Estrelas a nos guiar...

Há pessoas que nasceram com uma estrela na testa...
Hoje fala-se abertamente sobre a “patológica” psicologia das pessoas públicas.  Parece como se a vida emocional e sexual delas ficasse sempre à vista de todos. São muitos os que se posicionam criticamente sobre a vida particular dos outros. Como viver em profundidade e coerência o que somos sem cair na hipocrisia ou em estilos de vida dupla?

Nossa primeira reação diante dos “casos patológicos” ou escandalosos dos outros não deve ser a censura. Não adiante esconder, nem silenciar, nem censurar as notícias que se filtram por toda parte. Não podemos colocar-nos numa “estufa”, protegendo-nos sempre da opinião pública: TV, cinema, revistas e jornais... A liberdade de expressão é um direito adquirido, mas a misericórdia e o perdão deveriam ser maiores do que as possíveis fraquezas.

Também não adianta muito “matar ou denegrir o mensageiro”; desautorizar os escritores com revelações ou insinuações de suas limitações ou “motivos” inconscientes inconfessáveis... A melhor atitude é a de conhecer a realidade, analisá-la e aprender algo com ela. Reconhecer o que de fato existe, sem querer “tapar o sol com a peneira”. O realismo é a melhor cura de todas as doenças.

Quem é perfeito? A decepção entra cedo no coração das pessoas. Não é fácil carregar continuamente as limitações dos outros. Contudo, queiramos ou não carregamos juntos os fardos de todos, pois estamos umbilicalmente unidos pela nossa natureza. A vitória de um é a de todos e os nossos pecados também são compartilhados. Há um mistério nesta comunhão de santos e pecadores. Quem não estiver disposto a compartilhar suas fraquezas não sabe o que é ser humano.

Dito isto, desejamos viver e reproduzir mais o positivo do que o negativo, com as nossas palavras e ações. Não é fácil ser positivo! Como bons samaritanos vamos ao encontro dos outros, para ajudá-los.

Alguns dizem que a beleza salvará o mundo. A beleza, a verdade e o amor. Uns concretiza mais uma coisa do que outra. Caminhos diferentes, mas parecidos pela sua gratuidade e luminosidade. Nossa limitação existencial atrai mais o que precisamos. Nossas carências revelam a incompletude da nossa existência. 

Dizem que as jovens gerações participam da “fragilidade psicológica e existencial de seus contemporâneos”. Mas, eu sempre pensei que o nosso entulho seria o nosso melhor pedagogo, pois nos faz mais humildes e nos aproxima do amor (os carentes!), da verdade (os inteligentes!) e da beleza (os místicos!). É uma busca contínua deixando de lado o autorreferencial.

É uma alegria saber que sempre estamos a caminho completando o que somos. Sem amor, nada somos; sem a verdade, não há profundidade e sem a beleza perdemos a paixão.

O importante é que sempre haverá alguma estrela a nos guiar...

Uma pergunta: O que você mais busca?


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