O serviço, alma do Diaconato… (cf. Pe. Juan Carlos Rengucci, PSSC)

Rito da Ordenação de diáconos permanentes... 

O século XX encontrou a Igreja em um processo de apertura, no qual o diaconato podia se abrir a um novo horizonte. Tempos atrás, 1947, o Papa Pio XII situava já o diaconato no Sacramento da Ordem, com imposição de mãos e oração consacratória. 
No Concilio Vaticano II (1962-1965) o Diaconato surgiu de novo com toda a sua riqueza, dentro de uma Igreja “toda ela ministerial”. O Concilio restaurou, pois, o Diaconato permanente e declarou que os diáconos são Servidores do Povo de Deus, em união com o Bispo e seu Presbitério. Aos poucos, as diversas Conferências Episcopais foram dando subsídios para que os bispos o instaurassem em suas igrejas particulares. Não foi fácil vencer as resistências internas encontradas. O Diaconato Permanente não só era um ministério para “casos de emergência”, dada a escassez de sacerdotes, mas também uma nova riqueza da Igreja evangelizadora. 

O Concilio recordou que Diaconato fazia parte do sacramento da Ordem, no seu terceiro grau, e que a sua especificidade consistia no `ministério´, e não no `sacerdócio´ (LG 29). O diácono é um assistente do bispo e do presbítero na liturgia, e em seu nome dispensa alguns sacramentos. Seu ministério é o serviço, a exemplo de Cristo Servo, e em três dimensões: Liturgia, Palavra e Caridade.

Qual a fonte de sua espiritualidade? A do presbítero é "Jesus sacerdote servo", e a do diácono é a espiritualidade do serviço. E o seu modelo é Cristo servidor, dedicado ao serviço do Pai e das pessoas.

Evidentemente, que o serviço cabe a todos nós, povo de Deus, mas para que a Igreja possa viver melhor sua vocação ministerial, foi preciso colocar essa vocação nas mãos de homens generosos e fieis colocados por mandato da Igreja, a serviço dos mais pobres e necessitados. Nas celebrações litúrgicas, nos encontros espirituais ou temporais, nas famílias e nos diversos ambientes da paroquia, encontramos os diáconos com sua discreta e natural simpatia difundindo por palavras e gestos a Boa Nova do Evangelho... 

A Igreja precisará sempre deste carisma de serviço amável e gratuito. Homens casados e ordenados a serviço de Deus e dos outros.

PD. Agora faltaria abrir também este ministério para as mulheres...

  

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