Companheiros de Jesus...





O itinerário percorrido por Inácio de Loyola não foi unicamente geográfico. Mais que um simples deslocar-se, de uma cidade para outra, tratou-se de um modo de viver e de se situar no mundo. 

Em sua breve estadia na Terra Santa, Inácio ficou muito marcado com a imagem do Cristo companheiro, que o chama a caminhar e a trabalhar com Ele. Em cada canto daquela terra Inácio “via” Jesus ocupado em estabelecer o Reino do Pai. E não estava só, mas com o grupo dos apóstolos, seus companheiros.


chamado de Jesus feito aos apóstolos e o posterior envio deles para a missão, são duas páginas do Evangelho que marcaram profundamente Inácio e que se encontram refletidas nas meditações mais tipicamente inacianas: o chamado do Reino, as Duas bandeiras e nos Três binários.


Inácio, depois de ter posto materialmente os seus pés sobre as pegadas de seu Senhor e beijar o solo que Ele havia pisado, compreende que a terra de Cristo era o vasto mundo de seu tempo. Desde então, para além do deserto e da peregrinação a Jerusalém, abre-se diante de seus olhos, um outro horizonte.

 

Inácio volta-se para o mundo, para esse borbulhar de acontecimentos sócio-político-religiosos, no qual reconhece o lugar da Encarnação. E para fazer-se presente neste vasto mundo, de uma maneira original e criativa, decide “estudar”; forma-se em Paris, onde tira o título de mestrado em filosofia e teologia. Sente-se um homem novo, por ser mais universal e fraterno. 


Mesmo durante o período de l541 até 1556, instalado em Roma, Inácio continua sendo o pobre peregrino que um dia escolheu ser por amor ao seu Senhor. A partir de seu pequeno quarto, continuava estando presente em todos os lugares do mundo, por onde seus novos companheiros andavam: Europa, África, Ásia e América...



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