Final de ano é tempo de avaliação e recuperação.
Há meses, a professora italiana Franca di Blasio foi violentamente atacada por um dos seus alunos, repreendido por se recusar a fazer a tarefa escolar que lhe era proposta. O mocinho, 17 anos, lhe cortou o rosto com uma faca; mais de 30 pontos...
Estes dias, a docente foi declarada «Professora do Ano» em toda a Itália. Palmas para o ministro de Educação desse país. 
Nossos professores são heróis, e às vezes parecem ser jogados aos leões, tamanha é a agressividades em algumas salas de aula. 
No Oriente o respeito pelos professores é sagrado; entre nós, uma aventura que nunca se sabe como vai acabar. A violência nas nossas escolas é caso de polícia. Sem qualidade no ensino o futuro de uma nação está seriamente comprometido.
Parabéns à professora Di Blasio, pela sua coragem em continuar a ser quem é: docente e educadora. Após a agressão, ela teria dito: Nós falhamos na educação desse menino...
parabéns também aos nossos professores, eles e elas, por não desistir de tamanha missão. Há cicatrizes que nos engrandecem... 
Como você avalia a situação em nossas salas de aula?


O novo presidente do Brasil, o capitão reformado Jair Bolsonaro, aparentemente é o homem da Bíblia. Fez-se batizar nas águas do rio Jordão, e não esconde ser crente. Quando deputado no Congresso, afirmou que o Brasil não era um Estado laico, e sim cristão.

Conhece-se de Bolsonaro sua fé nas armas como antídoto contra a violência no Brasil. Seu gesto preferido é o da mão imitando o disparo de um revólver. Durante sua campanha eleitoral que lhe concedeu 57 milhões de votos, o candidato à presidência da República manifestou três grandes atos de fé pessoal e política: 1. Livrar os brasileiros das garras da violência; 2. Recuperar a economia em crise; 3. Luta sem trégua contra a corrupção política e empresarial.

Como homem da Bíblia, Deus pôs Bolsonaro perante uma prova de fogo com motivo do suposto escândalo de corrupção que atinge seu filho Flávio (*1981).  Algo que lhe deve ter feito recordar o episódio do patriarca Abraão e o sacrifício do seu filho Isaac (Gn 20).

Bolsonaro está sendo posto à prova para sacrificar seu filho Flávio

O que você pensa que o presidente eleito fará? 

Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem... (Lc 3,11)


Em meio às sombras e provocações que constituem o atual momento histórico, queremos, neste Tempo de Advento, dar vez à esperançano futuroda nossa vida. A esperançatem raízes na eternidade, mas ela se alimenta de pequenas coisas. Precisamos de um coração contemplativo para captar o “mistério”que nos envolve.

Num mundo de imensa injustiça social, a esperança se apresenta como uma força capaz de assumir nossa responsabilidade, para instaurar um mundo mais humanizador, abrindo-nos a um “mais além” que já está próximo, inventando e reinventando opções, sonhando com o “mais”e o “melhor”.Afinal, somos seres de “travessia”...

“Travessia”não apenas geográfica, mas “sair de si” para ir ao encontro do outro, e “passar”para o seu lugar, vendo o mundo a partir de sua perspectiva e não tanto da nossa. Não se trata de “dar coisas”, mas deixar-nos “afetar cordialmente”pela dor do outro.

Neste3º domingo do Advento, o apelo à mudança brota da voz de João Batista.Como responder? O quê devemos fazer?” O Batista enfatiza a necessidade de mudar a maneira de pensar e de agir:é preciso partilhar com os outros. Uma túnica sobrante abriga agora o corpo de um irmão.

Lucas apresenta a mensagem de João Batista a partir de uma perspectiva ética, que pode e deve aplicar-se a todos os povos. Deixa de lado os aspectos exclusivamente religiosos (confessionais) de sua mensagem e o condensa em um programa ético de deveres sociais, que se aplicam primeiramente a todos os homens e mulheres e logo a dois grupos especiais: os publicanos e os soldados.

