28. Em Deus toda confiança...

Depois de sua longa estadia em Manresa e uma vez recuperado física e espiritualmente, Inácio de Loyola quis conhecer de perto os lugares percorridos pelo Senhor Jesus. Ele achava que a bendita Terra Santa podia ser como um quinto Evangelho para ele. E para lá, se encaminhou!

Assim, ao princípio do ano de 1523, (Inácio) partiu para Barcelona a embarcar-se. Ainda que se lhe ofereciam algumas companhias, quis ir sozinho. Toda a sua idéia era ter a Deus só como refugio... Com estes pensamentos desejava embarcar-se, não somente sozinho, mas sem nenhuma provisão. Começando a negociar a embarcação, alcançou do capitão da nau o levasse de graça, pois não tinha dinheiro; mas com esta condição, de meter no navio alguns víveres para se manter, pois de outra maneira, por nada do mundo, o receberia (Autob. 35).

O Peregrino saira, pois, de Manresa e, chegou ao porto de Barcelona, onde buscou o tal navio, que o levasse gratuitamente para Terra Santa. Sua decisão firme era a de não levar nada para a viagem. Os apaixonados não medem consequências! O capitão do navio não o permitiu... pelo menos tinha que levar comida: água e pão torrado!

Inácio ainda tinha uma visão muito “mecanicista” de Deus, como se Ele fosse uma realidade como as outras, um “objeto” que compete com outros. Ele ainda achava que sua confiança total em Deus estaria em contradição com os meios humanos necessários para a viagem. Só mais tarde, Inácio compreenderá que o “viver” e o “fazer” também são dom do Senhor, pois nada fica fora do carinho que Deus tem para conosco.

Aprendida a lição, ele a compartilhará com seus companheiros: Confia em Deus, como se tudo dependesse Dele, mas também trabalhe como se tudo dependesse de você! É uma boa forma de viver e ficou como lema do Estado do Espírito Santo: "TRABALHA E CONFIA". Trabalha como se tudo dependesse de ti e confia como se tudo dependesse de Deus.

Uma pergunta: Você confia totalmente em Deus e também trabalha dessa forma?

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