35. Amigos para siempre! (Autobiografia de Santo Inácio de Loyola)

Não sei por onde Deus me leva, mas sei que Ele me conduz para Jesus...
O grupo de "amigos no Senhor", aqueles seis jovens universitários da Sorbonne de Paris, cresceu na ausência de Inácio, e mais três companheiros se juntaram a eles. Foram os padres diocesanos Cláudio Jaio, Saboiano e Pascásio Broet, francês, e o estudante de Teologia João Codure. Os três fizeram os Exercícios Espirituais sob a direção de Pedro Fabro e eis que agora, todos, se dirigiram a Roma.

Aqueles companheiros e amigos no Senhor dirigiam-se a Roma, divididos em três ou quatro grupos. O Peregrino ia com Fabro e Lainez. Nesta viagem foi muito especialmente visitado do Senhor. Inácio determinara, depois de ordenado sacerdote, ficar um ano inteiro preparando-se e rogando à Virgem Maria o quisesse pôr com o seu Filho. Estando um dia, algumas milhas antes de chegar a Roma, numa Igreja, fazendo oração, sentiu tal mudança em sua alma e viu tão claramente que Deus Pai o punha com Cristo seu Filho, que não teria ânimo para duvidar disto, de que o Pai o colocava com o seu Filho (Autob. 96)

Na velha capela da Storta e apenas a 16 km de Roma, Inácio de joelhos e com a cabeça inclinada entre suas mãos, teve uma grande consolação espiritual. Pareceu-lhe “ouvir” que Deus lhe dizia: Eu vos serei propício em Roma; eu estarei convosco. E “viu” tão claramente que Deus Pai o punha com seu Filho, que não podia duvidar disso.

Inácio “viu” interiormente Jesus carregando a Cruz e lhe dizia: Quero que tu nos sirvas. O que Inácio pedira por tanto tempo como graça: coloca-me com o Teu Filho, agora acontecia! Jesus o convidava a carregar sua Cruz...

Jesus aceitava aquele Peregrino que, 15 anos atrás se pusera no seu encalço, como companheiro. Decidir é importante, mas perseverar no decidido é pura graça de Deus!

Inácio se ordenará padre em 1537 e antes vivera, como leigo convertido, por mais de 16 anos.

Trinta e cinco anos se passaram daquela sua experiência de conversão! Deus entrou um dia na vida deste homem e mudou para sempre seus planos e projetos... De homem prepotente e mundano Deus o fizera despojado, irmão e peregrino... Agora, já no fim da sua vida, sentia que seguir Jesus foi o mais importante que ele fizera... 

No dia 31 de julho de 1556 nosso Peregrino chega ao fim da sua caminhada. Nessa época, mais de 1.000 outros companheiros jesuítas já percorriam caminhos e cidades, propondo aos interessados os Exercícios Espirituais e a mística do querer "ajudar"... 

Missão cumprida, Senhor, agora deixa ao teu servo partir em paz !... 

Como herança, ficaram seus amigos e amigas, os Exercícios Espirituais, a Companhia de Jesus e um amor apaixonado pelo Senhor e a sua Igreja...   

Uma pergunta: Qual a herança que você vai deixar?


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