Anjos da nossa cidade

Os antigos acreditavam que as pessoas tinham um anjo da guarda e as cidades também. Estes seres bons defendiam seus protegidos dos contínuos percalços da vida. Lembro ainda da oração aprendida de pequeno: Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou, a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa, me ilumina. Amém”.

A devoção de sermos resguardados por seres superiores, tem raízes bíblicas: Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei" (Ex 23, 20). Deus nos leva e nos agasalha sempre, mas algumas vezes o sentimos quase perceptivelmente por meio dos seus anjos. O povo da Promessa o sentia assim desde que saiu do Egito, ano de 1.230 AC.

Na época do Brasil colônia, os anjos foram figuras comuns no barroco mineiro. Eles embelezaram não só as nossas igrejas, mas a vida pesada e difícil dos habitantes de aquele tempo. Os anjos pintados, esculpidos ou aparecidos certamente encantavam e traziam maior esperança ao coração daquelas pessoas.

A centenária cidade de Santa Rita do Sapucaí também foi presenteada e ornamentada, na sua história, com diversos anjos. Seria difícil numerá-los, mas hoje quero lembrar de dois: Monsenhor José Carneiro e o Pe. José Furusawa, jesuíta, vindo do longínquo Oriente. Ambos com idades parecidas, 90 e 91 anos, concretizam ainda o melhor do coração humano: a amizade sem distinções.

Finalizo recordando a frase de B. Bretcht: Há homens que lutam um dia, e são bons; Há outros que lutam um ano, e são melhores; Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons; Porém há os que lutam toda a vida: Estes são os imprescindíveis. Monsenhor e o Pe. Furû, como carinhosamente são conhecidos, são para muitos de nós, anjos bons que Deus colocou em nossa cidade.


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