A saga interminável de Emanuela Orlandi digna de um filme de terror...


Emanuela Orlandi (1968-1983), filha de um cidadão e funcionário do Vaticano desapareceu misteriosamente em Roma. A vítima, graciosa e bela, tinha 15 anos de idade quando sumiu.
O que poderia ser uma aventura de uma adolescente converteu-se numa saga interminável e obscura, um filme de terror e espionagem que envolvem o Estado italiano, o Vaticano, o Instituo para as Obras de Religião (IOR), a Banda della Magliana, o Banco Ambrosiano e os serviços secretos de vários países, e ainda não foi resolvido.
Em junho de 2008, Sabrina Minardi, testemunha no julgamento contra a Banda della Magliana  afirmou que Emanuela Orlandi teria sido sequestrada pelo chefe da Banda, e em seguida morta e jogada em um misturador de cimento, por essa organização criminosa. O namorado de Emmanuela, criminoso da Banda Magliana, possuía contatos com o arcebispo Paul Marcinkus (curiosidade: foi quem me ordenou de diácono em Roma), que através de Roberto Calvi(já que a Magliana injetava dinheiro no banco controlado pelo Vaticano) teria dito a ela que o sequestro foi uma ordem de Marcinkus, que queria enviar uma "mensagem para alguém acima deles". Segundo Sabrina, o pai da jovem Emanuela, funcionário do Vaticano, "teria visto documentos que não devia ter visto", sendo necessário mantê-lo calado. A publicação do depoimento de Sabrina Minardi provocou protestos do Vaticano.
Em 14/05/2012, a polícia italiana exumou o corpo do gangster De Pedis, chefe da Banda Magliana, depois de receber uma denúncia anônima de que o túmulo continha pistas sobre o paradeiro de Emanuela. O corpo de De Pedis estava realmente enterrado na Basílica de Santo Apolinário, juntamente com papas e cardeais, entretanto o corpo de Emanuela não foi encontrado. Segundo fontes, o cardeal Ugo Poletti, em face a um montante conspícuo de dinheiro, deu sua benção para o sepultamento do criminoso na Basílica. 
Pouco depois, o Pe. Gabriele Amorthfamoso `exorcista´ de Roma, afirmou que a mocinha teria sido raptada por um membro da polícia do Vaticano para orgias sexuais, e logo depois assassinada. Amorth disse que o incidente envolveu também os agentes de uma embaixada estrangeira não identificada. Outras fontes policiais afirmam que o sequestro da mocinha foi feito por terroristas extremistas muçulmanos para exigir a libertação de Mehmet Ali Agca, preso após ele ter atirado no Papa João Paulo II.
Até aqui, o imbróglio italiano que nunca termina. Dia 117JUL vão levantar as lápides desse pequeno cemitério e ver o que encontram... 
Este suspense interminável já dura mais de 35 anos!


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