Ainda estudante, em Viena no ano de 1565, Estanislau ficou seriamente doente e, durante seu sofrimento, teve uma visão de Nossa Senhora, lhe entregando Jesus menino no colo. A experiência mística foi interpretada por ele como um sinal para que ingressasse na Companhia de Jesus.
Após a decisão tomada, recuperou-se e foi ao encontro do Padre Provincial da Polônia que não o aceitou na Companhia sem a aprovação dos pais. Determinado, Estanislau vestiu roupas humildes e caminhou até Alemanha, onde o Provincial Pedro Canísio aceitou o jovem e o encaminhou para Roma (Itália), onde começou seu noviciado como jesuíta.
Em 1568, novamente adoece, e teve outra experiência mística: Na festa da Assunção de Nossa Senhora, viu Maria cercada por anjos, se aproximar dele para levá-lo ao Céu. Faleceu após a visão.
Também vocês são impelidos pelo amor de Cristo e fortalecidos por sua graça. Sejam corajosos! O mundo tem necessidade da sua liberdade de espírito, de seu olhar confiante para o futuro, da sua sede de verdade, de bondade e de beleza... (Papa Francisco)

Santo Estanislau Kostka abençoai todos os nossos noviços...



O atacante Taison (*1988) fez um duro desabafo nas redes sociais após ser vítima de racismo ao lado do também brasileiro Dentinho, no clássico ucraniano entre Shakhtar Donetsk e Dínamo de Kiev, domingo (10/NOV), pelo campeonato nacional. Ambos deixaram o gramado chorando depois do episódio racista ocorrido na cidade de Kharkiv.
Jamais irei me calar diante de um ato tão desumano e desprezível! Minhas lágrimas foram de indignação, de repúdio e de impotência, impotência por não poder fazer nada naquele momento! Mas somos ensinados desde muito cedo a sermos fortes e a lutar, afirmou o atacante Taison.
Em uma sociedade racista, não basta não ser racista, precisamos ser antirracistaO futebol precisa de mais respeito, o mundo precisa de mais respeito!
O Internacional, equipe que revelou Taison, também usou as redes sociais para repudiar os atos ocorridos: O Clube do Povo se solidariza com os atletas Taison, ídolo colorado, e Dentinho, vítimas de racismo neste domingo durante partida do campeonato ucraniano.
Taison foi expuls, após mostrar o dedo do meio em um gesto obsceno e chutar a bola em direção à torcida rival, em resposta às ofensas direcionadas a ele e a seu companheiro de time. O lance aconteceu aos 28 minutos do segundo tempo no estádio Metalist, quando o time da casa já vencia por 1 a 0 com gol marcado por Krystov.
Os jogadores do Dínamo pediram a seus torcedores que parassem com as manifestações racistas. Respeito é bom e todos gostamos.
Racismo é crime!



Na semana de preparação para o Dia Mundial do Pobre (17/NOV), como já ocorreu no ano passado, volta à Praça São Pedro, de 10 a 17/NOV o Posto de Saúde para os pobres.

No próximo domingo será celebrado no Vaticano o III Dia Mundial dos Pobres. O Papa Francisco vai presidir a celebração eucarística na Basílica de São Pedro, com a participação de milhares deles

Desde ontem (10/NOV) está aberto o Posto de Saúde Solidário, na Praça São Pedro. O Posto conta com oito ambulatórios para atender pacientes pobres e necessitados. Serão disponibilizadas consultas médicas com especialistas, análises clínicas e outros exames específicos. Tudo completamente gratuito.

Graças a este importante apoio à realidade sanitária e à difusão que de ano em ano a iniciativa ganha, neste ano aumentaram as especializações oferecidas que serão: medicina geral, cardiologia, diabetologia, dermatologia, reumatologia, doenças infecciosas, ginecologia, oftalmologia, podologia, e ambulatório de análises clínicas, vacinação contra a gripe e para exames ultrassom”.

O Posto ficará aberto até dia 17 de novembro, Dia Mundial do Pobre.

No ano passado o Posto de Saúde atendeu em uma semana cerca de 2.000 pacientes, e foram feitas, grátis, mais de 3.500 consultas médicas.

