Ressurreição é um filme épico de 2016, dirigido Kevin Reynolds.

O enredo conta a história de Clavius (Joseph Fiennes), tribuno romano que, após a crucificação de Jesus, é encarregado por Pôncio Pilatos de encontrar o corpo supostamente roubado do nazareno (Cliff Curtis), para evitar que o povo o consagre como "messias".

Às vésperas de um levante em Jerusalém, surgem rumores de que o Messias judeu ressuscitou. Um centurião romano agnóstico e cético (Joseph Fiennes) é enviado por Pôncio Pilatos para investigar a ressurreição e localizar o corpo desaparecido do já falecido e crucificado Jesus de Nazaré, a fim de subjugar a revolta eminente. Conforme ele apura os fatos e ouve depoimentos, suas dúvidas sobre o evento milagroso começam a sumir.

A história de Jesus Cristo já foi retratada inúmeras vezes nas telonas. Jesus de Nazaré, Jesus Cristo Superstar, A Última Tentação de Cristo, A Paixão de Cristo... Agora, é a vez de Ressurreição chegar aos cinemas tentando contar a história de um ângulo um pouco diferente.

A trama se passa no ano 33 DC e foca sua atenção na ressurreição de Cristo. Após crucificá-lo, o exército romano deseja afastar qualquer ideia de que Jesus seria alguém especial ou objeto de fé. Tentando afastar os boatos de que ele iria ressuscitar em três dias, os romanos decidem vigiar seu corpo, para provar que não tem nada de especial. No entanto, ele acaba desaparecendo. Diante disso, o oficial Clavius (Joseph Fiennes) é designado a encontrar seu corpo e...

O filme possui problemas consideráveis, mas também tem seus méritos. Não se trata de um caça-níquel qualquer atrás de dinheiro de fiéis. Tem uma história e se propõe a desenvolvê-la cinematograficamente.

O neozelandês Cliff Curtis interpreta Cristo. Não é uma atuação brilhante, mas é interessante a opção por um ator com o tipo diferente do que geralmente o personagem é retratado, mas próximo do que seria na verdade.

Risen (no original) é um filme com bons cenários e figurinos. Ao mesmo tempo, é tudo muito simples. Não se trata de um mega-orçamento. Com isso, algumas sequências acabam sendo bem pobres se comparadas com grandes produções hollywoodianas. Já na primeira sequência, vemos uma cena de batalha. Com um exército enfrentando o outro: uma dúzia de pessoas para cada lado.


De qualquer forma, é um filme que não ofende, mas também não tenta catequisar ninguém. Conta uma história, onde tudo é muito simples e digno.

Para ver o filme CLIQUE AQUI

No final, se quiser, deixe seu parecer...



Fotografia atrevida, escura, indecente. Um terrorista avança pela `Via della Conciliazione´ a caminho do Vaticano... Na foto: Christmas blood! Wait! Natal Sangrento" Aguardem!

Veja a imagem... O Vaticano na frente... Ao lado uma metralhadora e uma mochila... No espelho retrovisor o rosto mascarado do terrorista... Parece que a foto foi tirada por um outro, no amanhecer do dia... Há pessoas que amanhecem tramando em fazer o mal!

Com o fim do califado, milhares se jihaditas estão voltando para suas casas na Europa. Os ataques do tipo “lobo solitário” têm se multiplicado, após as sucessivas derrotas que sofreram na Síria e no Iraque. Agora, eles voltam suas energias para a realização de atentados em várias partes do mundo... Aguardemos!

E você o que diz?



O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra foi instituído oficialmente em 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, local situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco. Zumbi foi morto em 1695, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Por muitos anos se quis ignorar sua pessoa e o que ele significava. 

Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das decisões políticas: Reformulação da história a partir do oprimido, Lei do preconceito de raça ou cor (1989), cotas raciais no âmbito da educação superior (2003), etc.

Quem lutou e morreu por uma causa justa merece ser lembrado por todos. 

Você gostaria de acrescentar mais alguma coisa?


Salve Zumbi dos Palmares!


A visita do Cardeal libanês Bechara Boutros Raï à Arábia Saudita foi qualificada de “histórica”.  Nunca um prelado católico, com suas insignias cristãs, pudera pisar antes essa terra sagrada do Islão.

O rei saudita  recebeu cordialmente o patriarca e cardeal Boutros Raï, 16/NOV, e manteve com ele reuniões de alto nivel. 

Esta visita tem um relevante significado religioso e político. O Cardeal é a mais alta autoridade cristã convidada, e os meios de comunicação do país saudita deram ampla cobertura à sua presença. Atualmente, o relacionamento entre ambos países (Arábia-Líbano) estava altamente tenso e contaminado 

Parece que um dos objetivos do Reino era demonstrar que o país estava dando passos significativos na modernização de suas instituições sociais, e poder divulgar um Islã moderado e pacífico, mesmo com o Líbano.

No comunicado final, o patriarca cristão e o rei saudita destacaram a importância de valorizar a tolerância religiosa, e a renuncia à violência terrorista.


Todos sabemos da falta de liberdade religiosa na Arábia Saudita e a proibição de construir igrejas nesse país. Quem sabe, começam a soprar novos ventos e as coisas mudem. Lembro que, além desta visita cardenalicia, poucos dias atrás houve outra mudança de grande significado social: A licença das mulheres sauditas para começar a conduzir...

Antes, eu via os cardeais da santa mãe Igreja visitando as ovelhas do próprio rebanho, mas agora, após a era do Papa Francisco os vejo `em saída´, indo a lugares nunca antes visitados... 

