2ª REGRAS de discernimento da 2ª Semana dos EE... (cf. Pe. Chércoles SJ)

 


[330] 2ª Regra. É próprio unicamente de Deus Nosso Senhor dar consolação à alma sem causa precedente, porque é próprio do Criador entrar, sair, causar nela moções, atraindo-a toda para o amor de Sua Divina Majestade. Digo sem causa, isto é, sem nenhum prévio sentimento ou conhecimento de objeto algum de que provenha tal consolação, mediante atos seus de entendimento e vontade.

2. Uma alegria e paz profunda e inesperada revelam a Presença de Jesus, que convida e atrai para o que é seu. Por “inesperada” entende-se o que não vem da imaginação, de sentimentos ou arrazoados, através dos quais uma pessoa esteja buscando essa Presença.

 

 

- É próprio unicamente de Deus Nosso Senhor dar consolação à alma sem causa precedente; Uma alegria e paz profunda e inesperada revelam a Presença de Jesus: Nesta semana, s. Inácio quer que tenhamos claro quais são as coisas em que podemos confiar. Já vimos que nesta “vida iluminativa”, podemos nos enganar “sob a aparência de bem”, ou o que é o mesmo, sentindo “consolação”. Por isso, nesta 2ª Regra, ele nos diz que a consolação, a que é só de Deus, é a inesperada, a que não tem explicação (“sem causa precedente”), aquela que nos toma de surpresa, sentindo algo com o qual nunca poderíamos sonhar.

 

- porque é próprio do Criador entrar, sair, causar nela moções, atraindo-a toda para o amor de Sua Divina Majestadea Presença de Jesus, que convida e atrai para o que é seu: na Apresentação, dissemos que s. Inácio quase sempre chama Deus de “Nosso Senhor e Criador”, aquele que está presente em tudo e é dono de tudo. É porque Lhe pertencemos que Ele pode, livremente, “entrar e sair” em nós, quando e como quiser, enchendo-nos de vida e amor desinteressados (não egoísta). Nós não podemos manobrá-Lo. É por isso que s. Inácio diz que quando Deus “entra” em nós, “toda” nossa pessoa sente-se preenchida de amor e paz, sem amarras e livre. É uma experiência que ninguém nem pode sequer imaginar, se não a tiver tido.

 

- Digo sem causa, isto é, sem nenhum prévio sentimento ou conhecimento de objeto algum de que provenha tal consolação, mediante atos seus de entendimento e vontade; Por “inesperada” entende-se o que não vem da imaginação, de sentimentos ou arrazoados, através dos quais uma pessoa a esteja buscando: na anotação 15, s. Inácio proíbe àquele que dá os EE “de induzir o exercitante a um estado ou modo de viver, mais do que a outro”, pois somente Deus deve fazê-lo. Aqui, ele nos diz que nada pode substituir Deus. Deus é inesperado, 

 

- sem causa. Não há imaginação, sentimentos ou arrazoados pelos quais possamos alcançá-Lo. Foi o que vimos na regra 9 de 1ª semana: na desolação, experimentamos que nada podemos; aqui, na consolação “sem causa precedente”, experimentamos que o que Deus dá não tem comparação com o que quer que seja.

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