Meu oleiro... (Pe. Francys SJ)



Muitas vezes trago em minhas mãos pedras e sequidão,

autossuficiência e rigidez, incompreensão e prisões,

pois ainda não vislumbrei a transformação e a elevação

que sonhaste para mim.

 

Mas Tu, Oleiro da Vida, fazes de mim Tua obra.

Arrancas de mim as pedras e o barro seco 

que já não se deixam modelar.

Arrancas de mim a dureza que ainda me impede

de aceitar meu oco e meu vazio,

como lugares de abertura ao Mistério.

 

Arrancas de mim o medo da fragilidade que me torna

novamente maleável, do encontro que me põe 

em constante movimento das mãos que podem alterar

minhas formas imperfeitas.

 

Por isso eu Te dou graças por Tua generosidade

que faz de mim novamente um simples vaso capaz 

de carregar gratuitamente o Tesouro de ser Teu

amigo, companheiro e servidor."

 

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