CELEBRAÇÃO DA LUZ...

Material necessário:

1.      Bíblia
2.      Velas para cada participantes
3.      Um menorá ou um círio Pascal
4.      A sala onde se realiza a celebração deve poder escurecer-se completamente
5.      No centro da sala ou em um lugar de destaque, coloca-se o menorá ou o círio.

Para leitura e comentários definir um celebrante, leitor 1 e leitor 2.

Introdução (a ser feita em sala separada):
Dividi-se a assembléia em seis grupos. Cada grupo corresponde a um dia da criação. Cada participante, identificando-se com um determinado dia da Criação, tentará vivenciar, ao máximo, a “sua” criação, o seu nascimento e aparecimento no mundo e no universo. Por exemplo, se o no primeiro dia Deus criou a terra, os participantes do grupo no 1 procurarão fazer parte da maravilha que é ser céu ou terra, etc. Do mesmo modo quando for lido o texto do anti-Gênese. Os dias da Criação representam os dias de nossa história.

Ambientação:
A sala deverá estar escura e acesa somente a vela central do menorá (ou do Círio). As outras velas vão se acendendo (ou apagando!) conforme a leitura do Gênese ou anti-Gênese. Cada participante deverá estar já na sala com a vela na mão (apagada) e ciente do número do dia da sua Criação (ou do seu grupo).

Celebrante: Iniciemos nossa celebração, manifestando que Deus é comunidade e nos reúne em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Cada um de nós representa um dia da Criação. Mergulhemos nesta maravilha de sermos criados no amor de Deus. Á medida em que forem lidos os dias da Criação, as pessoas do número do dia mencionado se aproximarão do Círio aceso, acenderão as suas velas, em sinal da presença do amor e da luz de Deus em sua vida; será acesa também uma vela, a primeira, do menorá.

Leitor 1:
Gn 1,1 a 2,4. (Leitura pausada, devagar, fazendo uma pausa depois de cada dia da Criação, permitindo que as pessoas acendam as suas velas. Depois da leitura, quando todos já estiverem com suas velas acesas, pedir-se-á aos participantes que partilhem o que significou, para eles, o dia da Criação que vivenciaram).

Rito da Escuridão


Celebrante:
O amor de Deus, na criação, é podado e sufocado pelo egoísmo do Homem. É a história do pecado na história dos homens e na nossa história. Vamos agora representar a participação de cada pessoa, na ruptura com o plano de Deus, do mesmo modo que representamos um dia da Criação. Agora, tentaremos vivenciar um dia de destruição. Mergulhemos nesta realidade de pecado que destrói e sufoca o amor de Deus. Á medida em que forem lidos os dias do Anti-Gênese, as pessoas do número do dia mencionado apagarão as suas velas, em sinal da ruptura com Deus e com os outros homens. Serão as trevas do egoísmo entrando na nossa história e na nossa vida!

Leitura do texto do Anti-Gênesis
Leitor 2:
Perto do fim dos tempos, o Homem quis viver só, longe de Deus que o criou. Assumiu-se como absoluto e senhor de toda a terra. A terra era bela e fértil, a luz brilhava nas montanhas e nos mares. A terra estava cheia de vida, o azul do céu resplandecia, o ar era puro.
Disse então o Homem: dividamos o céu e a terra... que alguns homens possuam todo poder sobre o céu e outros sobre a terra. Que a ganância de possuir mais dê origem a discórdia e lutas fratricidas, e assim o sangue humano seja derramado sobre a terra. E assim foi! Foi a primeira noite, antes do fim. (O grupo do 1o dia apaga as suas velas).

