Tédio em demasia... (cf. Gilmar P. da Silva sj)

Meus desconhecimentos aumentaram...
Sabe aquela vontade de comer algo que não se tem bem em mente o que seja? Não é fome ou apetite, mas certa necessidade de comer algo. Você abre a geladeira – abarrotada de coisas –, olha e olha e não encontra nada. Pois bem, talvez essa vontade esteja relacionada com algo mais sério: o tédio.

Não se quer nada especificamente, mas sente-se inquieto e o ato de comer parece, instintivamente, a resposta. Há quem faça o mesmo no uso da internet, com as redes sociais. Busca-se não se sabe o que, encontra um monte de coisa e, ao sair, tem-se a sensação de nada ter encontrado. Tudo são formas atenuadas de tédio.

O tédio é parente da melancolia e da angústia, um daqueles estados de alma que nos inquietam e que, geralmente, mascaramos a vida inteira. Quando se está entediado, há um certo desconforto que atinge em cheio a existência da pessoa e sua relação com o mundo. Desinteresse por tudo.

A pessoa quer algo, mas não há um objeto específico para o seu desejo. Então, ela olha para tudo e nada se apresenta como capaz de satisfazê-la. Nada interessa. Eis aqui o tédio: vontade de qualquer coisa que se converte em vontade de coisa alguma. Falta algo, sensação de vazio. 

O tédio é vontade vazia e esvaziadora.

Uma pergunta: Você já experimentou o tédio?

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