O presidente dos EEUU D. Trump chega, no dia 24/MAI ao Vaticano, para um encontro com o Papa Francisco. E quem estará ao recebê-lo será a nova embaixadora Callista Louise Gingrich (*1966). 
Mas, quem é Callista? Uma empresária dos Estados Unidos, casada em segundas núpcias com o ex-presidente da Câmara e candidato à presidência pelo Partido Republicano ‘Newt’ Gingrich (*1943), político e professor universitário. Callista é a terceira esposa de este senhor.
O presidente D. Trump recém a nomeou embaixadora no Vaticano. As primeiras reações nos meios vaticanos foram de estupor, pois a Santa Sé é (ou era?) muito rígida em aceitar embaixadores católicos em 'situação irregular' no casamento. 

Callista é católica praticante, e seu atual marido, ‘Newt’ Gingrich, se fez católico 8 anos atrás. 

Vamos ver se algo mudou no protocolo da Santa Sé, após a exortação Amoris Laetitia...


Livrai-nos do mal...


E você o que pensa dessa visita?

O Papa anunciou neste domingo, 21/MAI, que criará novos cinco cardeaisque representam a universalidade da Igreja” em um Consistório marcado para o próximo dia 28 de junho.

Os futuros cardeais provêm da Espanha, Suécia, Laos, El Salvador e Mali:
São eles:
Dom Jean Zerbo, Arcebispo de Bamako, no Mali
Dom Juan Jose Omella, Arcebispo de Barcelona, na Espanha
Dom Anders Arborelius, Bispo de Estocolmo, Suécia
Dom Louis-Marie Ling Mangkhanekhoun, Bispo e Vigário apostólico de Paksé, Laos
Dom Gregório Rosa Cháves, Bispo auxiliar da Arquidiocese de San Salvador, El Salvador


No dia 29 de junho, Solenidade de São Pedro e Paulo, o Papa concelebrará com os novos cardeais a Santa Missa.


Gostei, saboreei e por isso compartilho...
 

Saborear... me delicio com essa palavra.

Saborear é muito mais que comer ou beber.

Você ‘come’ um Big Mac, saindo do drive thru do Mc Donalds com ketchup espirrando na camisa, batata frita espalhada no meio das pernas e coca cola derramando no banco do carro, enquanto dirige no trânsito das 18h. Ou tenta.

Ninguém vai a um fast food pra ‘saborear’ nada. É tudo fast, mesmo o que não parece ser food.

A coisa, hoje, evoluiu tanto que deu origem aos food trucks. Difícil saborear um caminhão de comida. E não estou falando de quantidade.

Pra saborear, não precisa ter fome, nem mesmo sofisticação. Basta tempo, ambiente e uma boa companhia. Tanto faz que seja um cappuccino ao chantilly, acompanhado de um croque monsieur numa cafeteria charmosa, em Paris, ou uma média de café com leite e broa de fubá, no Mercado Central. Um fettuccini a Alfredo, em Roma, ou um frango ao molho pardo, com angu e quiabo, no almoço de quarta-feira da Dona Tutu.

Circunstâncias e pessoas podem elevar o lanche mais trivial ou o prato mais banal à categoria de iguaria gastronômica a ser saboreada com gosto e prazer.

Ao contrário do food que é fast, saborear é slow. Assim, como você não tem pressa, pode entremear cada mordiscada ou gole com palavras.

Palavras... voltamos ao território do Sagrado.

Um dos princípios inacianos que mais busco viver é o que diz: “não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma humana, mas saborear poucas coisas, intimamente...”.

Hoje, mais senhor do meu tempo, saboreio minhas poucas e preciosas certezas...

O tempo do mundo é rápido e fugaz como um macarrão instantâneo. O gosto vem num sachê industrializado, replicado aos milhões. Três minutos pra fazer, três pra comer...

A vida é um gourmet que nos convida a experimentar sabores que atravessaram séculos, milênios de sabedoria. A receita é outra. O tempero é diferente. O mundo quer pra já, a Vida quer pra sempre...

Tenho impressão que algum tradutor bíblico, lá atrás, se enganou. Jesus, na verdade, deve ter dito naquela ceia: “Tomai e saboreai, todos... é o meu corpo, é o meu sangue...”.
 Eduardo Machado

19/05/2017
“Ele permanece junto de vós e estará dentro de vós...” (Jo 14, 17)

O evangelho deste domingo nos apresenta a Páscoa como promessa e esperança do Espírito Santo, o “Paráclito” (defensor/consolador) dos seguidores de Jesus. Jesus mesmo tinha sido o ‘Paráclito’ de seus discípulos, mas agora envia seu Espírito para ser presença interior e companhia.

