16/MAI: Santo André Bobola SJ (1591-1657), padroeiro da Polônia...

Entrei no mais fundo de mim...

André nasceu na Polônia, 1591, de pais nobres e cristãos. Aos vinte anos, ingressou no Noviciado dos jesuítas de Vilna, Lituânia. Como padre, André foi um homem de paz numa época de guerras violentas entre poloneses, russos e cossacos.

Além do conflito político, havia naquela época também o religioso: católicos, ortodoxos e protestantes sentiam-se mais inimigos do que irmãos. Nesse cenário complexo o Pe. André Bobola desenvolveu o seu apostolado. Todos, católicos ou não, admiravam a coragem deste homem de Deus.

Uma revolta dos cossacos, a serviço do Império Russo e inimigos da Polônia, desencadeou uma perseguição político-religiosa sem precedentes. Igrejas, conventos e seminários foram incendiados e os católicos, torturados e martirizados. Todavia, o Pe. André Bobola não desistiu do seu ministério, até que um dia os cossacos o capturaram e, lhe infligiram um dos martírios mais cruéis da história... Ferido e coberto de sangue,  jogaram-no numa estrumeira. Uma hora mais tarde, o capitão, passando por lá, mata-o com um golpe de sabre no pescoço...

Os católicos recolheram o cadáver do mártir e o enterraram, embrulhado num lençol, num rústico caixão, na chão da cripta da Igreja dos jesuítas, onde já havia outros corpos em decomposição.

Quarenta anos depois, o Pe. Martinho Godebski, reitor, querendo escolher André como protetor do colégio, manda escavar a cripta, para recolher os ossos. A cripta estava inundada, ao ponto que todos os caixões estavam estragados e os ossos dos outros jesuítas lá enterrados estavam misturados ao corpo de André Bobola, “as vestes do corpo de André estavam podres, e ao serem tocadas desfaziam-se em pó... Mas o corpo, apesar das centenas de feridas, estava incorrupto,  e sua pele, carne e músculos macios... não percebemos nenhum mal cheiro, pois seu corpo achava-se como se houvesse sido sepultado naquele momento”.

O corpo foi então passado a um féretro novo e colocado destacadamente na cripta mortuária.

Uma inspeção oficial, 62 anos após o martírio, achou o corpo de André novamente incorrupto. Em 1808, o corpo foi trasladado e exibido por diversas cidades de Rússia e em 1917, a mesma incorrupção. Mesmo morto, o corpo de André pregava a reconciliação entre os povos e as religiões.

Em 1922, um pelotão das tropas bolcheviques invadiu a Igreja dos jesuítas e jogou o corpo pelo chão, deram-lhe pontapés, até que o encarregado da igreja conseguiu que os oficiais do exército terminassem com aquela sacrílega profanação...  e assim, levaram o corpo mutilado para um museu de Moscou... André sofreu o martírio mais prolongado da história! 

Três séculos e meio após a sua morte, o corpo de André está visível num relicário de prata e cristal, sob o altar-mor da igreja que leva o seu nome: Santo André Bobola, em Varsóvia.

O papa Pio XI o proclamou santo, 1938, e padroeiro da Polônia, junto com Nossa Senhora de Czestochowa e apóstolo da Lituânia.

André Bobola viveu 66 anos, mas seu corpo viajou ao longo de três séculos por toda a Europa.

Santo André Bobola, rogai a Deus pela fraternidade entre as pessoas e as religiões!

Uma pergunta: Você é realmente "ecumênico"? 

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