O Papa Francisco decidiu ter sua própria cúpula anti-Davos, convocando especialistas jovens em economia para discutir alternativas ao modelo capitalista de livre mercadoa fim de reduzir a pobreza em escala global. O evento `A economia de Francisco´ será nos dias 24 e 25/MAR, na cidade de Assis. 

As inscrições já estão fechadas (a 295 euros por ingresso), e o programa pronto para mais de 500 participantes: pesquisadores, acadêmicos de economia e empresários de todo o mundo, até 35 anos de idade.
O programa começa não apenas com a presença do Papa, mas com um debate entre dois prêmios Nobel: o indiano Amartya Sen e o Bangladesh Muhammad Yunus.

A agenda, as conferências e as mesas de trabalho de dois dias giram em torno desses tópicos: finanças e humanidade, agricultura e justiça, energia e pobreza, lucro e vocação, negócios em transição, economia e mulheres e política e felicidade. Entre os palestrantes convidados está Jeffrey Sachs, economista próximo de Francisco, que declarou em vários fóruns que "o papa é o líder moral mais importante da humanidade" e promoveu seu movimento ambientalista, o italiano Stefano Zamagni, a britânica Kate Raworth, a filipina Anna MelotoCécile Renouard, a canadense Jennifer Nedelsky, especialista em gênero Consuelo CorradiBruno Frey e o economista italiano Leonardo Becchetti. Todos membros significativos do mundo das finanças e da economia.

Nesta cúpula, o Papa apresentará sua "Laudato Si", a encíclica sobre mudanças climáticas, pública em 2015, e colocará sobre a mesa a relação entre poluição e pobreza. E, possivelmente, também apresentará neste evento uma nova encíclica, desta vez dedicada à ética nos negócios, porque após esses dois dias de debates, a intenção deste evento é assinar uma Carta Magna para um novo modelo econômico.

Desde já torcemos para que tudo dê certo!


Jesus deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia... (Mt 4, 13)

Galileia foi a primeira decisão importante de Jesus no início de sua vida pública. Ele começa sua atividade longe da Judeia, de Jerusalém, do Templo, e das autoridades religiosas...

Na Galileia, Jesus encontrou o seu lugar: junto ao lago, nas estradas poeirentas, nas margens... Lugar sagrado que nasceu do seu coração; lugar entre os pobres e excluídos revelando a presença do Pai.

Seu ensinamento, cheio de “autoridade”, introduziu uma perspectiva nunca ouvida antes, e apresentou uma alternativa que as pessoas entendiam como revelação do Pai aos pequeninos. A partir das periferias, surgiu um canto de vida nova, e uma sabedoria oculta aos sábios

Jesus descentralizou o mundo a partir da periferia. Em Jesus, Deus se fez homem, e também “margem”. Belém Calvário são os dois extremos periféricos – início e fim – de toda uma vida, despojada e pobre.

Todos tinham os olhos voltados para Templo de Jerusalém, onde era elaborado o saber que se expandia até chegar à menor das sinagogas. No entanto, em Jesus, o Reino de Deus movimentou-se em direção contrária: subiu, a partir da periferia, para o centro. E nesse sentido, a vida dele foi `ex-cêntrica´, pois não combinava com o que se dizia no centro.

No entanto, Jesus foi o `centro´ da história, e a descentralizou, provocando um deslocamento geográfico-social-religioso. O centro da história já não se encontra mais em Roma, nem em Jerusalém, e sim nas `margens´.

Tendo Jesus se encarnado nas `periferias´ do mundo, também nós, seus seguidores(as), dirigimos o nosso olhar para as `novas periferias´, onde Ele continua nos questionando. E cada passo dado na direção das periferias é um passo em busca do encontro com o Senhor da história. “O discípulo-missionário é um des-centrado: o centro é Jesus Cristo que convoca e envia. O discípulo é enviado para as periferias existenciais...” (Papa Francisco)

O que significa `fronteiras geográficas e existenciais´? É preciso sair de nossas seguranças para adentrar no terreno do incerto; sair dos espaços onde nos sentimos fortes, para arriscar-nos a transitar por lugares novos e desconhecidos... A vida está cheia de possibilidades e surpresas; inumeráveis caminhos que podemos percorrer; desafios, encontros, aprendizagens, motivos para celebrar, lições para aprender...

periferia passa a ser terra privilegiada onde age o Espírito Santo. Jesus começou sua vida pública rompendo esquemas e modos de viver ditados pelo Templo. Podemos fazer-nos esta pergunta: qual a `inovação doEvangelho´? Que há de inovador, na vida de Jesus, que pode nos inspirar? 

paixão de Jesus pela vida, pelo Reino, pelas pessoas mais excluídas. Jesus inicia sua missão fora dos `espaços sagrados´ do Templo. Essa paixão se revela em cada passagem do Evangelho, em cada palavra, em cada gesto, em cada ação. Não há um indício sequer de dogma, doutrina, regras... Tudo seja em prol das pessoas, para seu bem e sua felicidade.