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HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
XXXIII Domingo do Tempo Comum 
19/NOV/2017 

Temos a alegria de repartir o pão da Palavra e, em breve, de repartir e receber o Pão eucarístico, alimentos para o caminho da vida. Deles precisamos todos nós, ninguém excluso, porque todos somos mendigos do essencial, do amor de Deus, que nos dá o sentido da vida e uma vida sem fim. Por isso, também hoje, estendemos a mão para Ele a fim de receber os seus dons.

E, precisamente de dons, nos fala a parábola do Evangelho. Diz-nos que somos destinatários dos talentos de Deus, «cada qual conforme a sua capacidade» (Mt 25, 15). Antes de mais nada, reconheçamos isto: temos talentos, somos «talentosos» aos olhos de Deus. Por isso ninguém pode considerar-se inútil, ninguém pode dizer-se tão pobre que não possua algo para dar aos outros. Somos eleitos e abençoados por Deus, que deseja cumular-nos dos seus dons, mais do que um pai e uma mãe o desejam fazer aos seus filhos. E Deus, aos olhos de Quem nenhum filho pode ser descartado, confia uma missão a cada um.

De facto, como Pai amoroso e exigente que é, responsabiliza-nos. Vemos, na parábola, que a cada servo são dados talentos para os multiplicar. Mas enquanto os dois primeiros realizam a missão, o terceiro servo não faz render os talentos; restitui apenas o que recebera: «Com medo – diz ele –, fui esconder o teu talento na terra. Aqui está o que te pertence» (25, 25). Como resposta, este servo recebe palavras duras: «mau e preguiçoso» (25, 26). Nele, que desagradou ao Senhor? Diria, numa palavra (talvez caída um pouco em desuso mas muito atual), a omissão. O seu mal foi o de não fazer o bem.

Muitas vezes também nos parece não ter feito nada de mal e com isso nos contentamos, presumindo que somos bons e justos. Assim, porém, corremos o risco de nos comportar como o servo mau: também ele não fez nada de mal, não estragou o talento, antes guardou-o bem na terra. Mas, não fazer nada de mal, não basta. Porque Deus não é um controlador à procura de bilhetes não timbrados; é um Pai à procura de filhos, a quem confiar os seus bens e os seus projetos (cf. 25, 14). E é triste, quando o Pai do amor não recebe uma generosa resposta de amor dos filhos, que se limitam a respeitar as regras, a cumprir os mandamentos, como jornaleiros na casa do Pai (cf. Lc 15, 17).

O servo mau, uma vez recebido o talento do Senhor que gosta de partilhar e multiplicar os dons, guardou-o zelosamente, contentou-se com salvaguardá-lo; ora não é fiel a Deus quem se preocupa apenas de conservar, de manter os tesouros do passado, mas, como diz a parábola, aquele que junta novos talentos é que é verdadeiramente «fiel» (25, 21.23), porque tem a mesma mentalidade de Deus e não fica imóvel: arrisca por amor, joga a vida pelos outros, não aceita deixar tudo como está. Descuida só uma coisa: o próprio interesse. Esta é a única omissão justa.

E a omissão é também o grande pecado contra os pobres. Aqui assume um nome preciso: indiferença. Esta é dizer: «Não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade». É passar ao largo quando o irmão está em necessidade, é mudar de canal, logo que um problema sério nos indispõe, é também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, porém, não nos perguntará se sentimos justa indignação, mas se fizemos o bem.

Como podemos então, concretamente, agradar a Deus? Quando se quer agradar a uma pessoa querida, por exemplo dando-lhe uma prenda, é preciso primeiro conhecer os seus gostos, para evitar que a prenda seja mais do agrado de quem a dá do que da pessoa que a recebe. Quando queremos oferecer algo ao Senhor, os seus gostos encontramo-los no Evangelho. Logo a seguir ao texto que ouvimos hoje, Ele diz: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40). Estes irmãos mais pequeninos, seus prediletos, são o faminto e o doente, o forasteiro e o recluso, o pobre e o abandonado, o doente sem ajuda e o necessitado descartado. Nos seus rostos, podemos imaginar impresso o rosto d’Ele; nos seus lábios, mesmo se fechados pela dor, as palavras d’Ele: «Isto é o meu corpo» (Mt 26, 26). No pobre, Jesus bate à porta do nosso coração e, sedento, pede-nos amor. Quando vencemos a indiferença e, em nome de Jesus, nos gastamos pelos seus irmãos mais pequeninos, somos seus amigos bons e fiéis, com quem Ele gosta de Se demorar.

Deus tem em grande apreço, Ele aprecia o comportamento que ouvimos na primeira Leitura: o da «mulher forte» que «estende os braços ao infeliz, e abre a mão ao indigente» (Prv 31, 10.20). Esta é a verdadeira fortaleza: não punhos cerrados e braços cruzados, mas mãos operosas e estendidas aos pobres, à carne ferida do Senhor.

Lá, nos pobres, manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, Se fez pobre (cf. 2 Cor 8, 9). Por isso neles, na sua fragilidade, há uma «força salvífica». E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso «passaporte para o paraíso». Para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais. Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais.

E isto far-nos-á bem: abeirar-nos de quem é mais pobre do que nós, tocará a nossa vida. Lembrar-nos-á aquilo que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo. Só isto dura para sempre, tudo o resto passa; por isso, o que investimos em amor permanece, o resto desaparece. Hoje podemos perguntar-nos: «Para mim, o que conta na vida? Onde invisto?» Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna? Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e «quem amontoa para si não é rico em relação a Deus» (cf. Lc 12, 21).

Então não busquemos o supérfluo para nós, mas o bem para os outros, e nada de precioso nos faltará. O Senhor, que tem compaixão das nossas pobrezas e nos reveste dos seus talentos, nos conceda a sabedoria de procurar o que conta e a coragem de amar, não com palavras, mas com obras.