A Páscoa é Presença de Deus em nós. Presença que desvela nossa identidade e nossa verdade mais profunda: filhos(as) amados(as) do Pai.

O Evangelho de João é uma verdadeira catequese do “Espírito da verdade”, pois atua na intimidade das pessoas, des-velando sua originalidade interior no serviço aos outros. Não é uma doutrina a ser buscada nos livros dos teólogos ou nos documentos da hierarquia. É algo muito mais profundo. Jesus diz que “ela vive conosco e está dentro de nós”. É alento, força, luz, amor que chega do mistério último de Deus.

Este “Espírito da verdade” está no interior de cada um de nós, defendendo-nos de tudo o que nos pode afastar de Jesus. Quem busca Deus com honradez não está longe dele.

A sociedade pós-moderna apostou pelo superficial e “exterior” e se distanciou da dimensão profunda e da interioridade. Tudo convida a viver na superfície, no descartável. A paz não encontra espaços em nosso coração. Vivemos na globalização da dispersão e da superficialidade.

Dispersos, superficiais e desordenados... seduzidos por estímulos sensíveis, magnetizados por ofertas alucinantes...

A exterioridade absorveu a interioridade humana. Temos receios e medos de no enxergar e encontrar nosso vazio. Daí o andar em massa, repetir slogans e adota critérios estranhos.

O que dizer? Aonde ir? Como viver?

Emerge a necessidade do valor do interior, a dimensão do coração, das intenções profundas, das decisões que partem das raízes internas. Jesus prometeu o envio do Espírito Santo  que examina e purifica as trilhas do coração humano.

Ser seguidor de Jesus significa viver do Espírito, deixando-nos conduzir por Ele em direção à interioridade, do “eu profundo”, de onde brotam esperanças adormecidas e desejos infinitos.

Essa interioridade é um modo de ser, uma atitude de base a ser vivida em cada momento e em todas as circunstâncias. Mesmo nas atividades cotidianas mais simples, a pessoa que criou espaço para a profundidade e para a interioridade mostra-se centrada, serena e cumulada de paz, caminhando junto com os outros na mesma direção que aponta para a Fonte de vida e de eternidade.

Toda experiência espiritual significa um encontro com um rosto novo e desafiador de Deus, que emerge dos grandes desafios da realidade histórica.

A partir da interioridade, tudo se transfigura, tudo tem sentido, tudo vem carregado de veneração e sacralidade. Viver a interioridade é desenvolver a nossa capacidade de contemplação, de compaixão e de assombro.

Sem interioridade, Deus parece distante, o Cristo permanece no passado, o Evangelho torna-se lei, a Igreja uma simples organização, a autoridade transforma-se em poder, a missão em propaganda, o seguimento se burocratiza, a liturgia vira ritualismo...


Sem a experiência interior de Deus perdemos o sentido da nossa vocação cristã.


“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.

Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.

A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”.

Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.

Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.
Brasília-DF, 19 de maio de 2017
P – Nº 0291/17

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

No dia 20/MAI/1521 Inácio de Loyola caiu ferido, por uma bombarda, defendendo o castelo da cidade de Pamplona...

"Sob o mando do prefeito da cidade Herrera e o capitão Íñigo López de Loyola, após 12 longas horas de bombardeio, o capitão Loyola caiu gravemente ferido, e a guarnição que defendia o castelo se entregou. Se prometeu aos vencidos que respeitariam sua integridade, mas a população pamplonesa, furiosa pelos bombardeios indiscriminados, quis atacar os soldados, por isso os feridos foram levados para fora da cidade..."

Íñigo López de Loyola, com uma perna destroçada, foi vigiado pelo soldado navarro Esteban de Zuasti, e foi este quem curou suas feridas e acompanhou Íñigo até a casa familiar, em Loyola
.

Assim aconteceu. E dessa desgraça começou a surgir, por pura graça, um homem novo...

Estive nessa calçada, no lugar onde está essa placa de bronze, bem à beira de uma movimentada avenida. E ajoelhei-me com devoção lembrando a queda daquele homem mundano e vão quase 500 anos atrás... 

Deus é bom!