Documento de Abu Dhabi sobre a Fraternidade humana...



Passaram-se alguns meses e o Documento sobre a fraternidade humanaassinado no dia 4/FEV/2019 pelo Papa Francisco e o xeque Ahmad al-Tayyeb, ainda não foi bem digerido por todos nós.

O testo foi olhado com desconfiança e lente de aumento pelos teólogos mais críticos e escrupulosos da ortodoxia católica. Outros, porém, o acolheram com entusiasmo por encontrar nele pontos de referimento para uma convivência mundial fraterna e responsável.

Alguns textos semelhantes foram firmados no passado, mas agora quem assinou não foram os delegados, mas o próprio Papa Francisco e o líder máximo dos sunitas da universidade islâmica al-Azhar do Cairo/Egito. 

Anos atrás, o Papa Francisco recebera o líder palestino Maḥmūd Abbās e o então presidente de Israel Shimon Peres, nos jardins do Vaticano. Era o domingo de Pentecostes do ano de 2014. E o Papa recordava a responsabilidade que os políticos tinham de acabar com a espiral de violência e de ódio entre países, religiões e pessoas. Isso só poderia ser feito se tivéssemos o outro como irmão, pois todos somos filhos do mesmo Pai.

O documento de Abu Dabi versa realmente sobre a Fraternidade humana, rejeita a violência contra todo ser humano, e aposta por uma convivência pacífica na nossa casa comum. O futuro está nas nossas mãos, e depende do dialogo, conhecimento mútuo e colaboração fraterna. 

A Declaração de Abu Dhabi, contudo, gerou algumas polêmicas quando afirma que “o pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos”.

Nada que objetar quanto a cor, sexo, raça e língua, mas dizer que Deus quer também a diversidade religiosa é uma tese nova e potencialmente problemática para os mais escrupulosos. 
 E você o que pensa?


0 comentários:

Postar um comentário