É ELE, É O SILÊNCIO (Pe. Benjamin González Buelta SJ)



Hoje todas as criaturas
me negam a palavra. Não querem deter com sensações passageiras
minha viagem sem fim ao Absoluto


Fecho os olhos e desço sem esforço, tão sereno de certeza, 

neste silêncio amigo.

Apalpo a escuridão
espessa que me acolhe.
Não há pontes nem perfis,
não há passos nem ambições, não há teu nem meu.


Não escuto tagarelices
nem sussurros.


É o silêncio, por fim,
sem limite que acolhe sem medida.

É o grande ouvido que escuta a mais leve fantasia. 
É o silêncio mudo que não tenta convencer-me.

É a existência pura
antes de matizar-se
em tamanhos e cores,
antes de explodir
em amores e palmeiras.


É o silêncio de um ventre materno que me retém
o tempo exato de renascer para o futuro, para a irmandade inumerável,
a verdade de todos, a estréia do abraço e o riso sem razões.


É ele! É o Silêncio!

0 comentários:

Postar um comentário