Pense e responda...




O afresco que o arcebispo V. Paglia (*1945), mandou fazer na sua catedral de Terni/Itália, escandalizou a uns e encantou a outros. 

Ninguém se salva por si mesmo, mas é o Senhor que nos salva a todos. Daí que todos estejam nus diante do Senhor.    

Para ver o vídeo com os detalhes do afresco CLIQUE AQUI

E uma pergunta: Qual a sua opinião?





Julião tinha 7 anos e morreu, dias atrás, no horrendo atentado terrorista de Barcelona. Este menino que passeava com seus pais, pelas famosas Ramblas da bela cidade de Gaudí, viu uma furgoneta avançar loucamente sobre ele, e destroçá-lo.

Seu olhar penetrante instiga e acusa. Por que nos mataram? O que fizemos?

O pequeno Julião de pai australiano e mãe filipina, não sabe o que aconteceu, e muitos de nós tampouco. Foi a loucura humana de alguém que não quis ser mais irmão? Esse desvario é fruto de um Islão fanático?

Os olhos bonitos de Julião se fecharam para sempre, sem entender o que estava acontecendo. O sangue tingiu de vermelho o seu cabelo... Este menino podia ser o teu filho...

E assim tombou este nosso pequeno principito, mas seus olhar penetrante continua ainda ecoando...

E qual é a resposta?...






Será que a sua vida é dessa forma?


O Secretario de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, visita Rússia (20 a 24/AGO), para reunir-se com o Patriarca de Moscou e o governo. Alguns dizem que seriam os primeiros passos para uma visita do Papa a esse país. 

As diferenças entre ortodoxos e católicos são antigas. No século IV, começaram os debates cristológicos, o que levaram séculos depois ao Grande Cisma (1054), quando ambas Igrejas, Ortodoxa/Constantinopla e Católica/Roma se separaram.

No século XVI se estabelece o Patriarcado Ortodoxo de Moscou, como Igreja autocéfala.

Desde finais do século XVIII até 1917 houve Nunciatura papal (embaixada) em Moscou.
Em 1866, Rússia rescindiu unilateralmente a concordata de 1847, e desde então os bispos católicos eram nomeados pelo Imperador russo de acordo com o Papa.

Após a Revolução de outubre, 1917, o clero católico foi perseguido terrivelmente. Em 1989, acontece a queda do muro de Berlim, e surge a diocese católica de Moscou.

Com o Concilio Vaticano II (1962-1965), a Igreja católica reconhece oficialmente a ortodoxa, e começa um diálogo bilateral entre as duas Igrejas (1980) com mais desconfianças do que avanços.

A princípios dos anos 90, o relacionamento entre as duas Igreja chegou ao seu ponto mais baixo. As desconfianças se materializaram pelo cresete proselitismo católico, em território russo, e a forte tensão entre ortodoxos e uniatas na Ucrânia.

Já que as coisas não avançavam, o Papa João Paulo II decidiu elevar a Dioceses as 4 estruturas administrativas católicas em Rússia, 2002, provocando maior descontentamento na hierarquia ortodoxa.

Por fim, aconteceu o esperado encontro entre Patriarca Kiril e o Papa Francisco, 2/FEV/2016, em Cuba. Reunião histórica dos chefes das duas Igrejas, e na qual assinaram uma declaração conjunta pedindo à comunidade internacional aunar esforços para proteger os cristãos de Oriente Meio e África. Os assuntos internos de ambas igrejas ficaram em banho-maria.


Esperemos que agora maiores passos possam ser dados.



Vivemos tempos novos, e nada mais nos espanta no mundo das instituições humanas. É tempo de mudanças.

A Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP) divulgou ter instalado um banheiro unissex, no primeiro andar de um dos seus prédios em Perdizes. A medida foi uma forma de atender à "diversidade de sua comunidade acadêmica". A bom entendedor meia palavra basta.

"A PUC-SP, atenta à diversidade de sua comunidade universitária, composta por alunos, professores e funcionários, buscou contemplar a todos com a implementação do banheiro unissex. Esses sanitários são de uso comum... ".

Esta medida criou algum desconcerto na comunidade educativa. Na Europa, diversas instituições católicas introduziram essa proposta faz já algum tempo. Lembro que estando usando um desses sanitários, no subsolo de uma Igreja de Roma, o único problema por mim percebido foi que todas as mulheres falavam alto e ao mesmo tempo, enquanto os homens ficávamos mudos e quietos...
   

E você o que opina?


“Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre...” (Lc 1,41)


A festa da Assunção de Maria oferece uma oportunidade para aprofundar o mistério de toda vida humana. Qual a meta de nossa existência?

A Imaculada marca o começo da história de Maria; a Assunção o destino final. E entre ambos, o transcurso de uma vida ao lado de Jesus.

Porque “assumiu” Deus em sua vida, Maria foi “assumida” totalmente por Deus. Nela realiza-se a situação final prometida a toda humanidade: “ser um dia de Deus e para Deus”.

No relato de Lucas há duas mulheres: Maria e Isabel que experimentaram o dom da gratuidade, e seu lugar de carência se converteu em lugar de abundância.

Vivemos em um mundo hiperconectado. Nossa vida se converteu num “chat” virtual e contínuo. Com tudo, a conversação emudeceu. Corremos o risco de reduzir a comunicação à conexão. Sem a presença física o encontro interpessoal não é possível, e é sinal de uma profunda desumanização.

O “mistério da visitação” possibilita recuperar o sentido de um encontro interpessoal. Todo encontro é uma realidade intersubjetiva que afeta nosso viver e transforma nosso eu profundo.

O evangelista Lucas nos apresenta uma visita inesperada. Uma visita alegre, espontânea e gratuita, cheia de Deus. Uma visita que se expressa em dois cantos de louvor: “Bendita és tu que acreditaste” e “Minha alma engrandece o Senhor”.

As duas mulheres se encontram em diferentes momentos vitais: Isabel na terceira etapa de sua vida, Maria quase na primeira. Uma estéril e anciã; outra, jovem e virgem, ambas portadoras de uma vida maior que elas mesmas. Até as normas estabelecidas pela vida implodem. Isabel é idosa para poder conceber; Maria está grávida sem estar casada. Estabelece-se um vínculo entre elas, não se julgam nem se valoram em função do que se considera correto ou não.

Maria não vai só servir a Isabel, mas também partilhar. Necessita que Isabel a confirme e a bendiga; e Isabel, por sua vez, precisa agradecer o sonho da vida que ambas carregam.

Maria e Isabel sabem de espera e de esperança; de amor e de dor. Todos passamos por isso, e alguém nos ajudou a nascer. Somos parteiros uns dos outros.

Todos somos seres carentes de “mais visitações” e ajudas. Isabel e Maria se fazem valer mutuamente e despertam o melhor que há em cada uma delas: O serviço e o louvor. Não é fácil louvar.

Há algumas visitas chatas e corriqueiras; outras inesquecíveis e significativas para a vida.