Os tempos que vivemos são confusos e ambíguos, e até as estruturas da Igreja parecem seguir essa modalidade. Você concorda com esse título de “Papa emérito”? Quem teve tamanha ousadia? Alguns teólogos e muitas pessoas de boa vontade pensamos que os títulos, vestimentas e símbolos de Bento XVI causam grande confusão na Igreja, e não deveriam  se repetir na história do povo de Deus.

A expressão “Papa emérito” é desconcertante, e os símbolos usados também. Não podemos voltar aos tempos de Avignon (1378-1417), quando chegaram a conviver 3 papas ao mesmo tempo, dividindo a Igreja segundo os seus seguidores.  

Na Igreja católica há só um Papa, por isso resulta muito estranho o que estamos vendo e vivendo. 

Quando um Papa abdica renuncia também aos símbolos pontifícios que usava, e o título deveria ser o de “bispo emérito” de Roma. Essa foi uma das muitas coisas que o Papa Francisco, o grande, teve que engolir, para não avançar muito e dificultar mais sua missão. Os conservadores se aproveitam dessa situação esdrúxula para colocar mais areia nas engrenagens complexas do Vaticano. O importante para eles é não avançar! Não é  fácil governar assim sabendo que outros não te seguem...

Dom Georg Gänswein, prefeito da Casa Pontifícia e secretário do Bento XVI, fez uma declaração explosiva, no ano de 2016: há um ministério expandido com um membro ativo e outro contemplativo... Senhor prefeito da Casa Pontifícia: Há um só Papa, e só uma pessoa exerce esse ministério. O resto é uma situação anormal, e que deve acabar com o falecimento de Bento XVI... 


E você o que pensa sobre esse assunto?



Amigos/as! 
O meu blog Terra Boa acaba de superar os 2.000.000 de visualizações desde que nasceu humildemente em Santa Rita do Sapucái/MG, 5 anos atrás.

Mérito de muitos/as. 
Obrigado a todos/as.


Há quem prefira que os padres andem de batina ou, pelo menos o com colarinho eclesiástico para se distinguirem do povo comum. Além disso, há hoje em dia uma excessiva valorização das vestes ou paramentos litúrgicos, cada vez mais pomposos e ricos, cheios de rendas, bordados e babados. Aliás, um padre recém-ordenado chegou a me dizer, com todas as letras: "Os padres devem se vestir como 'noivas'".
Não digo que os padres se vistam de forma indigna ou que não tenham zelo quanto à liturgia, mas o que temos assistido, de modo geral, é um exagero sem medidas. O Papa Francisco tem dado exemplo para nós de que a simplicidade é um valor que salta aos olhos e que, sem dúvida alguma, está muito bem expresso nos Evangelhos, sobretudo nas atitudes de Jesus.
Na realidade, o que parece se pretender com tudo isso é destacar cada vez mais a figura do padre, distanciando-o da vida da comunidade e dos irmãos, para reafirmar um "poder" que não é "serviço", imposto mais pelas aparências do que pelas atitudes e pelo testemunho evangélico. O Papa Francisco tem insistido na proximidade, no envolvimento, desejando que os evangelizadores contraiam o "cheiro das ovelhas" (cf. Eg 24).
O Concílio Vaticano II, ao falar dos presbíteros (padres), diz que eles são "tirados dentre os homens e constituídos a favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecerem dons e sacrifícios pelos pecados, convivem fraternalmente com os restantes homens. Assim também, o Senhor Jesus, Filho de Deus, enviado pelo Pai como homem para o meio dos  homens, habitou entre nós e quis assemelhar-se em tudo aos seus irmãos, menos no pecado". Por isso mesmo, o povo deseja o padre no meio de sua comunidade e em sua caminhada, bem próximo deles e se parecendo como um deles, a exemplo de Jesus que "esvaziou-se a si mesmo e tomou a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens" (Fl 2,7).
Os padres devem viver como irmãos entre irmãos, com algo que os faz diferentes não nas aparências, mas no seu ser. Por isso o texto do Concílio continua, dizendo: (Os presbíteros) "não poderiam ser ministros de Cristo se não fossem testemunhas e dispensadores duma vida diferente da terrena, e nem poderiam servir os homens se permanecessem alheios à sua vida e às suas situações. O seu próprio ministério exige, por um título especial, que não se conformem a este mundo; mas exige também que vivam neste mundo entre os homens e, como bons pastores, conheçam as suas ovelhas e procurem trazer aquelas que não pertencem a este redil, para que também elas ouçam a voz de Cristo e haja um só rebanho e um só pastor. Para o conseguirem, muito importam as virtudes que justamente se apreciam no convívio humano, como são a bondade, a sinceridade, a fortaleza de alma e a constância, o cuidado assíduo da justiça, a delicadeza, e outras que o Apóstolo Paulo recomenda quando diz: 'Tudo quanto é verdadeiro, tudo quanto é puro, tudo quanto é justo, tudo quanto é santo, tudo quanto é amável, tudo quanto é de bom nome, toda a virtude, todo o louvor da disciplina, tudo isso pensai' (Fil. 4,8)" (Po 3).
Portanto, o que os distingue deve ser a maneira de viver e não simplesmente as "vestes" que ressaltam apenas as aparências. Além disso, não raramente, elas são utilizadas para ocultarem interesses e encobrir a falta de um verdadeiro testemunho de vida. Nenhuma batina impede que o padre viva o "mundanismo" e se afaste do espírito evangélico!

