medo - contra a Antirreforma da Previdência do Governo Bolsonaro. A nossa solidariedade a todos os irmãos e irmãs da Arquidiocese, que - por causa de sua postura evangélica - recebem inúmeros ataques. Estamos com vocês!

Ah, se todas as Igrejas no Brasil tivessem tomado ou tomassem a mesma posição da Arquidiocese de Londrina! Infelizmente, a omissão e o comportamento “diplomático” (no Evangelho não existe “diplomacia”) são duas faces “demoníacas” do pecado estrutural da Igreja. “Que o sim de vocês seja sim, e o não seja não. O que passa disso vem do demônio” (Mt 5,37).

Não percamos a esperança! A vitória é nossa! “Neste mundo vocês terão aflições, mas tenham coragem! Eu venci o mundo (do Mal)” (Jo 16,33).