Exortação Apostólica do Papa Francisco: Gaudete et Exsultate...


É a tercera exhortação apostólica do Papa Francisco, tras 'Evangelii gaudium' e 'Amoris laetitia'. E, as três levam no seu título a palavra `alegria´. Misericórdia e alegria são duas realidades que marcam o pontificado de Bergoglio
A santidade não algo estranho ou para poucos, pois ela acontece na vida de muitas pessoas. Na Exortação Apostólica 'Gaudete et Exultate', o Papa indica como viver a santidade em um mundo que desafios nossa fé. O documento começa falando sobre o espírito da alegria. 
Tornamo-nos santos vivendo as bem-aventuranças evangélicas.

A vida da santidade está intimamente ligada à misericórdia. Santo é aquele que sabe comover-se e mover-se para ajudar os que precisam.

O título "Gaudete et Exsultate", ("Alegrai-vos e exultai"), repete as palavras que Jesus dirige aos que são perseguidos ou humilhados por causa dele.

O documento possui cinco capítulos, e o Papa continua seu magistério mais profundo: O pobre e o doente são "carne de Cristo sofredor."

Primeiro capítulo: O "chamado à santidade". Há dois tipos de santos: os `canonizados´ oficialmente pela igreja, e os outros, muitíssimos, e que vivem ao nosso lado. A santidade é para todos!

Segundo capítulo: inimigos da santidade. Fala do "gnosticismo" e o "pelagianismo", duas heresias dos primeiros séculos do cristianismo, e que continuam a ser de alarmante atualidade.

O gnosticismo busca a salvação pela mente humana. Reduzem o ensinamento de Jesus a uma lógica fria e dura sem referência a sua pessoa. Eles  preferem um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, e uma Igreja sem povo (nn. 37-39).
O neo-pelagianismo é outro erro gerado pelo gnosticismo. O objeto de adoração não é mais a mente humana, mas o "esforço pessoal", para cumprir determinadas normas ou serem fieis a um certo estilo de vida, aparentemente católico. Os pelagianos, creem que se auto justificam pelas suas próprias forças, e não pela graça de Deus. Santo Agostinho dizia: "Deus te convida a fazer o que possas e a pedir o que não podes".
O pelagianismo se apresenta, nos dias de hoje, na obsessão pela lei, no fascínio das conquistas sociais e políticasno cuidado minucioso da liturgia, na doutrina e no prestigio da Igreja, etc... Eles convertem a igreja em "uma peça de museu e numa prática de poucos".
Terceiro capítulo: As Bem-aventuranças, caminho para a santidade. A santidade consiste em "ser pobre no coração", "reacionar com humildade e mansidão", "chorar com os que choram", "buscar a justiça ", "agir com misericordia", "manter o coração puro de todo desamor", "semear a paz " e "aceitar cada dia o caminho do Evangelho, embora traga problemas".  "Bem-aventurados os misericordiosos": contém a grande regra do comportamento cristão, descrita em Mt 25: o Juízo Final. Ser santo não é revirar os olhos num suposto êxtase, mas viver Deus por meio do amor aos últimos.

Existem ideologias que "mutilam o Evangelho": Há cristãos sem um relacionamento com Deus, e transformam o cristianismo “numa espécie de ONG, privando-o da espiritualidade irradiante", e outros, "suspeitam de todo compromisso social", considerando-o superficial, mundano, comunista ou populista.

O Papa reafirma, também, “a defesa do nascituro”, pois toda vida humana é  sagrada. O mesmo acontece com os migrantes, pois eles são outros Cristo (n. 103). O "consumismo hedonista" é contrário às obras de misericórdia (nn. 107-108).

Quarto capítulo: Características "indispensáveis" para uma vida santa. Perseverança, paciência e mansidão, alegria e senso de humor, audácia e fervor.

O caminho da santidade é vivido "em comunidade" e "em constante oração" (nn. 110-152), pois a vida cristã é uma luta “constante" contra a "mentalidade mundana" que "engana, atordoa e nos torna medíocres" (n. 159).

Quinto capítulo: combate ao Maligno (n. 160-161). Quem não lutar ver-se-á exposto ao fracasso e à mediocridade. As maquinações do Maligno devem ser contrastadas com a "vigilância", na oração, adoração eucarística, e os Sacramentos, e uma vida permeada na caridade.

Por fim, o Papa destaca o "discernimento", particularmente necessário numa época "que oferece enormes possibilidades de ação e distração". Pede cuidado especial para os jovens, "expostos a um constante zapping", em mundos virtuais distantes da realidade (n. 167).

Não se faz discernimento para reconhecer como podemos cumprir melhor a missão que nos foi confiada no Batismo. (174)




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