O ex-núncio Viganò sobre o caso de Emanuela Orlandi...


A Santa Sé poderia guardar alguns documentos sobre o desaparecimento de Emanuela Orlandi 1968-1983), como o texto do telefonema que chegou ao Vaticano naquela mesma noite. Depois, há eclesiásticos que ocuparam posições-chave naqueles anos e, portanto, poderiam revelar mais do que o que foi feito até hoje... 

O ex-núncio, Carlo Maria Viganò, falou sobre o caso de Orlandi pela primeira vez. 

A história daquelas primeiras horas do desaparecimento de Emanuela Orlandi é confiada a Aldo Maria Valli, ex-vaticanista do Vaticano Rai e hoje autor de um blog com posições muitas vezes críticas em relação ao pontífice. Pietro Orlandi, irmão de Emanuela, que estava procurando a verdade, relança em sua conta do Facebook a entrevista com estas palavras: "O que só poderíamos indicar como fonte agora tem nome e sobrenome".

A história de Viganò fornece nomes e sobrenomes, lugares e até algumas avaliações pessoais. Como aquele que do chamado "americano", pessoa que telefonou ao Vaticano para abrir negociações com o então secretário de Estado, cardeal Agostino Casaroli, poderia ser de fato um maltês. Segundo a reconstrução de Viganò, na mesma noite do desaparecimento de Emanuela Orlandi, em 22 de junho de 1983, por volta das 20 horas, nem duas horas depois que a menina foi vista saindo da escola de música em Sant'Apollinare, um estranho chamado ao Vaticano pedia para falar com Casaroli, que estava na estrada, na Polônia, com João Paulo II. A ligação chegou à assessoria de imprensa do Vaticano. "Foi por volta das 20 horas, ou talvez mais tarde, quando recebi uma ligação do padre Romeo Panciroli, então diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, que me anunciou que uma ligação anônima havia sido enviada à sala de imprensa anunciando que Emanuela Orlandi fora seqüestrado. O padre Panciroli me disse que me enviaria imediatamente um texto com o conteúdo da ligação".

O que pretende o ex núncio Viganò, depois de tantos anos, colocando mais lenha nesta fogueira que nunca acaba? Isto é, pelo menos, morboso e patético!




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