Nesse sentido, Mateus também situa, no início da vida pública de Jesus, o chamado dos quatro primeiros discípulos, mostrando Jesus e seus discípulos compartilhando a mesma missãoaliviar o sofrimento humano, com a certeza de que o Reino de Deus tinha chegado. 

Nesse entorno da Galileia está o futuro do Evangelho.




Benigna Cardoso da Silva (1928-1941), nasceu em Santana do Cariri/CE, (hoje 17.000 hab.) será beatificada no dia 21/OUT/2020. O rito da celebração, com a presença do Cardeal Angelo Bucciu, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, vai ocorrer na Catedral de N. S. da Penha, em Crato

Benigna, considerada “heroína da castidade”, será a primeira beata nascida no Ceará. E a promulgação do decreto, no qual o Papa Francisco autoriza a beatificação dela, aconteceu em 2/OUT/2019.

“É um motivo de grande alegria para todos nós. E, em contato com Roma, resta-nos preparar a celebração”, disse Dom Gilberto.
Aos doze anos, Benigna passou a ser abordada por Raimundo Alves Ribeiro, conhecido como "Raul", um menino de mesma idade e residente na vizinhança do Sítio Oitis, que tinha intenções amorosas para com ela. Benigna, que não estava interessada em iniciar um relacionamento amoroso, o rejeitou. Raul sacou de um facão que trazia consigo e a golpeou quatro vezes. O primeiro golpe cortou três dedos da mão direita da menina, que esboçou um gesto automático de defesa. O segundo atingiu a testa; o terceiro, os rins; e o quarto e fatal, no pescoço, que praticamente a degolou.
Cinquenta anos depois, Raimundo retornou ao local do crime, que se tornara alvo de peregrinações, e expôs publicamente o seu arrependimento. 
Morreu martirizada, às 4 horas da tarde, no dia 24/OUT/1941, no sitio Oiti. 
A Diocese de Crato iniciou em 2011, setenta anos após a morte de Benigna, as pesquisas para abertura do seu processo de beatificação, agora a provado pelo Papa Francisco. 
Deus seja louvado!



Há dias de tormenta na vida, quando tudo parece desabar. Por fora raios e trovões; por dentro, desânimo e angústia. Provavelmente o que sentimos é fruto do cansaço de antigas lutas contra nós mesmos, contra os outros e até contra o próprio Deus. É mais fácil culpar os outros pelo nosso despreparo e fracasso... 

E nossos pecados, que marcas deixam? As tormentas de fora machucam por dentro. Mágoas, mentiras, egoísmos, insônias, irritação, grosseria, drogas.., são algumas das marcas dos nossos pecados.  

Precisamos ser curados de toda negatividade e libertados do nosso egoísmo pelo amor misericordioso de Deus...

Por que olhas o cisco no olho do outro... Como ser positivos num mundo negativo? Como acreditar no Senhor ressuscitado e não apenas nas nossas forças? Somos cooperadores da missão de Cristo ou apenas estamos presos às nossas idéias, forças e limites? Limpais o exterior do copo e do prato, mas esqueceis o mais importante...

Manresa foi para Inácio de Loyola um tempo de graça e aprendizado. Depois da consolação inicial, ele passou por algumas dificuldades depressivas... Uma vez superadas, aprendeu muito com elas. Ele mesmo o conta usando a terceira pessoa:  Vinham-lhe muitas vezes tentações, com grande ímpeto, para lançar-se de um buraco grande que aquele quarto tinha, junto do lugar onde fazia oração. Mas, sabendo que era pecado matar-se, voltava a gritar: Senhor, não farei nada que te ofenda! E repetia estas palavras muitas vezes... (Autob. 24)

Depressão é uma coisa e desolação outra. Na primeira, rege o desânimo vital; na segunda, a falta de fé espiritual. Hoje, não são poucos os que experimentam uma e outra ao mesmo tempo. Quando elas chegam, devagarinho se instalam no mais fundo da alma, nos conturbando e paralisando. Alguns critérios permitem diagnosticar uma e outra. Inácio entrou em depressão no início da sua estadia em Manresa, e não em desolação.

