O aparecimento de um símbolo gigantesco em um campo de trigo tem atraído a atenção de curiosos na pequena cidade de Vimy (4.000 hab.), na França.

Aparentemente é uma cruz da Ordem militar dos Templários, extinta pelo Papa Clemente V, em 1212, após difamações do rei francês, Filipe, o belo. 

Os últimos templários foram queimados vivos em Paris, ente eles o grão-mestre Tiago Demolay.

E você o que pensa desse símbolo no campo de trigo?



Kateri, para nós Catarina, foi o nome escolhido por sua mãe, índia cristã catequizada pelos jesuítas.
Tekakwitha, que significa "aquela que coloca as coisas nos lugares", foi o nome escolhido por seu pai.
Órfã aos quatro anos, foi adotada por um tio. Ficou parcialmente cega e com o rosto deformado em consequência da varíola.
Aos 19 anos fugiu para ir ao encontro dos jesuítas que estavam na região. Pediu o batismo e mais tarde foi acolhida por uma Missão perto de Montreal onde recebeu a primeira eucaristia.
Piedosa, passava grande parte do dia em oração na floresta. Morreu aos 24 anos e pouco antes de sua morte, os jesuítas testemunharam a transformação ocorrida em seu rosto deformado que tornou-se, repentinamente, bonito e sem as marcas da varíola.
Em 2002 foi nomeada pelo então Papa João Paulo II como padroeira Jornada Mundial da Juventude no Canadá, e em 2012 foi canonizada pelo Papa Bento XVI.
Como São Franciso de Assis é considerada a padroeira da Ecologia e do Meio Ambiente.





Precisamos saber a quem seguimos e obedecemos. Inácio de Loyola (1491-1556) passou a metade da sua vida, seguindo propostas egoístas apresentadas antes na sua mente. Ele mesmo confessa como conseguiu descobrir e sair de tamanho enredo e engano:
"Notou, todavia, esta diferença: quando pensava nos assuntos do mundo, tinha muito prazer; mas, quando, depois de cansado, os deixava, achava-se seco e descontente. Ao contrário, quando pensava em ir a Jerusalém descalço, em não comer senão verduras, em imitar todos os mais rigores que via nos Santos, não se consolava só quando se detinha em tais pensamentos, mas ainda, depois de os deixar, ficava contente e alegre. Mas não reparava nisso, nem parava a ponderar essa diferença, até que uma vez se lhe abriram um pouco os olhos, e começou a maravilhar-se desta diversidade e a refletir sobre ela. Colheu, então, por experiência que de uns pensamentos ficava triste e de outros alegre. Assim veio pouco a pouco a conhecer a diversidade dos espíritos que o moviam, um do demônio e o outro de Deus".

Essa foi a experiência de Inácio de Loyola: os pensamentos arrastam o agir! Isto é, fazemos o que pensamos. Mais ainda, pensamentos desiguais deixam estados emocionais diferentes (seco, triste e descontente versus contente e alegre). Uma pergunta: você já reparou na qualidade dos seus pensamentos? Percebe como sua "prática" depende da sua "teoria"? Talvez não consiga mudar a qualidade dos seus pensamentos, mas com certeza, pode mudar a atitude tomada diante deles.

Repare: pensamentos vivenciados deixam vida ou lastros de morte. Alguém, um dia, me disse: "Eu só tenho ruindade na minha cabeça!" O que está querendo dizer? Expressa o tipo de pensamentos e imagens que tem. Perceber o tipo de pensamentos ou imagens que temos é um primeiro passo. Outros deveriam segui-lo, como desejar ter pensamentos e imagens mais positivos e segui-los. Deus escreve e se inscreve na nossa história. Sua escrita está em toda a nossa vida. É preciso perceber, ler e entender a nossa TEO-grafia, os sinais por Ele deixados. Só assim poderemos tomar atitudes concretas comprometidas e evangélicas. 

Lembre-se, os fariseus e saduceus sabiam enxergar bem as coisas materiais, mas não as espirituais. Eles não souberam reconhecer Jesus como filho de Deus, Senhor e Salvador. Também nós corremos o sério perigo de sermos verdadeiros analfabetos espirituais se não soubermos ler e entender os sinais do Espírito.