É uma mensagem muito simples e que todos entendem. Não se trata de “matar” os publicanos e os soldados, mas de descobrir que também eles são humanos, iniciando a grande revolução da igualdade e partilha de bens. Para chegar a Jesus é preciso passar por João Batista.

João não faz alusão nenhuma à religião; o que ele pede a todos é melhorar a convivência humana pela libertação de apegos e avareza, para partilhar o que somos e temos. 
A sensibilidade solidária suscita um desejo novo que gera um horizonte de utopia e de esperança, e constrói um mundo mais justo e fraterno. A solidariedade é fonte de todas as qualidades espirituais: perdão, acolhida compassiva, tolerância, etc.
Asolidariedadepermeia e ressignifica toda a nossa existência. 

Os pobres têm um jeito de nos trazer de volta o essencialda vida. Eles são fonte de esperança e de autenticidade.Eles se tornam irmãos e nossosamigos.

Importa, pois, “re-inventar” asolidariedadecomo valor ético e como atitude permanente de vida. Na “nova comunidade” dos(as) seguidores(as) de Jesus, a partilhasubstitui a acumulação dos bens, palha seca palhaque o vento leva.

Vivemos a cultura da “palha”,que nos força permanecer na superficialidade, na aparência, e na exterioridade impedindo-nos perceber o trigode nossa interioridade.

O egonão ama ninguém além de si mesmo, e pode ser extraordinariamente cruel para com os outros. Aumentar os próprios celeiros não amplia o horizonte da vida. Não compartilhar é a maior pobreza do ser humano.