Contemplamos tanto o Crucificado e parece que nos esquecemos que ele morreu nu na cruz! Será que nos esquecemos que ele nos ensinou a simplicidade no modo de viver e de se vestir? Vejam os lírios dos campos... (cf. Mt 6,28).




Declaração do Pe. Matthew F. Malone, SJ
Presidente e editor-chefe da Revista América

No dia 157SET/2017, o Theological College, o seminário nacional sob os auspícios da Catholic University of America, anunciou sua decisão de rescindir um convite ao Pe. James Martin, SJ, editor-chefe de longa data da revista America, para se dirigir aos professores e estudantes durante a sua próxima celebração das Jornadas Discentes [Alumni Days].
De acordo com uma declaração emitida pela Catholic University, a decisão de rescindir o convite era contrária ao “conselho específico recebido da universidade e da sua liderança”. A decisão do Theological College seguiu o recente cancelamento da presença do Pe. Martin agendada para o jantar anual de investidura da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém e de uma palestra que ele proferiria para a CAFOD, a agência de caridade católica de desenvolvimento internacional.
O Pe. Martin tinha sido convidado para fazer considerações sobre Jesus e a espiritualidade inaciana em cada um desses fóruns. No entanto, os promotores dos eventos se sentiram obrigados a rescindir seus convites à luz da controvérsia pública em torno do recente livro do Pe. MartinBuilding a Bridge: How the Catholic Church and the LGBT Community Can Enter into a Relationship of Respect, Compassion, and Sensitivity [Construindo uma ponte: como a Igreja Católica e a comunidade LGBT podem estabelecer uma relação de respeito, compaixão e sensibilidade].
Depois de ter sido revisado pelo censor librorum, o livro recebeu o necessário imprimi potest do superior jesuíta do Pe. Martin, o Pe. John J. Cecero, SJ. Building a Bridge recebeu recomendações públicas do cardeal Joseph Tobin, de Newark, Nova Jersey; do arcebispo John Wester, de Santa Fe, Novo México; do bispo de San Diego, Robert McElroy; de Dom John Stowe, bispo de Lexington, Kentucky; e do cardeal Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida do Vaticano. Como os superiores jesuítas do Pe. Martin observam em um comunicado divulgado hoje (ver abaixo), Building a Bridge “é uma importante publicação para a nossa Igreja e para o povo de Deus”.
A maioria dos leitores e comentaristas acolheram o livro, embora alguns tenham levantado questões sobre a sua tese. Na maioria dos casos, a crítica tem sido inteligente e caritativa. Alguns elementos da Igreja estadunidense, no entanto, tomaram a iniciativa de organizar uma campanha por conta própria, não apenas contra os conteúdos do livro, mas também contra o próprio Pe. Martin.
Nas últimas semanas, o Pe. Martin foi submetido a ataques repetidos e caluniosos nas mídias sociais e na imprensa, envolvendo invectivas que são tão assustadoras quanto tóxicas.
Uma coisa é se envolver em debates espirituosos. Outra coisa é tentar obstruir esses debates através do medo, da desinformação ou da franca censura. A campanha contra o Pe. Martin, travada por uma facção pequena, mas influente, na Igreja dos Estados Unidos, é injustificada, não caritativa e não cristã.
O Pe. Martin é um membro de longa data da equipe editorial da revista America. Ele é um cristão fiel. Alguns podem discordar dos seus pontos de vista, mas você não encontrará um homem mais dedicado a Cristo e à sua Igreja.


