17/JUL: Beato Inácio de Azevedo sj (1526 - 1570) e 39 Companheiros, Mártires do Brasil...

Todos tão amados pelo Senhor...

Inácio de Azevedo nasceu em Porto/Portugal e aos 22 anos entrou para a Companhia de Jesus (Jesuítas), após fazer a experiência dos Exercícios Espirituais.

Finalizados os anos de formação em filosofia e teologia, foi nomeado vice-provincial de Portugal e reitor do Colégio de Braga, mas sua grande paixão era ser missionário. Pelo seu caráter empreendedor e generoso São Francisco de Borja, Superior Geral da Ordem, nomeou-o Visitador do Brasil.

Chegou à Bahia em 1566 e aqui ficou por quase três anos. Vendo que a messe era imensa e poucos os operários voltou para Portugal, em busca de novos missionários. Pelo seu zelo apostólico e santidade conseguiu um grupo numeroso de jesuítas para o Brasil.

A nau em que viajavam Inácio de Azevedo e mais 39 religiosos, a maioria jovens, foi interceptada por piratas calvinistas, que os apunhalaram e jogaram no mar. Um sobrinho do capitão da nau, João, que desejava entrar para a Companhia de Jesus, se fez passar por jesuíta vestindo um hábito deles. Os huguenotes, pensando que ele também era um dos religiosos, o mataram, completando assim o número dos 40 mártires. Por isso este jovem de 19 anos foi chamado de João “Adauto”, isto é “acrescentado” ao número dos mártires.

Um ano depois aconteceu o mesmo com outros 12 jesuítas que vinham para aqui.

O martírio desses 52 jesuítas, humanamente falando,  foi uma catástrofe para a evangelização do Brasil, mas como o sangue dos mártires é semente de novos cristãos, cremos que aos olhos de Deus eles foram os melhores evangelizadores do país e logo foram reconhecidos como “os 40 Mártires do Brasil”.

O primeiro grupo, massacrados em 1570, foi beatificado pelo Papa Pio IX, em 1854.

Beato Inácio de Azevedo rogai a Deus pelas vocações à Companhia de Jesus no Brasil.

Uma pergunta: o que esta história tem a ver com você?


Um comentário:

  1. Penso que hoje temos novas formas de martírio. Lembro meus tempos de colégio, quando eu falava que participava ativamente da programação da Igreja, que não podia viajar na Semana Santa devido aos compromissos na igreja. Muitos me "zoavam", tentavam me convencer a viajar. Assim como os calvinistas ridicularizavam a fé dos católicos.

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