Ah! Se todas as dioceses seguissem o exemplo do Papa Francisco!





O Pe. Paul Béré, jesuíta nascido em Burkina Faso, é o primeiro africano a ganhar o Prêmio Ratzinger, concedido a acadêmicos cujo trabalho contribuiu significativamente no campo da Teologia. É o prêmio de teologia acadêmica mais prestigiado do mundo.

Os vencedores são escolhidos pelo Papa Francisco após serem propostos por um conselho científico composto por cinco cardeais membros da cúria. Cada vencedor recebe um cheque de $ 87.000.

O Pe. Béré, professor do Pontifício Instituto Bíblico de Roma, recebeu o prêmio por seu trabalho sobre a figura de Josué destacando as dimensões desse líder bíblico: liderar uma comunidade recebida de Moisés e o seu relacionamento amigável com ele. 

O Padre Béré também é membro da Comissão Internacional Anglicana Romana-Católica (ARCIC), e enfatizou a necessidade de uma "africanidade" nas igrejas desse continente.

O Pe. Béré recebeu seu prêmio no dia 9/NOV/2019, no Palácio Apostólico do Vaticano. O filósofo Charles Margrave Taylor, pensador católico canadense, também recebeu esse prêmio no mesmo dia.

Lembro que outros dois jesuítas receberam anteriormente o prêmio Ratzinger, agora na sua 9ª edição: O Pe. Brian E. Daley (USA), patrólogo, em 2012 e Pe. Mario de França Miranda (Brasil), teólogo, em 2015.




Após três semanas de intenso trabalho, os 185 Padres sinodais propõem ao Papa a ordenação sacerdotal de homens casados, e a criação do diaconato feminino e o ministério de “coordenadora da comunidade. 

1. Ordenação de homens casados ​​em áreas remotas da Amazônia. Homens da própria comunidade, e que tenham um diaconato frutífero, com uma família legitimamente constituída e estável, para sustentar a vida da comunidade cristã por meio da pregação da Palavra e da celebração dos sacramentos. Esta proposta recebeu 128 votos a favor e 41 contra.

2. Sim ao diaconato feminino e ao ministério de “coordenadora da comunidade”. 

3. Voz e voto para os leigos. Necessidade de fortalecer e expandir os espaços para a participação dos leigos, “seja em consulta ou na tomada de decisões, na vida e na missão de a Igreja”. "Lideranças rotativas", para evitar personalismos.

4. Um novo pecado. Incluir "pecado ecológico" como uma ação ou omissão contra Deus, contra outros, a comunidade e o meio ambiente; se manifesta em atos e hábitos de poluição e destruição da harmonia do meio ambiente, e quebra de redes de solidariedade entre criaturas e contra a virtude da justiça.

5. Ecologia integral: única maneira possível de viver. No Documento final, os Padres sinodais também apontam que a ecologia integral "não é mais um caminho que a Igreja pode escolher para o futuro neste território", mas "o único caminho possível", uma vez que não há outro caminho viável para salvar a humanidade. 

6. Rejeição da evangelização colonialista e um novo rito amazônico. A Igreja tem a oportunidade histórica de se diferenciar das novas potências colonizadoras para poder exercer sua atividade profética com transparência e na própria cultura desses povos. 

Agora, depende de cada um de nós implementar estes valores...



Lendo no Corriere della sera (3/NOV) a entrevista do cardeal Ruini, fiquei perplexo com suas considerações positivas sobre o líder da Liga (partido político italiano). Um homem inteligente como o cardeal não pode ignorar o impacto de suas palavras na política italiana, e sabe da hostilidade aberta de Salvini (*1973) contra os migrantes, e o seu desprezo por aqueles que tentam salvá-los. O slogan: "antes os italianos" confina a Itália em um perigoso egoísmo coletivo. Menos aceitável é o uso instrumental da religião para ganhar votos.

Tudo isso escandaliza, pois sabemos que católicos praticantes e também, infelizmente, eclesiásticos se alinham politicamente com Salvini e suas propostas de extrema-direita.

As ideias apresentadas pelo Cardeal Ruini são antítese do Evangelho e das posições do Papa. 