Mas, como seguir o Espírito se só sentimos apelos e moções carnais? Como ler e entender as marcas do Espírito se não prestamos atenção a Ele? Coloquemos um pouco de colírio nos olhos "para enxergar e ver mais claro"...

A leitura de nossa história é de salvação o de condenação? Sentimos as moções do Espírito de Deus ou apenas as marcas negativas dos próprios pecados? Nossa vida mostra realmente o que pensamos e decidimos. "Pelos frutos os conhecereis" (Mt 7, 16). 

O que são as moções? São mais profundas e estáveis do que as emoções. Nossa mente é como uma tela de TV: mil e uma imagens ou pensamentos surgem continuamente nela. Essas imagens mexem com a sensibilidade produzindo, no mais fundo de nós mesmos, consolação ou desolação... Face a esses pensamentos e imagens a liberdade é convidada a se posicionar, consentido ou rejeitando.

As "tentações" são um tipo de moção pois são pensamentos ou imagens que impulsionam "para fazer o mal, incitando ao pecado". As tentações surgem geralmente naqueles que estão numa etapa de purificação ou conversão. Elas são escandalosamente claras, egoístas e carnais. Pela sua proposta, opõem-se radicalmente ao plano de Deus e tendem à destruição da própria criatura e do seu meio ambiente. 

Santo Inácio fala, nos Exercícios Espirituais, de três tipos de pensamento que ocorrem na mente: "um meu próprio e outros que vem de fora: um que vem do Espírito bom e outro do mau". Quando a proposta imaginada (aparecida na mente) é claramente egoísta a decisão acertada e a ser tomada é descartar essa tentação. Pelo contrário, é preciso seguir e concretizar a moção que vem de Deus. Somos discípulos daquele que seguimos!
            
Muitos se dizem discípulos de Jesus, mas não seguem suas propostas. Deus tem algo a me dizer, pois está vivo, e se comunica conosco. Inácio de Loyola tinha essa experiência. Ele sentia que "o Criador agia diretamente com a criatura, e esta com seu Criador e Senhor".

Quem entra nesta dinâmica da linguagem das moções, tem condições de perceber e entender a vontade de Deus, e de cumpri-la efetivamente na sua vida. Deus age diretamente na sua criatura, mas é preciso que esta entenda o que Deus está fazendo e querendo. Muitas vezes sentimos, mas não entendemos sua linguagem: Somos analfabetos espirituais. Só quem "entende" é capaz de "fazer sua vontade.

As consequências dos que seguem e implementam suas tentações são obvias e evidentes. O estado interior dessas pessoas é a pura desolação. Mas, os que seguem o Espírito fazem as obras do Espírito e o seu estado interior afetivo é a pura consolação. 
            
Não desanimemos! Os desvios encontrados e experimentados fazem-nos mais expertos na arte do discernimento. Erramos? Corrijamos! Está muito bem não fazer o mal, mas certamente está muito mal não fazer sempre o bem! Não fazer o mal é importante, mas não suficiente. Precisamos deixar-se conduzir pela "moção" que vem de Deus. 

Por quê não repetir frequentemente a Oração Preparatória que Santo Inácio coloca na boca e no coração de todo exercitante: Senhor, fazei que todas as minhas intenções, ações e operações sejam ordenadas puramente ao serviço e louvor de sua divina Majestade.

Prestar atenção ao que ocorre na nossa mente é o primeiro passo para mudar nossas atitudes!



Ufa!!! Deu trabalho para organizar esses dados. 

Agora estão perfeitamente organizados, exceto por um pequeno probleminha. 
Alguém é capaz de encontrar o que está errado?





Que tipo de terra é você?



Em um discurso transmitido ao vivo, horas após a emissão de um decreto presidencial para a reconversão da icônica Santa Sophia de Istambul numa mesquita, o presidente Erdoğan disse que abrirá Santa Sofia para o culto muçulmano, em 24/JUL. "Como em todas as outras mesquitas, as portas da Hagia Sophia estarão abertas a todos, incluindo cidadãos e turistas turcos. Santa Sophia está sob jurisdição turca. Qualquer objeção à decisão de nosso judiciário será vista como uma violação de nossa soberania", afirmou Erdoğan.

