Amamos como nos amaram?



Os relacionamentos humanos além de complexos são facilmente condicionados. O apego da criança com seus pais ou cuidadores determina seu desenvolvimento físico e emocional. Nossas relações amorosas reproduzem aquelas de apego vividas na infância.

Existem tipos de apego com a mãe que reproduzimos instintivamente em nossas relações emocionais de adulto.
Se a figura materna se preocupou sinceramente pelo bebê atendendo suas necessidades e transmitindo afeto, isso facilitará a progressiva autonomia da criança. Quando a `a mãe´ se ausenta, e a criança apesar do desgosto sentido consegue se acalmar sozinha, e quando a mãe volta fica bem com ela, isso fará dela uma pessoa que sabe equilibrar a presença física e o vínculo afetivo. Serão pessoas que se sentem queridas, e não dramatizam as ausências necessárias dos seus parceiros. 

O problema surge quando a figura materna ou cuidadora se mostra hostil e fria nas relações e demandas afetivas da criança e evita o contato físico com o bebê... Isso originará um adulto inseguro e acanhado nas suas necessidades afetivas. Conheço um pai que nunca foi beijado nem abraçado quando criança e continua repetindo esse relacionamento reprimido e frio com seus filhos...  

Quando a figura cuidadora mostra atitudes imprevisíveis com a criança, alternando indiferença ou carinho a seu bel-prazer, gerará um adulto inseguro, ansioso e melodramático. Serão pessoas carentes e muito dependentes dos seus parceiros. Felicidade ou desânimo dependerão da atenção que recebemos.

O desorganizado é o tipo mais patológico do apego. Quando a figura cuidadora é insensível e manifesta atitudes violentas com a criança teremos adulto neurótico, cheio de medos, agressivos e inseguros... Para esses adultos as relações afetivas serão sempre ameaçadoras, e com certeza farão o possível para evitá-las.  

Os transtornos do `apego´ nascem de um déficit de segurança, carinho e atenção na infância. Uma boa notícia? Esse aparente determinismo não é absoluto, pois é possível reparar suas consequências com uma terapia psicológica adequada. 

Eis a nossa tarefa: Perder o medo, ganhar confiança e respeito por si mesmo, e pelos demais. 

Uma pergunta: Estas considerações o/a ajudaram a se entender mais e melhor?


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