O cardeal Ruini afirma que Salvini deve amadurecer. Sim, é verdade. Mas seu desprezo pelos pobres é já um escândalo. Não precisa amadurecer, mas precisa mudar. Fico chocado e temo o apoio dado a seu movimento político. Certamente, um apoio míope. Tudo é caldo para estes tempos confusos: medo, insegurança, crise econômica e agora as declarações do cardeal Ruini.

Será que o Cardeal Ruini espera deter o processo de descristianização do país? Lembro que a longa permanência no poder de um partido `cristão´ não parou o processo de secularização da Itália...

As declarações do cardeal Ruini são inaceitáveis.

Coloquei este artigo porque me parece que estamos vivendo situações parecidas. Não é cristão quem vive como um rei e despreza os pobres!


... pois todos vivem para Ele (Lc 38)


Estamos nos aproximando do final do ano litúrgico. Depois de um longo percurso fazendo caminho com Jesus, chegamos a Jerusalém. Continua a polêmica com os dirigentes religiosos. Os saduceus entram em cena; eles constituíam a elite econômica, social e religiosa da sociedade judaica. Eram colaboracionistas dos romanos, para não colocar em risco seus interesses. Só admitiam o Pentateuco e não acreditavam na ressurreição. Um grupo deles se aproxima de Jesus, ironizando o tema da ressurreição: vários irmãos que de acordo com a lei do levirato, casam-se com a mesma mulher; de quem vai ser a mulher?

Jesus não responde diretamente à pergunta absurda rejeitando a ideia infantil dos saduceus que imaginavam a vida dos ressuscitados como prolongamento desta vida, e tira uma conclusão decisiva para nossa fé: “Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para Ele”. A ressurreição não é um retorno ao passado, mas é a entrada em uma outra vida. Ressuscitar não é voltar a ser como antes. 

A experiência da ressurreição consiste numa Nova Criação. Deus é fonte inesgotável de Vida e acolhe a todos em seu amor de Pai-Mãe. Há uma diferença radical entre nossa vida terrestre e a vida plena, depois da morte. É Vida absolutamente “nova”

Nós somos destinados, portanto, não à morte, mas à Vida e essa Vida já começou. Somos Vida. Vida transformada no seio da Vida que se faz vida em nós. Vivemos no fluxo da única Vida que vive em nós. Somos a Vida, ou mais precisamente, Ela é em nós. O Divino em nós ativa todas as possibilidades de nossa vida, conduzindo-nos ao seio da única Vida.

Crer no Deus que é Vida, implica ser militante em favor da vida, frente a uma cultura de morte e violência. E crer na vida é rebelar-se contra todos os poderes que a asfixiam, e são vítimas da “cultura do descarte”: migrantes indígenas, mulheres marginalizadas, crianças e idosos abandonados...

Com frequência, muitos estabelecem uma separação entre Deus vida, parecem realidades contrapostas. Alguns veem a vida com suas limitações e contradições como uma dificuldade para acreditar em um Deus bom e misericordioso. E outros, pelo contrário, veem Deus como um empecilho para desfrutar a vida em toda sua plenitude. Eles têm uma imagem negativa de Deus

Com isso, a religião e a vida entram em conflito, porque a religião complica a vida de muitas pessoas que levam a sério sua experiência de Deus. E a vida, com seus direitos e instintos é vista como uma ameaça para fazer uma experiência de Deus. 

Todos experimentamos as consequências funestas desta confrontação entre Deus e a vidaNo entanto, o Evangelho deixa claro que a mediação entre os humanos e Deus é a vida, não a religião. A religião, expressão importante da vida, deve estar sempre a seu serviço. Quando a religião agride avida e a dignidade das pessoas, ela se desnaturaliza e se desumaniza, e acaba sendo uma ofensa ao Deus de Jesus.

Para Jesus, primeiro, é a vida e não a religião. A religião deve estar a serviço da vida, para dignificá-la. Jesus sempre se deixou conduzir para aliviar o sofrimento humano, e levar a Boa Nova aos pobres. espiritualidade cristã funde a causa de Deus com a causa da vida; encontramos Deus na medida em que defendemos a vida.