Homem disse: tomemos o céu, que ele seja cinzento, cheio de fumaça, e gazes venenosos e que o ar seja poluído. Lancemos nele aviões, foguetes “Scuds” e bombas “inteligentes”. E assim se fez! O homem achou que assim era melhor. AS pessoas começaram a levar consigo máscaras anti-gás. Foi a segunda noite, antes do fim. (O grupo do 2o dia apaga as suas velas).
Homem disse: que as águas sobre a face da terra se encham de navios, de produtos químicos e de lixo das cidades. Que naveguem, nas águas, no fundo dos oceanos, submarinos atômicos, capazes de poluir e destruir povos sobre a terra. E o Homem afirmou: acabemos com o verde das florestas! Coloquemos em seu lugar plantas que dêem mais lucro, prédios que acumulam riquezas e asfalto, para que não nasçam mais plantas! E assim se fez! Os homens ficaram encantados com os avanços conquistados! Foi a terceira noite, antes do fim. (O grupo do 3o dia apaga sua velas).

Homem disse: não nos importemos mais com o sol, com as estrelas e que a lua perca o seu encanto. Façamos nós mesmos os nossos luzeiros, e que sejam coloridos, para que brilhem nas noites de nossas cidades. E que bombas sejam lançadas ao céu, para fazer o mesmo clarão das noites de tempestade. E assim se fez! O Homem abafou o encanto da Lua e das estrelas e, no seu lugar, colocou satélites espiões. O Homem viu tudo o que tinha feito e ficou orgulhoso da sua façanha. Foi a quarta noite antes do fim. (O grupo do 4o dia apaga suas velas).

Homem disse: tomemos todos os peixes das águas e os animais das florestas. Que a pesca seja permitida em todos os tempos, por esporte, necessidade ou crueldade. Joguemos petróleo e veneno no mar, para que assim os peixes morram envenenados e as praias fiquem mal cheirosas e poluídas. E disse ainda mais: Criemos um esporte entre os homens, para que possam matar as aves do céu, e que seja o vencedor aquele que mais aves conseguir abater! E assim se fez! O Homem viu que assim era melhor, foi a quinta noite, antes do fim! (O grupo do 5o dia apaga sua velas).

Disse o Homem: cacemos, à vontade, os animais das florestas, façamos tapetes, calçados e roupas com sua bela pele. E aqueles que ainda sobrarem, sejam trancados, domesticados, sirvam de lazer e experiências de laboratório! E, por fim, gritou sem pudor: Façamos um grande deus à nossa imagem e semelhança! Que ele abençoe tudo o que nós fizemos, esteja a serviço de nossas ideologias e projetos, sirva de acomodação para os pobres e marginalizados. E que este deus se multiplique entre os homens, tomando várias formas na vida das pessoas. Que cada um possua o seu próprio deus, seja o deus do lucro e da ganância, da técnica, do poder ou do prazer. Que estes deuses dominem o Homem e o façam, cada vez mais egoísta! E assim foi! Foi a sexta noite, antes do fim! (O grupo do 6o dia apaga sua velas).

Na sétima noite, o Homem ficou só, cansado e vazio. Não havia nada sobre a face da terra! Um frio e um tremor os envolviam por toda parte. Só havia ódio, discórdia e morte. No maio daquela solidão, quase infinita, caiu a peste. Foi o fim do Homem! Veio então uma ventania ensurdecedora, arrasando o nada que havia ficado. Uma escuridão espantosa tomou conta de tudo. Era o caos!... (Pausa).
Depois, muito depois, se fez um silêncio encantador, uma brisa suave começava a passar!... era o Espírito de Deus pairando novamente sobre a terra!

Silêncio para meditação

(O celebrante faz algum comentário. Em seguida, motiva as pessoas a pedirem perdão, partir do anti-Gênese que vivenciaram. Dá-se um tempo, para que cada um possa expressar, orando, o que sente).

Celebrante:
Nosso Deus é rico em misericórdia e bondade. Ele perdoa os nossos pecados. Escutemos a Palavra de Deus.

Leitor 1: Is 9,1-6
O celebrante faz um comentário sobre a leitura, ressaltando o amor de Deus. Entoa-se um canto e, à medida que vão cantando, alguém se aproxima do Círio, que ficou aceso, acende a sua vela e vai passando a outros. A morte só se vence com solidariedade daqueles que são capazes de ser luz e passa a outros a mesma luz!

Finaliza-se rezando, abraçados, a oração do Pai Nosso.



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