O principal tribunal administrativo da Turquia anulou o decreto do governo de 1934 que transformava Hagia Sophia em um museu. Com esta decisão, o presidente Erdoğan assinou um decreto presidencial para entregar Hagia Sophia à Presidência Turca de Assuntos Religiosos, e abri-la para o culto muçulmano, parabenizando o povo muçulmano.

Santa Sophia virou muçulmana em 1453, após quase 1.000 anos com os cristãos ortodoxos de rito bizantino.
Eu quero ver o que vai acontecer com os antigos e ricos mosaicos bizantinos que ainda recobrem parte de suas paredes.
O Papa Francisco, por enquanto, se mantem calado, mas quem deveria protestar é o Patriarca ecumênico ortodoxo de Constantinopla (Istambul), Bartolomeu I. Eu rezo para que a história não dê a razão ao atual e prepotente presidente turco. 


Quando o sol apareceu as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz... (Mt 13, 6)



As parábolas são um relato provocativo que envolvem o ouvinte ou o leitor; elas exigem uma resposta pessoal. O objetivo da parábola é substituir uma maneira de ver o mundo, por outra, aberta a uma nova realidade.

As imagens de sementes, árvores, terreno... dão o que pensar; questionam nossa maneira de ser, e nos convidam a descer ao nosso chão existencial. Cada planta procura seu chão, e o novo vem das raízes, vem de baixo, da base, do chão.

Na experiência espiritual somos motivados a mergulhar no terreno da interioridade. Aqui o caminho para Deus é “descer” e viver a comunhão universal. Subimos ao Transcendente quando descemos ao chão da vida. Énecessário lançar raízes no mais profundo de nós mesmos, e despertar as energias criativas, as motivações adormecidas. 

Temos uma identidade que funda raízes na família e na cultura de origem. Outra, provém das opções de nossa liberdade. E um terceiro nível nos vem da fé. Desse enraizamento diverso é que surgem os frutos surpreendentes: “à base de cem, de sessenta e de trinta por semente”.

Somos seres enraizados, limitados e transcendentes. Ninguém segura nossos pensamentos ou emoções. Transcender não é fugir da realidade; transcender é humanizar-se.

A tradição judeu-cristã fala em “trans-descendência”. Somos convidados a descer sempre mais e buscar nosso chão. É a experiência da Encarnação. O Amor nos faz descer. Ao entrarmos no “fluxo da descida” somos desafiados a deixar a superfície banal e experimentar às dimensões profundas da nossa existência humana. 

Na “parábola do semeador”, Jesus compara nosso interior com um campo de diferentes “espécies” de terra, mas habitado por uma semente de vida, poderosa e eficaz. O que está em jogo é nossa acolhida e receptividade. A parábola não nos deixa indiferentes e nos convida a fixar nos frutos que saem de nós.

É na obscuridade da terra que a planta vai buscar a força que a manterá viva. Expressões do nosso cotidiano como “pôr os pés no chão”, “estar com os pés na terra”, significam enraizar-se e comprometer-nos com a realidade circundante.

No “chão”, à primeira vista, estão todas as sujeiras, os detritos e as coisas em decomposição. Mas, para as raízes, tudo isso significa o alimento da vida. Cada “chão” guarda histórias positivas e negativas: Chão humano (húmus) e ao mesmo tempo divino. Cada pessoa é terra que respira. 

Geralmente pensamos que dar fruto é fazer obras grandes. A tarefa fundamental do ser humano não é fazer coisas, mas “fazer-se”. “Dar fruto” é dar sentido à nossa existência. Não é ativismo, mas engendrar, gestar algo novo, viver o Evangelho como novidade. Ter êxito não é sinônimo de ser fecundos.

Na fecundidade há espaço para o “mistério”. As plantas necessitam tempo para florescer e meses para crescer. Isto supõe excluir toda impaciência.

fecundidade perdura e aumenta com os anos, embora as forças físicas se debilitem.