O homem "invisível"...

Os rios começam a sumir pelo fim...
A sociedade que temos está ficando perigosa e, às vezes, me dá medo. Não é só a violência que nos rodeia, mas o modo de viver que vamos espontaneamente fazendo. Nem tudo está certo, mas fazemos de conta que o está. E isso é perigoso.

Está tudo bem? Não, não está! A sociedade que temos não é a que queremos e os relacionamentos íntimos provavelmente carregam muita falsidade. Omitindo a verdade vive-se na superficialidade da mentira. Somos capazes de representar diversos papeis no mesmo dia. Como conviver com um falsário e não perceber?

Você lembra do filme The Truman Show (O Show de Truman: o Show da Vida), de Peter Weir, 1998? Eu saí da sala com o sentimento de que todos estamos sendo enganados, controlados e manipulados. Sempre e continuamente!

Esse sentimento é antigo. Platão achava que vivíamos no mundo das ideias e não no da realidade e o dramaturgo espanhol Calderón de la Barca, na peça La Vida es sueño, 1635, apresentava a mesma angústia: Será que é verdade o que vivemos ou estamos sonhando?

Hoje as coisas ficaram mais confusas, pois vivemos numa aldeia global, onde o problema de um virou o de todos.

Política e economia são controladas, em âmbito mundial, por um pequeno grupo. E onde fica a tão sonhada liberdade pessoal? Somos condicionados interna e externamente pela cultura dominante. Somos apenas cobaias que alguém pode num segundo deletar?

Diante dessa situação angustiosa alguns decidem sempre pelo melhor e outros, pelo contrário, quanto pior melhor. Os primeiros são maravilhosos, os segundos, os "encapetados" e invisíveis são perigosos!

Uma pergunta: Você faz parte de que grupo? 

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