A desolação espiritual esfria o relacionamento com Deus e acaba com os efeitos da consolação: a fé, a esperança e o amor. As faculdades têm seu desempenho perturbado, mas não derrubam a pessoa. Na origem da desolação espiritual há, provavelmente, uma tentação à qual já anteriormente se sucumbiu. Não foi este o caso de Inácio.

E a depressão? A pessoa deprimida gira em torno de si e do que os outros podem pensar dela. O que sente é muito subjetivo, embora atinja de cheio o psicofísico do indivíduo. Quem está deprimido não consegue levar o ritmo normal da sua vida, pois é invadido por sentimentos de tristeza, culpa, insônia, fadiga e até por pensamentos de suicídio que o impedem de se relacionar adequadamente. A pessoa deprimida se isola e precisa de ajuda médica.

Inácio sentiu-se afogado por sentimentos negativos que brotavam dentro dele e conheceu de perto a tentação do suicídio. Experimentou a perda do sentido de viver, e naquela época não havia ansiolíticos.

Mas um dia, e por pura graça, despertou como de um pesadelo. Como outro Paulo de Tarso, sabia em quem confiara e, aos poucos, o seu interior se harmonizou e se pacificou. O céu se abriu e a tempestade passou.

Uma pergunta: Você já experimentou a desolação ou a depressão? O que aprendeu com elas?




O cardeal Michael Czerny (*1946), subsecretário da Seção de Migrantes, tomou posse no domingo da paróquia da qual ele é titular, por seu status de cardeal.

O jesuíta tcheco-canadense, sendo consagrado bispo e criado um cardeal em apenas 24 horas em outubro passado, assumiu a diaconia de São Miguel Arcanjo, uma igreja localizada na periferia de Roma.

O pároco, Gianmarco Merlo, apresentou o Cardeal Czerny à comunidade paroquial, e então o decreto de posse da paróquia foi lido. A designação de uma igreja em Roma a um novo cardeal pelo Santo Padre é um sinal de participação na preocupação pastoral do Papa pela cidade de Roma, e que se estende por toda a terra a todos os povos. "Minha cruz peitoral foi feita pelo artista siciliano Domenico Pellegrino", disse o cardeal. “Ele pegou a madeira dos restos de um navio usado pelos migrantes para atravessar o Mediterrâneo do norte da África, na tentativa de chegar a Lampedusa. A madeira lembra a cruz em que Jesus, o Filho de Deus, foi crucificado para tirar os pecados do mundo ”.

A origem da madeira, uma barca de migrantes, reflete a fuga da minha família e minhas responsabilidades atuais na Seção de Migrantes e Refugiados. As rachaduras na tinta vermelha e na madeira lembram as feridas, o sofrimento, o sangue derramado na crucificação de Cristo, que é renovada toda vez que o mundo esquece a compaixão e a justiça. A cor mais clara, no topo, indica a ressurreição de nosso Senhor e a plenitude da vida que Ele veio trazer.

Czerny também explicou a composição do escudo episcopa, também com referências aos imigrantes: “Meu brasão mostra um navio com uma família de quatro pessoas. O barco também é uma imagem tradicional da Igreja como a Barca de Pedro. O sol dourado sobre o barco é a marca registrada da Companhia de Jesus - os jesuítas. E o fundo verde lembra a encíclica do Papa Francisco Laudato Si´, que nos convida a cuidar do bem-estar da criação, nossa casa comum


Você concorda? 
Teria outro nome?




É verdade que o tapa que ele me deu foi carinhoso, mas poderia não ser. Não sou irrepreensível, nem mesmo ele o é e nem tem a pretensão de sê-lo. Francisco nunca foi amigo da hipocrisia. É absurdamente ele mesmo o tempo todo. 
Numa era da religião das aparências e de falsas santidades, o Papa parece seguir um caminho diferente. Não tem preocupação com sua imagem; prefere caminhar na trilha da conversão cotidiana que, enquanto houver vida, sempre será insuficiente e inacabada. Por isso não se justificou, mas pediu perdão pelo "mau exemplo". 
Não só te perdoamos, santo Padre, mas também te pedimos perdão por exigir que sejas uma espécie de semideus; por não respeitar tua humanidade; por não querer te aceitar e amar como és. 
Lembrei-me das palavras de Santa Jacinta, a pastorinha de Fátima, que li estes dias nas memórias da Ir. Lúcia. Elas são muito atuais:
"Não sei como foi, eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande de joelhos diante de uma mesa, com as mãos no rosto a chorar; fora de casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre, temos de pedir muito por Ele."