Analise da conjuntura nacional: Um futuro sombrio paira sobre todos nós...

  

 

O mundo inteiro já passava por graves problemas quando explodiu a pandemia. Havia um aprofundamento da crise econômica e um aumento das tensões políticas em quase todos os cantos do planeta. O coronavírus foi um catalisadorFicou claro que vivemos uma economia que mata! Experimentamos profundas tensões estruturais e conjunturais que se agravaram em 2020 e 2021. Pode ocorrer um genocídio viral

 

O dinheiro e as finanças ganharam muita autonomia e passaram a dominar a política. O capitalismo venceu

 

Em 2021, sofremos com uma gravíssima pandemia que coloca o mundo à prova. A crise sanitária da COVID-19 se tornou uma tragédia global, e outras pandemias estão por vir. As consequências perdurarão pela próxima década e o mundo que sairá tende a ser mais dividido e mais desigual

 

A pandemia tem modificado significativamente a economia e a sociedade. Buscamos luzes que possam auxiliar na travessia desse triste momento histórico.

 

Diante deste quadro complexo, destaca-se a pandemia, a economia e a política brasileira; o Povo de Deus sofre com a doença e a fome e o governo federal agravaram esta situação. 

 

Vivemos o maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil. O mundo nos olha com perplexidade. A quantidade de óbitos se aproxima de 400 mil, com uma média móvel diária, em abril, acima de 3 mil mortos 

 

Os trabalhadores da saúde têm enfrentado uma carga excessiva de trabalho, que resulta em adoecimento. A esse desgaste dos profissionais da saúde acrescenta-se à insuficiência de quadros para dar conta dessa grande e demorada pandemia: falta de oxigênio para os pacientes e baixa dos estoques de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e cientistas do mundo inteiro vêm orientando que três ações são fundamentais no combate à pandemia: uso de máscaras e limpeza das mãos; distanciamento social; vacinação em massa da população. Os números atuais do contágio e o colapso da assistência aos doentes, devido à saturação do sistema hospitalar, indicam a necessidade de medidas fortes e urgentes no que toca à vacinação e ao distanciamento social. Para diminuir o impacto da demora na compra e distribuição das vacinas, os especialistas apontam a necessidade urgente de variar o portfólio de seus fornecedores. 

 

Convivemos com um falso dilema: ou se prioriza o combate à pandemia, ou o crescimento econômico e os empregos. Empresariado e governantes defendem a manutenção das atividades econômicas, em claro desacordo com as posições de cientistas e de pesquisadores da área da saúde. Manter a economia funcionando seria a escolha mais acertada, segundo eles, mesmo que a crise sanitária se agravasse. Falso dilema, pois tanto a crise econômica e a crise sanitária estão fundamentalmente correlacionadas. O colapso no sistema de saúde pode ocasionar o colapso no sistema econômico. Caminhamos na direção do aprofundamento da crise econômica e sanitária.

 

(Analise de conjuntura baseada na da CNBB/2021)


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