Protagonistas do diálogo: Santa Sé e autoridades chinesas...


O pensamento da Igreja sobre os movimentos políticos de matriz marxista, foi sempre capaz de distinguir entre a condenação das posições teóricas inaceitáveis e as realizações práticas dialogantes.

Desde o tempo do Papa João Paulo II, foram estabelecidos contatos institucionais com as autoridades chinesas. Foram iniciadas conversações confidenciais que, no início, não deram resultados significativos. Mas a Santa Sé estava determinada em prosseguir o diálogo, manifestando uma atitude respeitosa para com o governo chinês e tentando esclarecer a natureza religiosa da Igreja Católica e a finalidade do trabalho da Santa Sé em nível internacional.

Algo de análogo parece ter acontecido no pensamento do Partido Comunista da China em relação à Igreja Católica.

Em 2001, o Papa João Paulo II falou da necessidade do diálogo com as autoridades chinesasNão é segredo para ninguém que a Santa Sé, em nome de toda a Igreja Católica, faz votos da abertura de um espaço de diálogo com as Autoridades da República Popular da China onde, superadas as incompreensões do passado, se possa trabalhar juntos para o bem do povo chinês e pela paz no mundo. E o Papa Bento em 2007 deixou claro que no diálogo a Igreja Católica que está na China tem a missão não de mudar a estrutura ou a administração do Estado, mas de anunciar aos homens o Cristo.

A Igreja reivindica o direito e a liberdade de proclamar o Evangelho. A construção de uma justa ordem social é tarefa, antes de tudo, da política, mas sendo ao mesmo tempo uma responsabilidade moral e humana primária, a Igreja oferece a sua própria contribuição através da purificação da razão, a formação ética e a voz profética, também construtivamente crítica quando necessário.

A Santa Sé está aberta a um diálogo com as Autoridades da República Popular da China e faz votos de ver depressa estabelecidos caminhos concretos de comunicação e de colaboração. Neste sentido, o Papa Francisco deseja continuar o compromisso do diálogo. E pede para perseverar nas negociações oficiais com o governo chinês, com toda a prudência e o discernimento necessários, mas também com a visão e tenacidade incansável que nascem da fé em Deus.

Isso explica por que o Papa, em várias ocasiões, expressou o desejo de visitar a grande nação chinesa e encontrar o Presidente da China.

Por enquanto, não há muito a mais a não ser rezar e torcer para que um dia o melhor aconteça.


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