16 – Reunião: Maria, mãe de Jesus

Oração Inicial (de mãos dadas e olhos fechados, cada um faz no silêncio do seu coração sua prece. Depois alguém do grupo lê em voz alta: Nunca Te vi, Senhor Jesus, e mal te conheço... Desejo muito Te ver, amar e seguir... Hoje peço uma graça a Nossa Senhora,tua Mãe, como Santo Inácio de Loyola o fazia: Coloca-me com o Teu Filho! Amém.
  
Graça a pedir: que eu saiba “ver”, “ouvir” e amar o Senhor Jesus, que Maria me apresenta.

Partilha da oração destes dias.

Ler: Lucas 5, 1-11 (Jesus escolhe seus discípulos)

Cada um fica com uma das passagens abaixo, para refletir por alguns minutos e partilhar depois algumas das qualidades de Maria, como aparecem nestas escrituras:
  • Lc 2, 1-21;
  • Lc 1, 26-38;
  • Lc 1, 39-56,
  • Lc 2, 22-52,
  • Mt 2,1-23
  • Jo 19, 25-27
Tema da reunião: A Bem-Aventurada Virgem Maria

1. Maria no NT. Ela é a discípula fiel e primeira testemunha de Jesus, sendo também a primeira a ser remida.

Jesus pode ser datado e localizado. É tradição bem antiga, anterior aos evangelhos, a indicação da humanidade de Jesus: nascido de mulher (Gl 4.4). É a primeira menção do NT sobre Maria. O acento é cristológico. João diz: O Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória; (Jo 1.14). É neste contexto da história da salvação que as afirmações feitas a respeito de Maria, recebem seu mais profundo significado.

Neste caminho da encarnação do Verbo está à disposição de Maria de ser serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1.38). Conforme os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas a mãe de Jesus é Maria. Ela estava casada com um carpinteiro de nome José (Mt 13.55, Jo 6.42). Marcos (Mc 6.3) menciona quatro “irmãos” de Jesus que o pai da igreja Jerônimo entende como primos. Os evangelhos contam também que a proclamação de Jesus, inicialmente, causava alguma dificuldade para a sua mãe e parentes (Mc 3.31-35, Mt 12.46-50, Lc 8.19-21).

Mateus e Lucas destacam a concepção de Jesus pelo Espírito Santo. O anjo anuncia: O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; e por isso aquele que vai nascer será santo e será chamado Filho de Deus (Lc 1.35). A este anúncio, Maria submete-se em obediência de fé. Esta fé é então exaltada por Isabel: Bendita aquela que creu o que lhe foi dito da parte do Senhor (Lc 1.45).

Maria exalta o Senhor; Ela não se gloria: Minha alma exalta o Senhor e meu espírito se encheu de júbilo por causa de Deus, meu Salvador, porque ele pôs os olhos sobre a sua humilde serva...  (Lc 1, 46-55). Essa humilde serva é bem aventurada.

Maria está presente ao lado do Filho, na Cruz. João descreve a cena: Vendo assim a sua mãe, e perto dela o discípulo que ele amava, Jesus disse à sua mãe: Mulher, eis ai o teu filho. A seguir, disse ao discípulo: Eis ai tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa (Jo 19, 26-27)

O Apocalipse de João, capitulo 12, também fala de Maria: um grande sinal aparece no céu. é uma mulher vestida de sol, que gera o salvador do mundo... Nem o grande dragão, vermelho-afogueado pode impedir da vitória da salvação!

2. No Credo. A fé no único Senhor encontrou forma em credos que uniam os cristãos, não obstante as diferenças de cultura, classe e raça. Os mais antigos: o Credo Apostólico e o Credo Niceno-Constantinopolitano (381), aceitos por praticamente por todas as igrejas. São herança comum.

2.1. Nascido da Virgem Maria. Credo Niceno Constantinopolitano: Creio em um só Deus,
Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra e de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro... E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos céus. E se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria.
e Se fez homem
...

2.2. Mãe de Deus. O Terceiro Concilio Ecumênico, Éfeso, ano de 431, afirma: Que seja excomungado quem não professar que Emanuel é verdadeiramente Deus e, portanto, que a Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne aquele que é o Verbo de Deus. Reconhecer Maria como Mãe de Deus (“Theotokos”) significa professar que Cristo é Filho de Deus. As igrejas que reconhecem os Concílios Ecumênicos também o confessam.

3. Dogmas Marianos (Os dogmas devem nos aproximar mais a Deus e a seu Filho!):
4. Pistas para o diálogo ecumênico. Ainda há um longo caminho a percorrer no que toca a compreensão do papel de Maria na história da salvação. Todos concordam que a Mãe de Jesus faz parte da mensagem do nascimento do Filho de Deus. Em nenhuma época a Igreja pode ignorar Maria, mãe do Salvador. O diálogo ecumênico dos últimos anos tem abrandado posições extremadas e criado um clima de maior respeito e confiança.

Avaliação da reunião: Como se sentiu? O que leva para a sua vida?

Lição de casa:
1º dia: Lucas 1, 26-38                             
2º dia Lucas 2, 1-21                                
3º dia Ler o tema da reunião: A Bem-Aventurada Virgem Maria
4º dia Lucas 2,22-52
5º dia Lucas 1, 39-56
6º dia Mateus 2, 1-23

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