Reforma da cúria para este ano?



2020 será o ano da reforma da cúria romana. Sete anos após a eleição do Papa Francisco, a reestruturação do aparato do Vaticano será concluída. 

A aprovação da Constituição Apostólica Praedicate Evangelium prenuncia essa decisão. Tudo deve ser definido como um novo departamento que teria a tarefa de convocar os chefes dos dicastérios para coordenar e avaliar as prioridades.

A reforma prevista deve ter qualidade espiritual e moral, como também estrutural, dando prioridade à proclamação do Evangelho e não tanto a do controle das igrejas. Isto levaria a um reequilíbrio de responsabilidades entre a Cúria Romana e as Conferências Episcopais, algumas vezes sufocadas.

A sinodalidade deverá ser o novo estilo de governo e vida eclesial, tanto em nível diocesano como em âmbito universal. 

Os discursos do Papa à Cúria romana por ocasião das saudações de Natal foram incisivos e proféticos. Lembremos quando em 2014 e 2015 foram abordadas as tentações e virtudes da Cúria, e que poderiam ser estendidas às nossas comunidades cristãs. 15 tentações e 12 virtudes!

Em 2018, o discurso papal visou os abusos de poder, consciência e sexualidade. E no ano passado, 2019, lembrou aquela frase do Cardeal Carlo Martini (1927-2012): A Igreja permaneceu duzentos anos atrás.

Desde a fundação da nova cúria em 1588, apenas três papas tiveram a coragem de reestruturar seu aparato: Pio X em 1908, após o Concílio Vaticano I, e a perda do estado papal, Paulo VI em 1967, após o Concílio Vaticano II, e João Paulo II limitou-se a algumas pequenas melhorias.

A reforma iniciada por Francisco é a quarta reforma curial. E o pessoal que trabalha na Cúria (quase 2.500 pessoas) terá que se considerar a serviço do Papa e dos bispos. 

A reforma curial é certamente um sinal vivo da Igreja peregrina. "É necessário reiterar, disse o Papa em 2016 - que a reforma não é um fim em si mesma, mas é um processo de crescimento e de conversão. A reforma não tem um objetivo estético, como se a cúria devesse ser mais bonita, nem pode ser entendido como uma espécie maquiagem para embelezar o corpo curial dos idosos ... A reforma da Cúria não ocorre de forma alguma com a mudança de pessoas - o que certamente acontece e vai acontecer - mas com a conversão das pessoas



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