Declaração dos Jesuítas dos Estados Unidos e Canadá sobre o novo livro do Pe. James Martin, Building a Bridge

http://jesuits.org - 16 de setembro de 2017 –

O Pe. James Martin, SJ, é um padre fiel, escritor de best-sellers e um membro respeitado da equipe editorial do grupo American Media, dirigido pelos jesuítas.
Seu livro mais recente, Building a Bridge: How the Catholic Church and the LGBT Community Can Enter into a Relationship of Respect, Compassion, and Sensitivity, é uma publicação importante para a nossa Igreja e para o povo de Deus a quem ministramos. Todos os livros do Pe. Martin são escritos com o pleno consentimento dos seus superiores religiosos e em conformidade com as orientações de publicação da Igreja Católica.
Building a Bridge, que foi revisado pelo Censor Librorum da Província do Nordeste dos Estados Unidos da Companhia de Jesus, recebeu um Imprimi Potest do provincial do Pe. Martin, declarando a sua adequação para publicação.
O Pe. Martin é uma voz significativa na nossa Igreja, tanto nos Estados Unidos, quanto em todo o mundo. A sua recente nomeação como consultor da Secretaria para a Comunicação do Vaticano afirma o poder da sua obra, que é um importante instrumento tanto para a pregação do Evangelho quanto para a evangelização.
Pe. John Cecero, SJ 
Provincial da Província do Nordeste dos Estados Unidos

Pe. Timothy Kesicki, SJ
Presidente da Conferência Jesuíta do Canadá e dos EUA

E você o que pensa?


Ontem, 19/SET, um terremoto terrível assolou o México. Causou inúmeras vítimas e danos materiais. Neste momento de dor, quero manifestar a minha solidariedade e oração por todos os mexicanos. Rezo pelos que perderam a vida; que o Senhor conforte os feridos, seus familiares e todos os afetados. 

Parece que o terremoto aconteceu a 57 km de profundidade.
Sempre solidários nos momentos de necessidade, embora estejamos  distantes...


Para ver e ouvir a história CLIQUE AQUI


Uma pergunta: O que você faria?


O jornal do Vaticano, “L'Osservatore Romano” (2014), acabou reabilitando o filme "O evangelho segundo São Mateus", do diretor italiano Pier Paolo Pasolini.

Censurado e muito criticado pela Igreja Católica há 50 anos, quando foi lançado no festival de Veneza/1964, o filme agora é exaltado pelo Vaticano como a melhor obra já feita sobre a vida de Jesus Cristo no cinema.

“L’Osservatore Romano” destaca a habilidade do diretor em deixar a mensagem da Bíblia fluir livremente pelo filme. O outrora “maldito” cineasta (homossexual declarado) é agora mencionado como um realizador da inspiração religiosa na tela. A cinemateca do Vaticano também anunciou que “O evangelho segundo São Mateus” foi arquivado em seu banco de dados digital.

A obra foi abençoada como uma “performance inspirada por um realismo sincero”. No filme de Pasolini, que ganhou o prêmio especial do júri do Festival de Veneza/1964, Jesus aparece com um líder politizado e combativo. A mãe do diretor interpretou Maria, e os outros papéis ficaram a cargo de atores amadores.

Todos devem reconhecer a beleza da poética pasoliniana em O Evangelho Segundo São Mateus. Os sermões de Jesus são inflamados, e o seu temperamento é constantemente sujeito a descontroles muito humanos. Jesus é uma figura que desperta simpatia e compaixão imediatas pela pureza, e sua convicção. A câmera recorrentemente enquadra o sol sobre a cabeça de Cristo.

Pasolini fez um filme muito mais sobre a palavra de Cristo do que sobre sua vida. Praticamente todas as falas são pregações Há uma sequência definidora, na qual Jesus Cristo profere alguns dos seus sermões mais famosos em sucessivos primeiros planos dele com uma paisagem desértica às suas costas.

O primeiro plano como escala predominante é uma constante com todos os personagens (o filme começa com o rosto sorridente de Maria). Após o milagre da multiplicação dos pães, a câmera realiza uma longa panorâmica em que são filmados todos os apóstolos de Cristo em close-up, rosto após rosto. E em que outra parte do corpo poderia se concentrar um filme sobre a fé?

Há que se destacar a maneira singela e econômica com que são filmadas as clássicas ações milagrosas de Cristo. Pasolini parte do princípio de que milagre é milagre, e não precisa ser justificado. Quem problematiza a fé são os personagens; o filme em si não discute o milagre, apenas mostra-o.

Cristo nunca é indagado pelo filme quanto à autenticidade de sua missão. Pasolini buscou a leveza. Tendo a música de Bach como complemento sublime (a "Erbarme dich mein Gott"

Para ver o filme CLIQUE AQUI