Mulher católica, divorciada 2 vezes, 8 filhos de 2 homens diferentes, virou freira e chegou a fundar uma nova congregação religiosa...


Mary Clarke (1926-2013) nasceu em Beverly Hills, EUASeu pai era empresário de sucesso. Mary e 2 irmãos foram criados em meio à opulência e ostentação do mundo do cinema. Entre seus vizinhos havia grandes celebridades de Hollywood.

 

O pai de Mary era um homem afetuoso, e se assegurou de conscientizar os filhos sobre a importância de ajudar os outros. Esse desejo de servir se arraigou em Mary, mas, antes de florescer plenamente, precisou esperar que a tumultuada juventude dela encontrasse paz e serenidade na vida.

 

Mary se casou aos 18 anos e teve 3 filhos, dos quais o 1º faleceu pouco depois do parto. O casamento, porém, terminou em divórcio. Ela se uniu civilmente, em Las Vegas, com Carl Brenner, e teve com ele mais 5 filhos. Esta 2ª união também desembocou no divórcio.

 

Mary foi se envolvendo cada vez em obras de caridade: distribuição de comida, remédios e roupas para os detentos no presídio de La Mesa.

 

A situação terrível daquele local, considerado um dos piores presídios de todo o México, a impactou profundamente. Sua crescente compaixão e amor pelo próximo se voltou especialmente aos presidiários. Mary Brenner passou os 10 anos seguintes indo e vindo à prisão de La Mesa, para onde levava doações, mas, acima de tudo, amor e misericórdia.

 

Sua presença se tornou popular entre os presos, homens e mulheres, que esperavam com entusiasmo as visitas de Mary a ponto de começarem a chamá-la de “La Mamá”. Até o prefeito da cidade passou a lhe oferecer alojamento na cidade.

 

Quando Mary costurou para si mesma um hábito de freira e foi contar a sua história ao bispo de San Diego, ele respondeu que já sabia tudo sobre ela, deu-lhe a bênção e validou seu ministério. Mary escolheu o nome de Antônia, e, como Madre Antônia Brenner, fundou a congregação das Servas Eudistas da 11ª Hora, para mulheres a partir dos 45 anos de idade que desejassem servir aos mais necessitados. Além da bênção do bispo, ela também recebeu a de dom Juan Jesús Posadas, bispo de Tijuana, que lhe concedeu autorização para o exercício do seu ministério.

 

Quando seus filhos se emanciparam, Mary doou todas suas propriedades pessoais, renunciou à sua casa e se mudou para o presídio de La Mesa: sim, ela obteve licença para morar lá dentro.

 

Seu novo lar era uma cela de 3 metros quadrados, na seção feminina de um dos piores presídios do México. Ela viveria dali em diante como qualquer outro preso, dormiria na cela de cimento e se alimentaria da água e da comida da prisão. 

 

De manhã, fazia fila como todos os demais prisioneiros. As “comodidades” da sua cela só incluíam um crucifixo na parede, uma Bíblia, um dicionário de espanhol e uma dura cama de cadeia. Este seria o seu lar durante os 32 anos seguintes.

 

La Mamá”, também chamada de “Anjo do Cárcere”, convivia livremente com traficantes de drogas, ladrões, assassinos, estupradores. Muitos desses homens e mulheres estavam entre os mais violentos e desesperados da espécie humana. A todos, ela oferecia suas orações.

 

Caminhava feliz em meio deles, os confortava, secava suas lágrimas e sustentava sua cabeça nas próprias mãos, no leito de morte. O anjo do cárcere chegou até a resolver motins internos com sua singela intervenção.

 

O que fazia que terríveis criminosos, alguns dos quais nunca antes tinham amado nem recebido amor, chamassem carinhosamente de “Mamãe” uma senhora nascida nos faustos de Beverly Hills? A Madre Antônia Brenner conseguia ver, de verdade, o rosto de Cristo em todos os prisioneiros com quem estabeleceu contato, levando misericórdia e amor a cada um deles. E eles lhe respondiam com o mesmo amor que recebiam.

 

Eu acredito que algum dia a Madre Antônia Brenner vai ser canonizada.


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Um comentário:

  1. Quando Deus chama alguém e é acolhido , Ele faz maravilhas no coração da pessoa... Que vida linda a dessa mulher que se entregou ao Senhor !!! Deus seja louvado pelas maravilhas que realiza em nós !!!

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