22:30 horas do dia 10 de dezembro de 2018. Acabo de chegar - juntamente com dois irmãos dominicanos, Frei Carlinhos e Frei José Fernandes - de um Ato Inter-religioso, realizado em frente à Catedral Metropolitana. O Ato - em comemoração dos 70 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos - faz parte da programação da 2ª Jornada de Direitos Humanos - de 01 a 13 de dezembro - promovida pelo Comitê Goiano de Direitos Humanos Dom Tomás Balduino, formado por cerca de 70 Entidades, comprometidas com a defesa e a promoção dos Direitos Humanos e da Justiça e Paz.
Há alguns dias, representantes da Coordenação do Comitê conversaram com Dom Moacir Arantes, bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia (que, posteriormente, relatou o teor da conversa a Dom  Washington Cruz, arcebispo de Goiânia) e com Pe. Daniel Lagni, pároco da Catedral, comunicando que o Ato Inter-religioso seria realizado em frente e na escadaria da Catedral, no dia 10, às 20 horas e que os participantes só entrariam na Igreja - que é do Povo - em caso de chuva.
Meus irmãos e minhas irmãs, pasmem! Chegamos na Catedral quando estava terminando a Celebração da Missa. No final da Celebração uma pessoa comunicou à Assembleia: Por motivo de segurança, hoje não teremos o Grupo de Oração. A Igreja fechará mais cedo. Com estas palavra, a Igreja preconceituosamente  “criminalizou” as Entidades e Movimentos Populares e chamou a todos e todas - eu também estou incluído - de “bandidos”: uma ofensa gravíssima. Que vergonha para a Arquidiocese de Goiânia!
Pessoas como essas podem ser chamadas de cristãos e cristãs? Com certeza não merecem esse nome. São os fariseus hipócritas de hoje, que fecham as portas da Catedral e não deixam Jesus entrar, na pessoa dos pobres e de todos aqueles e aquelas que lutam pelos Direitos Humanos, pela Justiça e Paz e por um Mundo Novo.
Imaginemos agora o contrário. Se Jesus fosse pároco da Catedral ou bispo de Goiânia, nesse caso como teria se comportado? Com certeza teria chegado ao local cedo, teria aberto as portas da Catedral, teria acesas todas as luzes e, sorrindo, teria acolhido de braços abertos - sem se importar com sua religião - a todos os irmãos e irmãs com muita ternura e muito amor. Com certeza, teria também participado do Ato Inter-religioso, anunciando a Boa Notícia do Reino de Deus, com um destaque especial para as Bem-Aventuranças. E o Papa Francisco? Também teria feito a mesma coisa. Lembremos os três Encontros Mundiais com os Movimentos Populares.
Se o pároco da Catedral e os bispos da Arquidiocese de Goiânia tivessem um mínimo de consciência do que significa ser cristãos hoje, teriam participado do Ato Inter-religioso, teriam feito as honras de casa e teriam acolhido a todos e a todas com a ternura de irmãos e irmãs. Quanta hipocrisia, quanta falsidade e quanto legalismo existem na Igreja!
Jesus nasceu como “sem-teto” na manjedoura de um estábulo, porque não havia lugar para ele dentro de casa. Hoje, em Goiânia, Jesus nasce na rua, porque “por motivo de segurança” não há lugar para ele dentro da Catedral.
Irmãos e irmãs, o que aconteceu no dia 10 deste mês de dezembro na Catedral de Goiânia foi um comportamento totalmente anti-evangélico. Foi uma violação dos Direitos Humanos em nome de Deus. Que Deus é esse? Não é certamente o Deus de Jesus de Nazaré. Desse Deus, que certos bispos e padres pregam, Jesus é ateu.
O pároco da Catedral e os bispos da Arquidiocese de Goiânia deveriam pedir perdão publicamente por aquilo que aconteceu. Foi um grave pecado contra o mandamento do amor a Deus e aos irmãos e irmãs, principalmente aos pobres. 
Ouçamos o convite do nosso irmão, o Papa Francisco a todos os cristãos e cristãs, incluindo padres e bispos: 
Soube que são muitos na Igreja aqueles que se sentem mais próximos dos Movimentos Populares. Muito me alegro por isso! Ver a Igreja (reparem!) com as portas abertas a todos vocês, que se envolve, acompanha e consegue sistematizar em cada Diocese, em cada Comissão ‘Justiça e Paz’, uma colaboração real, permanente e comprometida com os Movimentos Populares
Convido-vos a todos, bispos, sacerdotes e leigos, juntamente com as organizações sociais das periferias urbanas e rurais, aprofundar este encontro” (Papa Francisco aos participantes do 2º Encontro Mundial dos Movimentos Populares. Santa Cruz de la Sierra/Bolívia, 09/07/15).
Se o pároco da Catedral e os bispos da Arquidiocese de Goiânia tivessem atendido ao convite do nosso irmão o Papa Francisco, teriam deixado as portas da Catedral abertas e oferecido generosa e gratuitamente todo o apoio logístico necessário para a realização do Ato Inter-religioso. 
Pelo amor que tenho à Igreja, em especial à Igreja de Goiânia, diante de tudo o que aconteceu, a minha dor foi tão profunda, que - na noite entre o dia 10 e 11 - nem deitei. Só cochilei poucos minutos sentado, enquanto escrevia estas linhas, denunciando o fato. 
Uma outra Igreja é possível e necessária. Lutemos por ela! A esperança nunca morre!


O que você achou deste protesto?



Mesquita Sheikh Zayed renomeada como “Maria, Mãe de Jesus”...

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos decidiram mudar o nome de uma de suas mesquitas, lugar de culto muçulmano, para que, de agora em diante, se chame “Maria, Mãe de Jesus”.
A mudança de nome a “Mariam Umm Eisa”, árabe para “Maria, Mãe de Jesus”, foi decidido pelo xeique Mohammad Bin Zayed Al Nahyan, príncipe de Abu Dhabi e Comandante Geral das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos.
A poucos metros da mesquita está a igrejaanglicana St. Andrew.
Por outro lado, o Vigário Apostólico da Arábia do Sul,o Bispo católico Paul Hinder, também expressou sua satisfação pela mudança de nome da mesquita e disse que Maria “está de forma proeminente na Bíblia e no Corão (o livro sagrado muçulmano) e constitui um laço importante entre cristãos e islâmicos”.
Esta mudança de nome da mesquita “contribuirá para a paz e o entendimento mútuo não só em nosso país, mas em toda a região”.
O Papa Francisco visitará Abu Dhabi no início do mês de fevereiro de 2019.



Alguém sabe por que oferecem fones de ouvido a esses senhores?






Iguais? 
Parecidos?
Logo que vi lembrei ...