O caminho tortuoso da caverna tailandesa...


Foi uma odisseia bem sucedida, após momentos de angústia profunda no seio da terra. Onze horas para percorrer o trajeto de ida e volta, até onde estão os 12 meninos e o seu treinador, presos na caverna alagada. Só para percorrer o primeiro trecho são necessárias oito horas. Caminho repleto de dificuldades. Visibilidade nula, desníveis grandes, corredores muito estreito em alguns pontos... É uma viagem exaustiva, explica Ivan Karadzic, 44 anos,  mergulhador voluntário no resgate. Mais de 1.000 pessoas participaram deste resgate!

Karadzic mergulhou nas águas da gruta poucas horas depois de que outro mergulhador morresse ao ficar sem arma viagem de retorno, após levar cilindros de oxigênio aos 13 jovens bloqueados. O trabalho árduo e complicado.

O primeiro desafio começa antes mesmo de chegar até a água. É preciso andar durante uma hora e meia por um caminho “brutal”. Está cheio de água e barro até o joelho. Há pedras, desníveis para cima e para baixo, mudanças de direção, quedas de cinco, dez metros. É muito ruim... Tanto que ao chegar à zona alagada e antes de entrar na água é preciso descansar. Parada de 45 minutos para recuperar forças...

Uma vez na água, a experiência também não é fácil. Não há nenhuma visibilidade, e a água está muito suja. Em algumas partes, os túneis se tornam muito estreitos. Em outras, a profundidade pode chegar a cinco metros. O avanço é difícil e cansativo. Um alívio chega com algumas pequenas bolsas de ar pelo caminho. A temperatura é relativamente fresca, cerca de 20 graus centígrados.

Karadzic chegou até a bifurcação do túnel, após oito horas. À frente está o ponto mais perigoso do percurso, onde a passagem desce e sobe em forma de U, e com muita dificuldade cabe uma pessoa. Até mesmo passar os cilindros de ar por ali é complicado. Os obstáculos complicam a passagem, mas não a impedem.

É “possível” retirar as crianças mergulhando. Outra alternativa é impossível. E assim foi feito.

Os meninos foram acompanhados por mergulhadores militares tailandeses. Na grande maioria do trajeto há espaço para que nadem duas pessoas juntas, e os mergulhadores puderam ir acompanhando os meninos sem problemas. 

A morte de um mergulhador foi um duro golpe para todos. Contudo, contamos com voluntários e mergulhadores fenomenais, alguns dos melhores do mundo.

E desse modo, todos foram resgatados com vida.

Uma pergunta: O que você tira de bom nesse relato?



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