O tapa que o Papa me deu... (Pe. Bruno Franguelli, sj)


É verdade que o tapa que ele me deu foi carinhoso, mas poderia não ser. Não sou irrepreensível, nem mesmo ele o é e nem tem a pretensão de sê-lo. Francisco nunca foi amigo da hipocrisia. É absurdamente ele mesmo o tempo todo. 
Numa era da religião das aparências e de falsas santidades, o Papa parece seguir um caminho diferente. Não tem preocupação com sua imagem; prefere caminhar na trilha da conversão cotidiana que, enquanto houver vida, sempre será insuficiente e inacabada. Por isso não se justificou, mas pediu perdão pelo "mau exemplo". 
Não só te perdoamos, santo Padre, mas também te pedimos perdão por exigir que sejas uma espécie de semideus; por não respeitar tua humanidade; por não querer te aceitar e amar como és. 
Lembrei-me das palavras de Santa Jacinta, a pastorinha de Fátima, que li estes dias nas memórias da Ir. Lúcia. Elas são muito atuais:
"Não sei como foi, eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande de joelhos diante de uma mesa, com as mãos no rosto a chorar; fora de casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre, temos de pedir muito por Ele."


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