Somos homofóbicos?...


No domingo, 25/NOV, tive um encontro com 12 pessoas homo-afetivas de Campinas e Indaiatuba. Número até significativo...

O encontro fraterno e descontraído aconteceu em Itaici. Os participantes? Quase todos formados em diversas universidades, profissionais e oriundos de diversos estados. O mais idoso? Sem dúvida, eu: 76 anos de idade; o mais jovem: 25 anos...

Entre os participantes havia um recém-casado no civil, outros dois convivendo juntos a caminho de uma união civil... Um formado em linguística, outro jornalista; um trabalhando na TI de uma multinacional, outros ainda doutorandos... Gente inteligente, tranquila e bonita. Todos católicos praticantes, menos um moço que se dizia ateu, provavelmente por ter sido excluído de criança da sua comunidade de origem. Algumas atitudes públicas matam mesmo até a fé dos mais fortes...

Havia também uma mãe de família que adotou o grupo como seus novos filhos e filhas, um padre jovem e eu, jesuíta... 

Nos apresentamos. Lembro que a um certo momento, a senhora, mãe de dois filhos (um deles gay) graciosamente disse: Eu creio que até o Bolsonaro é gay! Todos rimos, e entendemos que os mais enrustidos provavelmente escondem suas tendências mais ocultas...

Um jovem muito inteligente dizia-me que até gostaria de ser padre, mas era consciente que a Igreja não o aceitaria por sua orientação plural e diversa... Eu fiquei calado, como Pedro diante de Pilatos.

E será que a nossa igreja ficará também muda, se omitindo no `casamento´ deste povo?

Foi uma tarde profunda e questionadora. E saí com uma convicção: Todos somos importantes na Igreja do Senhor!


5 comentários:

  1. Sou católica e não sou homofóbica, mas acho desnecessário “esfregar” sua sexualidade na cara dos outros, coisas íntimas devem permanecer na intimidade, independente da sua sexualidade! (Patrícia T)

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  2. Padre, a questão não é ser homofóbico, eu não sou, pois não persigo homossexuais, alem de aceitar a privacidade e opções.sexuais das pessoas.mas estar na missa e vir um bando de lesbiscas agressivas, subir no altar defecar e fazer sexo, já é demais, para minha aceitação. Quem gosta de falta de respeito? São eles que semeiam a homofobia, não nós... (J.C.M)

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  3. SOMOS homofóbicos sim ! SOMOS, enquanto sociedade ! Desde os primórdios da humanidade !
    Tribos indígenas (em todo o mundo) são homofóbicas....

    Assim como SOMOS racistas, sexistas e etc....

    Esse SOMOS, diz respeito à uma coletividade cultural que, pouco a pouco, vem diminuindo esse segmentarismo psico/afetivo/social que acompanha o ser humano em sua passagem pelos tempos !

    Agora, NAO SOU homofóbico, racista, sexista.....
    Isso é opção individual, singular, de cada indivíduo e cabe somente a ele interpretar sua pasagem fisica por esse plano de vida que Deus o concedeu....

    Mas a coletividade ainda é, em sua imensa maioria, avessa ao que foge do padrão !

    Só não me perguntem que padrão é esse, pois cada um tem o seu !

    Todavia, quem não vê distinção sexual ( X x Y) fisiológica, fugiu da aula de Biologia !

    E notem que coloquei o X em primeiro plano !

    Sem entrar nos méritos psicológicos, sociais e religiosos ! (Fábio A)

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  4. Veja como o mundo está realmente louco. O texto tenta "legitimar" um comportamento sexual por fatores sociais e profissionais. Um casal com filhos, é um casal com filhos sejam eles empresários, médicos, domésticos ou trabalhadores braçais. Uma pessoa pode ter sucesso profissional e apresentar várias anomalias e perversões, que a princípio, não são detectáveis, veja o famoso caso do médico Abdelmasih que era uma sumidade em sua área de atuação. Se quisessem demonstrar, que de fato, as pessoas desse grupo levam uma vida "normal" teriam que mostrar que possuem relacionamento estável, entre tantos outros aspectos, que não estão demonstrado e que eu duvido que aconteçam. Dizer que é "católico praticante" é quase um nada. Só subtende que frequentam qualquer igreja, e hoje há igrejas e padres para todos os gostos e tendências. Há um vídeo, mais antigo de Bolsonaro na Câmara dos Deputados prestando uma homenagem ao então Deputado Clodovil, que apesar de homossexual, era um defensor da família. Uma homenagem carinhosa sem qualquer traço de homofobia

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