Deus e o mal...

O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê... (M. de Barros)
Se Deus existe, por que há tanto mal no mundo? Esta pergunta incomoda a muitos e a resposta não é fácil. O sofrimento dos inocentes é um mistério!

Quando sofremos um desastre ou experimentamos uma doença grave pensamos, instintivamente, ser castigo de Deus ou que pelo menos ele o permite... Temos uma visão estranha e não muito correta de Deus! Deus não quer, nem permite, nem causa o mal. Ele o estranha tanto quanto nós!

O mal é tão negativo e desumano que o próprio Jesus o experimentou na sua carne e morreu dolorosamente para destruí-lo. Sua ressurreição é a vitória definitiva sobre o mal e o pecado! A morte não tem mais a última palavra!

Deus não quer o mal e ele é fruto do mau uso da liberdade humana. Fomos feitos para amar, mas alguns preferem sacanear e até odiar. Este sério desvio é fruto da liberdade humana, sempre limitada. A criação de Deus saiu boa do seu coração!

A parábola do Paraíso revela o mau uso da liberdade já nos primórdios da história humana. A orientação que damos a nossa vida depende da motivação que cada um carrega. Deus é responsável da nossa liberdade, mas não de como a exercemos!

O mal que experimentamos é fruto das nossas limitações físicas, psíquicas ou morais e nunca é castigo de Deus, pois Deus é amor!

Pecado não é “ilegalidade” ou simples infração de normas impostas por um Deus exigente, mas consequência do mal praticado e corrupção da nossa vontade. Quem percorre esse caminho se deteriora e rompe a harmonia socioambiental.

O ‘pecado’ (do latim ‘pecus pecudis’= animal que come no campo) é fruto do mal praticado e significa viver rasteiramente, como simples animais, frustrados e num nível de existência inferior ao que nos corresponde.

Deus não compete conosco, mas está sempre ao nosso favor! Somos limitados, mas caminhamos para a plenitude...

Por último, prescindir de Deus também não ajuda a superar a tragédia do mal. Todo mal sentido ou encontrado é um convite para maior fé em Deus e solidariedade fraterna. O sopro divino no início da criação nos fez imagem e semelhança de Deus. Nossa vocação verdadeira é o amor, pois Deus é amor.

Uma pergunta: Quem é Deus para você?

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