3º Dia, 1º Exercício: No caos, a frustração...

Tem piedade de mim, pecador...
Sem Deus cairemos no vazio, na frustração e na morte... O mundo sem Deus é um perigo! Nossa vida sem Deus perde o seu sentido, seus referenciais, seu Princípio e Fundamento. Para não sermos abduzidos por essa loucura precisamos:
Aborrecer e detestar as próprias presunções, loucuras e tontices. Não somos deuses!
* Experimentar vergonha da petulância e ingratidão, por deixar Deus de lado...
Convencer-se que o pecado destrói nossos relacionamentos e entorno. 

As consequências funestas, desse caminhar longe do Senhor, cria divisão, mentira e morte! 

Não são poucas as desavenças ocasionadas por atos impensados! Precisamos aborrecer e detestar a própria apatia e petulância, esse caminhar distante dos apelos do Senhor.

Pelo batismo, somos criaturas novas em comunhão divina, dependentes da misericórdia e bondade de Deus. A vida divinal flui em nós!

Deus nos chamou à vida em seu Filho Jesus, para sermos parceiros na construção do mundo. Somos filhos no Filho e irmãos de todos. Ele pôs tudo à nossa disposição! Seria loucura e consumada ingratidão dizer NÃO a tanta dádiva e enveredar por descaminhos insensatos. Se arruinarmos a obra de Deus todos perderemos!

Deus nos ama como Pai. Que maravilha quando realizamos os seus sonhos! Que horror quando tornamos, presunçosamente, nossas iniciativas independentes e rebeldes.

O pecado, deixar Deus de lado, é uma enorme tolice e ingratidão. Romper a filiação e a fraternidade vai contra o âmago do nosso ser. O mal não é uma alternativa do bem, mas carência dele. O pecado realmente corrói e destrói!

Santo Inácio coloca diante de nossos olhos o caos e a morte resultantes da história do pecado (pecado dos anjos, dos primeiros pais: Adão e Eva...). O Jardim do Paraíso transformou-se em deserto e a felicidade em competição e malícia... Surgiram monstros enormes e incontroláveis: a prepotência, o sofrimento e a morte! É o absurdo do “ovo gorado”, da gangrena contaminosa, do bem ferido e diminuído...

Lembre-se de algum pecado determinado e suas consequências funestas. Considere o estrago social causado por decisões egoístas... Traga à memória a história dos seus pecados e como ainda eles delimitam sua vida. Inácio de Loyola pede para lembrar essa nossa história negativa e dela tirar algum proveito: 1º Contemplar os lugares onde morou; 2º Os relacionamentos mantidos; 3º Os ofícios exercidos... Vida, pessoas, trabalho...

Ponderar os pecados, essa ausência do bem, da verdade e da beleza, olhando a malícia e divisões provocadas. Considerar a própria fraqueza e pequenez: Quem sou mesmo? E você no meio da humanidade toda? E diante da criação e do universo? Você é um semeador do bem e da verdade ou se contenta com a diminuição de tudo isso?

Considere, ao mesmo, tempo a grandeza do Deus e o seu imenso amor por todos nós! Olhar mais para a misericórdia divina do que para a limitação humana!

"Perdeu todo o pejo (vergonha) à vaidade e envergonhou-se de desprezar a verdade" (S. Agostinho falando da conversão de seu amigo Vitorino).

Textos para orar durante a semana:
  • Is 1, 1-20Abandonaram o Deus vivo...
  • Ap 3, 1-6.14-22: Reaviva o que te resta. Oxalá fosse frio ou quente...
  • Sl 1O caminho do ímpio leva à perdição...
  • Hb 3, 1-19Tomai precaução... ninguém venha a abandonar o Deus vivo!
  • Gl 6, 7-10De Deus não se zomba...
  • Gn 3 a 7: História do pecado e suas consequências (Lembrar do gênero literário neste escrito).
  • 2Sm 11 e 12O pecado de Davi e suas consequencias...
  • Sl 50/51: Oração do pecador arrependido.
  • Lc 6, 39- 42: A árvore boa dá bons frutos...
Finalize sempre sua oração com um colóquio de amizade. Imaginando Cristo, Nosso Senhor, sobre a cruz diante de mim, fazer um colóquio, perguntando como, de Criador, veio a fazer-se homem, da vida eterna chegou à morte temporal e assim veio a morrer por meus pecados. Perguntar igualmente, olhando para mim mesmo, o que tenho feito por Cristo, o que faço por Cristo e o que devo fazer por Cristo (EE 53).

Enfim vendo-o nesse estado e assim suspenso na cruz, pensar nas ideias que me ocorrerem. Rezar um Pai Nosso (EE 53).

Terminar com um colóquio de misericórdia, refletindo e agradecendo a Deus Nosso Senhor por me ter conservado em vida até agora, e me propondo de me emendar, com a sua graça, de agora para frente (EE 61)

NOTA: Santo Inácio sugere fazer uma Confissão sacramental, no final de esta etapa, para celebrar a misericórdia de Deus e sua aliança.

Não olhes para o que tu fostes, mas para a ideia que Deus tinha quando te criou... (Evágrio, o Pôntico)

Escreva no seu caderno de vida: Como se sentiu? Apelos surgidos? Dificuldades encontradas?

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